22/01/2016
Bancos cortaram 9,9 mil postos de trabalho no Brasil em 2015
O setor bancário brasileiro, um dos mais lucrativos da economia, continua cortando postos de trabalho no país. Em 2015, os bancos extinguiram 9.886 empregos , segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Em dezembro, o saldo no setor foi de 1.639 vagas a menos, e 69% dos desligamentos foram por iniciativa das empresas.
Ao mesmo tempo em que extinguem empregos, o que agrava a crise no país, as instituições financeiras faturam alto. Apenas as seis maiores (BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) tiveram, juntas, lucro líquido de R$ 56 bilhões de janeiro a setembro de 2015 – o balanço anual desses bancos ainda não foi divulgado.
“Não há nenhuma justificativa para o corte de vagas em um setor que, mesmo em um período de crise econômica mundial, continua apresentando resultados nas alturas. Para dar uma ideia, esse montante de R$ 56 bi representa crescimento de 24% sobre o que eles lucraram no mesmo período de 2014”, destaca a secretária-geral do Sindicato, Ivone Maria da Silva.
Rotatividade
Além de diminuir seu quadro de pessoal, os bancos ganham com rotatividade, já que os admitidos entram nas empresas recebendo pouco mais da metade do que ganhavam os que saíram. Em 2015, os desligados tinham remuneração média de R$ 6.308,10, enquanto que o salário médio dos contratados foi de R$ 3.550,19, ou seja, 56% da remuneração média dos desligados. Em dezembro de 2015, essa relação foi de 57%.
Ao mesmo tempo em que extinguem empregos, o que agrava a crise no país, as instituições financeiras faturam alto. Apenas as seis maiores (BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) tiveram, juntas, lucro líquido de R$ 56 bilhões de janeiro a setembro de 2015 – o balanço anual desses bancos ainda não foi divulgado.
“Não há nenhuma justificativa para o corte de vagas em um setor que, mesmo em um período de crise econômica mundial, continua apresentando resultados nas alturas. Para dar uma ideia, esse montante de R$ 56 bi representa crescimento de 24% sobre o que eles lucraram no mesmo período de 2014”, destaca a secretária-geral do Sindicato, Ivone Maria da Silva.
Rotatividade
Além de diminuir seu quadro de pessoal, os bancos ganham com rotatividade, já que os admitidos entram nas empresas recebendo pouco mais da metade do que ganhavam os que saíram. Em 2015, os desligados tinham remuneração média de R$ 6.308,10, enquanto que o salário médio dos contratados foi de R$ 3.550,19, ou seja, 56% da remuneração média dos desligados. Em dezembro de 2015, essa relação foi de 57%.
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