20/05/2016
Trabalhadores da Energisa entram em greve na segunda-feira com apoio da CUT
Depois de rejeitar proposta da empresa por maioria histórica, os trabalhadores do Grupo Energisa entrarão em greve na próxima segunda-feira (23), por tempo indeterminado, em todo o Estado de São Paulo. A mobilização dá sequência a uma longa negociação marcada pela intransigência da empresa, que reluta em atender às reivindicações da categoria.
A greve será liderada pelo Sinergia – Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo, com apoio da CUT. Haverá mobilização em três grandes cidades atendidas pela Energisa: Catanduva, Presidente Prudente e Bragança Paulista. Ao todo, 30 localidades terão algum tipo de movimentação. Serão 1.200 trabalhadores parados.
O plano de lutas foi aprovado em mobilização dos trabalhadores no dia 16. Eles reivindicam aumento real, vales alimentação e refeição de R$ 900 e que o acordo coletivo em vigor seja mantido na íntegra – rejeitando-se inteiramente proposta de adoção de um banco de horas que limita o recebimento das horas extras realizadas pelos energéticos.
“Hoje, costumamos dizer que o trabalhador dorme de botina. São inúmeras horas extras ocasionadas por falhas de gestão, não por urgências. Faltam trabalhadores na estrutura, o que está acarretando a precarização do serviço e a piora do atendimento”, explica João Mauro Fidalgo, coordenador do Sinergia na macrorregião de São José do Rio Preto.
Na visão do sindicalista, a intenção da empresa é fugir de ações judiciais e fazer com que o trabalhador cumpra as horas extras sem receber por isso. A principal ironia desse quadro, diz ele, é que os trabalhadores não receberam a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) exatamente pelo excesso de horas extras – acima da meta prevista.
“O trabalhador está sendo punido duplamente. Trabalha em excesso e ainda perde a PLR por causa disso. São dois anos da atual gestão do grupo Energisa em que o foco é apenas o lucro. Os direitos trabalhistas estão sendo violados e o trabalho cada vez mais precarizado, com sensível piora no atendimento à população”, critica Fidalgo.
Proposta
De acordo com Francisco César Mariano Rodrigues, diretor do Sinergia na macrorregião de Rio Preto, a proposta final da empresa prevê reajuste de 9,31% sobre salários, pisos e demais índices econômicos. Para os vales refeição e alimentação, o reajuste é de 10%. Na contramão da pauta dos trabalhadores, a empresa tenta impor o banco de horas.
“Exigimos mais respeito e responsabilidade dos negociador es da empresa, visando à reabertura das negociações e uma proposta digna. O que se espera é que a Energisa atenda às necessidades da categoria, com melhoria do índice de reajuste do VA/VR e a retirada da cláusula banco de horas. Não vamos abrir mão dessas conquistas”, garante.
A greve será liderada pelo Sinergia – Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo, com apoio da CUT. Haverá mobilização em três grandes cidades atendidas pela Energisa: Catanduva, Presidente Prudente e Bragança Paulista. Ao todo, 30 localidades terão algum tipo de movimentação. Serão 1.200 trabalhadores parados.
O plano de lutas foi aprovado em mobilização dos trabalhadores no dia 16. Eles reivindicam aumento real, vales alimentação e refeição de R$ 900 e que o acordo coletivo em vigor seja mantido na íntegra – rejeitando-se inteiramente proposta de adoção de um banco de horas que limita o recebimento das horas extras realizadas pelos energéticos.
“Hoje, costumamos dizer que o trabalhador dorme de botina. São inúmeras horas extras ocasionadas por falhas de gestão, não por urgências. Faltam trabalhadores na estrutura, o que está acarretando a precarização do serviço e a piora do atendimento”, explica João Mauro Fidalgo, coordenador do Sinergia na macrorregião de São José do Rio Preto.
Na visão do sindicalista, a intenção da empresa é fugir de ações judiciais e fazer com que o trabalhador cumpra as horas extras sem receber por isso. A principal ironia desse quadro, diz ele, é que os trabalhadores não receberam a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) exatamente pelo excesso de horas extras – acima da meta prevista.
“O trabalhador está sendo punido duplamente. Trabalha em excesso e ainda perde a PLR por causa disso. São dois anos da atual gestão do grupo Energisa em que o foco é apenas o lucro. Os direitos trabalhistas estão sendo violados e o trabalho cada vez mais precarizado, com sensível piora no atendimento à população”, critica Fidalgo.
Proposta
De acordo com Francisco César Mariano Rodrigues, diretor do Sinergia na macrorregião de Rio Preto, a proposta final da empresa prevê reajuste de 9,31% sobre salários, pisos e demais índices econômicos. Para os vales refeição e alimentação, o reajuste é de 10%. Na contramão da pauta dos trabalhadores, a empresa tenta impor o banco de horas.
“Exigimos mais respeito e responsabilidade dos negociador es da empresa, visando à reabertura das negociações e uma proposta digna. O que se espera é que a Energisa atenda às necessidades da categoria, com melhoria do índice de reajuste do VA/VR e a retirada da cláusula banco de horas. Não vamos abrir mão dessas conquistas”, garante.
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