MPT vai à Justiça para obrigar Caixa a cumprir cota para pessoas com deficiência
O Ministério Público do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins) entrou na Justiça para que a Caixa Econômica Federal cumpra a Lei 8.213/91, que prevê que empresas com mais de 1.000 empregados possuam 5% dos cargos ocupados por pessoas com deficiência. Na ação, a procuradora Ana Cláudia Monteiro mostra que, segundo dados apresentados pelo próprio banco a pedido do MPT, o índice atualmente está em 1,42%, o que significa um déficit de 3.5614 pessoas para que a cota mínima seja cumprida.
“Além de ser incontroverso o descumprimento de contratação de pessoas com deficiência e/ou reabilitadas na proporção indicada, tem-se que a recusa não se deve à falta de mão-de-obra. As cotas estão inseridas no contexto das ações afirmativas, destinando-se a possibilitar igualdade real”, argumenta a magistrada. Ela lembra que há muitos aprovados em concurso aguardando convocação e que a Caixa não precisa de autorização do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) para realizar essas contratações.
Ana Cláudia Monteiro pediu antecipação de tutela para que o banco seja condenado, desde já, a cumprir a cota legal, sob pena de multa de R$ 10 mil por trabalhador prejudicado. A ação ainda prevê o pagamento de multa por dano moral coletivo, no valor de R$ 1 milhão. Segundo a procuradora, “quando a CAIXA adota a postura de não contratar as pessoas com deficiência, pratica discriminação que atinge o conjunto das pessoas com deficiência, as quais têm sua chance de colocação no mercado de trabalho reduzidas”.
Confira aqui a íntegra da ação do MPT.
“Como empresa pública, a Caixa deveria dar o exemplo. No entanto, ela insiste em descumprir a lei. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, que está em vigor desde 2 de janeiro deste ano, traz importantes avanços ao determinar punições para quem descumpri-lo e ao afirmar que é dever de todos nós comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou violação aos direitos dessas pessoas”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), reforça as críticas à direção do banco. “Essa é a postura adotada pela Caixa. Desrespeito às leis, aos acordos coletivos e às negociações, bem como a falta de transparência na gestão. Dos mais 30 mil aprovados no concurso público de 2014, do qual participaram mais de 1,2 milhão de pessoas, quase 3 mil são portadores de deficiência”, destaca.
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato debate campanha nacional e fortalece estratégias de luta com análise de conjuntura e mobilização da diretoria
- Pagamento do Super Caixa de 2025 e regras para 2026 frustram empregados. Apcef/SP e Sindicato cobram negociação dos critérios em mesa
- Itaú lucra bilhões, corta empregos e precariza atendimento: Sindicato vai às ruas e cobra responsabilidade social
- Dia Nacional de Luta no Bradesco: Sindicato vai às ruas contra demissões e abandono da população
- 2º turno da eleição para o CA da Caixa começa nesta quarta-feira (18). Vote Fabiana Uehara - 0001!
- Contraf-CUT e Sindicatos lançam panfleto didático e interativo de como enfrentar atitudes tóxicas e de violência doméstica
- Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, diz Datafolha
- Eleições da Cassi começam nesta sexta-feira (13); associados podem votar por aplicativo, site e terminais do BB
- Mesmo com mercado de trabalho aquecido, bancos eliminam 8,9 mil postos em 2025; mulheres são mais afetadas
- Pela vida das mulheres: Sindicato mobiliza agências e reforça combate à violência de gênero
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- COE Itaú cobra transparência sobre plano de saúde, questiona fechamento de agências e discute renovação do acordo da CCV
- Banesprev: vem aí um novo equacionamento de déficit para o Plano II
- Sindicato denuncia fechamento de agência do Bradesco em Ariranha e cobra responsabilidade social do banco