Emissão de TED não tem mais limite mínimo desde o dia 15 de janeiro
A Transferência Eletrônica Disponível (TED) não tem mais limite mínimo desde a última sexta-feira (15), segundo informou a Federação Brasileira Bancos (Febraban). Até quinta-feira (12), o valor mínimo era de R$ 250,00. Segundo a Febraban, o objetivo da mudança é facilitar a vida do consumidor na hora de fazer transferências de dinheiro entre bancos diferentes. Criada em 2002, a TED foi instituída com o novo Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB).
Ao utilizar a TED, o valor da transferência de um banco para o outro é creditado na conta do favorecido no mesmo dia, se a transferência for realizada dentro do horário do atendimento bancário. Não existe limite máximo para a emissão de uma TED.
Para a Febraban, desde a sua criação, a TED ofereceu vantagem em relação aos cheques e ao Documento de Crédito (DOC) que só ficam disponíveis após a compensação tradicional, que demora, no mínimo, um dia útil. Essas transferências transitam pela Compe - Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis. O valor máximo de um DOC é de R$ 4.999,99.
As tarifas cobradas para a realização de TED variam de banco para banco, conforme a política comercial de cada um. Para saber os preços das tarifas, os consumidores podem consultar o Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros (STAR) da Federação Brasileira de Bancos (www.febraban-star.org.br).
SPB
Reportagem do Valor Econômico de junho de 2014 antecipava que os bancos trabalhavam para o fim do piso para a TED. Ao retirar o valor mínimo para esse tipo de transferência, os bancos vão concluir a reformulação do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SPB), que começou a funcionar em 2002.
Ao fim dos 12 anos de implantação, o SPB dará mais segurança e rapidez às transferências bancárias, eliminando instrumentos analógicos, como cheques. Na prática, isso reduz quase a zero o risco de crédito das transferências entre contas de empresas, governo e consumidores.
Quando foi lançado, o piso para a TED era de R$ 5 milhões, mas rapidamente esse valor caiu para R$ 5 mil naquele mesmo ano. Em 2013, o valor mínimo baixou para R$ 1 mil.
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