28/01/2016
Banco do Brasil e Caixa ajudaram na alta de corte de empregos
Os bancos públicos contribuíram em grande parte para o saldo negativo de empregos no setor bancário que, em 2015, fechou 9.886 vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, resultado de 29.899 admissões e 39.775 desligamentos. Esse saldo negativo representa crescimento de 97,6% em relação ao número de postos extintos pelo setor em 2014, quando os bancos eliminaram 5.004 empregos.
O aumento se explica, em grande parte, pelos milhares de desligamentos que ocorreram no Banco do Brasil e na Caixa, por conta de seus respectivos planos de incentivo à aposentadoria.
No Banco do Brasil, cerca de 5 mil aderiram ao PAI (Plano de Aposentadoria Incentivada), enquanto que na Caixa, o Programa de Apoio à Aposentadoria (PAA) foi responsável pela saída de aproximadamente 3 mil empregados. Essas vagas ainda não foram repostas, como cobra o movimento sindical, e o saldo de empregos em ambos os bancos públicos foi negativo, de acordo com os últimos balanços divulgados, referentes ao terceiro trimestre de 2015.
Em 12 meses (setembro de 2014 a setembro de 2015), a Caixa eliminou 2.416 postos de trabalho. No mesmo período, o BB extinguiu 2.552 vagas. E isso com seus respectivos lucros em alta.
Lucros crescentes
O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado (que exclui itens extraordinários) de R$ 8,947 bilhões, crescimento de 7,5% em relação a setembro de 2014. Levando em conta a receita extraordinária da operação Cateno – acordo de associação entre BB Elo Cartões e Cielo no ramo de meios eletrônicos de pagamento –, o lucro do banco em nove meses salta para R$ 11,888 bilhões, resultado 43,5% maior que o apresentado no mesmo período de 2014. Já o lucro líquido da Caixa chegou a R$ 6,5 bilhões, 23,3% maior que o apresentado em setembro de 2014.
“Como se vê, não há nenhuma justificativa para que essas instituições eliminem empregos, sobrecarregando os trabalhadores, comprometendo o atendimento à população e agravando a crise econômica no país. O Sindicato continua lutando para que BB e Caixa reponham as vagas abertas com as aposentadorias e criem empregos, cumprindo seu papel social”, diz a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.
Ambiente adoecedor
O diretor executivo do Sindicato e funcionário do BB Cláudio Luis destaca o ambiente adoecedor na instituição. “O Banco do Brasil precisa contratar mais funcionários para repor o quadro deficitário. Os bancários estão sobrecarregados por conta da falta de pessoal e, além disso, ainda têm de lidar diariamente com metas abusivas que levam ao assédio moral e ao consequente adoecimento dos trabalhadores.”
Para o empregado da Caixa e também diretor executivo do Sindicato Dionísio Reis, o governo federal deve rever sua política e voltar a apostar nos bancos públicos como indutores do crescimento econômico. “A oferta de crédito pelos bancos públicos é um indutor estratégico do crescimento da economia. O governo apostou nisso em 2008 e deveria usar a mesma estratégia agora. Reduzir o tamanho dos bancos públicos é tão prejudicial para o país quanto aumentar a Selic. É preciso rever essa política e voltar ao ciclo virtuoso do desenvolvimento.”
A ampliação do quadro de funcionários está na pauta de negociações entre o movimento sindical e as direções de ambas as instituições financeiras. A mesa permanente com a Caixa será retomada na quinta-feira 28 e terá como ponto central a discussão sobre mais contratações na instituição.
O aumento se explica, em grande parte, pelos milhares de desligamentos que ocorreram no Banco do Brasil e na Caixa, por conta de seus respectivos planos de incentivo à aposentadoria.
No Banco do Brasil, cerca de 5 mil aderiram ao PAI (Plano de Aposentadoria Incentivada), enquanto que na Caixa, o Programa de Apoio à Aposentadoria (PAA) foi responsável pela saída de aproximadamente 3 mil empregados. Essas vagas ainda não foram repostas, como cobra o movimento sindical, e o saldo de empregos em ambos os bancos públicos foi negativo, de acordo com os últimos balanços divulgados, referentes ao terceiro trimestre de 2015.
Em 12 meses (setembro de 2014 a setembro de 2015), a Caixa eliminou 2.416 postos de trabalho. No mesmo período, o BB extinguiu 2.552 vagas. E isso com seus respectivos lucros em alta.
Lucros crescentes
O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado (que exclui itens extraordinários) de R$ 8,947 bilhões, crescimento de 7,5% em relação a setembro de 2014. Levando em conta a receita extraordinária da operação Cateno – acordo de associação entre BB Elo Cartões e Cielo no ramo de meios eletrônicos de pagamento –, o lucro do banco em nove meses salta para R$ 11,888 bilhões, resultado 43,5% maior que o apresentado no mesmo período de 2014. Já o lucro líquido da Caixa chegou a R$ 6,5 bilhões, 23,3% maior que o apresentado em setembro de 2014.
“Como se vê, não há nenhuma justificativa para que essas instituições eliminem empregos, sobrecarregando os trabalhadores, comprometendo o atendimento à população e agravando a crise econômica no país. O Sindicato continua lutando para que BB e Caixa reponham as vagas abertas com as aposentadorias e criem empregos, cumprindo seu papel social”, diz a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.
Ambiente adoecedor
O diretor executivo do Sindicato e funcionário do BB Cláudio Luis destaca o ambiente adoecedor na instituição. “O Banco do Brasil precisa contratar mais funcionários para repor o quadro deficitário. Os bancários estão sobrecarregados por conta da falta de pessoal e, além disso, ainda têm de lidar diariamente com metas abusivas que levam ao assédio moral e ao consequente adoecimento dos trabalhadores.”
Para o empregado da Caixa e também diretor executivo do Sindicato Dionísio Reis, o governo federal deve rever sua política e voltar a apostar nos bancos públicos como indutores do crescimento econômico. “A oferta de crédito pelos bancos públicos é um indutor estratégico do crescimento da economia. O governo apostou nisso em 2008 e deveria usar a mesma estratégia agora. Reduzir o tamanho dos bancos públicos é tão prejudicial para o país quanto aumentar a Selic. É preciso rever essa política e voltar ao ciclo virtuoso do desenvolvimento.”
A ampliação do quadro de funcionários está na pauta de negociações entre o movimento sindical e as direções de ambas as instituições financeiras. A mesa permanente com a Caixa será retomada na quinta-feira 28 e terá como ponto central a discussão sobre mais contratações na instituição.
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