26/11/2015
Manutenção da taxa Selic em 14,25% impede retomada do crescimento
A Contraf-CUT - Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - critica severamente a decisão do Copom, divulgada nesta quarta-feira (25), de manter a taxa básica de juros da economia - Selic - em 14,25%, o maior patamar nos últimos cinco anos. Para a entidade, a decisão tomada em meio à desaceleração da economia e ao corte de empregos, significa impedir a retomada do crescimento e piorar a distribuição de renda no país.
"A indústria produz menos. O comércio também sente o reflexo dos juros altos com a queda nas vendas e redução dos postos de trabalho. Este caminho só leva à recessão e aprofunda ainda mais a crise. É lamentável que o governo mantenha esta postura, que prejudica os trabalhadores e só favorece os rentistas ", afirma o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.
Transferência de renda para os ricos
A Selic alta representa enorme transferência de recursos do orçamento do governo para o pagamento de juros da dívida pública que, em 2015, consumirá 47,4% do orçamento geral da União, o que equivale à astronômica cifra de R$ 1 trilhão. E boa parte dessa montanha de dinheiro - cerca de 25 bilhões - vai diretamente para os cofres dos bancos, que detêm um quarto dos títulos da dívida pública federal.
"Enquanto os bancos se apropriam dessa bolada, os defensores do famigerado ajuste fiscal, colocado em prática pelo ministro da Fazendo Joaquim Levy, pedem a redução de gastos com programas sociais importantíssimos como o "Minha Casa, Minha Vida", que não representa nem 10% do orçamento do governo para 2015, mas significa a construção de 1,6 milhões de casas populares", critica Roberto.
"Além de ganharem com a aplicação em títulos da dívida pública, os bancos também ganham com o aumento das receitas com operações de crédito todas as vezes que a taxa de juros sobe ou se mantém em patamares elevados. E não porque estão emprestando mais, ao contrário. O volume de empréstimos cresce pouco, mas as receitas continuam aumentando, e muito, com a elevação dos juros", completa o presidente da Contraf-CUT.
No primeiro semestre de 2015, os cinco maiores bancos do país obtiveram R$ 157 bilhões com essas receitas, com aumento de 28,4% em relação ao mesmo período em 2014. Mas o volume de operações de crédito cresceu apenas 10%. O que demonstra, também, a falta de comprometimento dos bancos com o desenvolvimento e a retomada do crescimento do país.
Selic nas alturas favorece o sistema financeiro
O sistema financeiro é o único segmento da economia que ganha com a elevação dos juros. No primeiro semestre de 2015 os bancos arrecadaram R$ 55,2 bilhões com a cobrança de tarifas. Já as despesas com pessoal somaram R$ 41,6 bilhões, ou seja, a receita com tarifas cobriu integralmente a folha de pagamentos e ainda sobraram quase R$ 10 bilhões. E o lucro ficou intacto.
"Todos esses números mostram que os bancos são grandes beneficiários da manutenção de elevadas taxas. Os juros têm efeitos extremamente danosos para a sociedade e para a economia, inibem o consumo e os investimentos. A tese de que a inflação será controlada com juros estratosféricos não tem base técnica. É uma construção político-ideológica, que visa apenas manter uma casta rentista, com grandes prejuízos ao país", conclui Roberto von der Osten.
"A indústria produz menos. O comércio também sente o reflexo dos juros altos com a queda nas vendas e redução dos postos de trabalho. Este caminho só leva à recessão e aprofunda ainda mais a crise. É lamentável que o governo mantenha esta postura, que prejudica os trabalhadores e só favorece os rentistas ", afirma o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.
Transferência de renda para os ricos
A Selic alta representa enorme transferência de recursos do orçamento do governo para o pagamento de juros da dívida pública que, em 2015, consumirá 47,4% do orçamento geral da União, o que equivale à astronômica cifra de R$ 1 trilhão. E boa parte dessa montanha de dinheiro - cerca de 25 bilhões - vai diretamente para os cofres dos bancos, que detêm um quarto dos títulos da dívida pública federal.
"Enquanto os bancos se apropriam dessa bolada, os defensores do famigerado ajuste fiscal, colocado em prática pelo ministro da Fazendo Joaquim Levy, pedem a redução de gastos com programas sociais importantíssimos como o "Minha Casa, Minha Vida", que não representa nem 10% do orçamento do governo para 2015, mas significa a construção de 1,6 milhões de casas populares", critica Roberto.
"Além de ganharem com a aplicação em títulos da dívida pública, os bancos também ganham com o aumento das receitas com operações de crédito todas as vezes que a taxa de juros sobe ou se mantém em patamares elevados. E não porque estão emprestando mais, ao contrário. O volume de empréstimos cresce pouco, mas as receitas continuam aumentando, e muito, com a elevação dos juros", completa o presidente da Contraf-CUT.
No primeiro semestre de 2015, os cinco maiores bancos do país obtiveram R$ 157 bilhões com essas receitas, com aumento de 28,4% em relação ao mesmo período em 2014. Mas o volume de operações de crédito cresceu apenas 10%. O que demonstra, também, a falta de comprometimento dos bancos com o desenvolvimento e a retomada do crescimento do país.
Selic nas alturas favorece o sistema financeiro
O sistema financeiro é o único segmento da economia que ganha com a elevação dos juros. No primeiro semestre de 2015 os bancos arrecadaram R$ 55,2 bilhões com a cobrança de tarifas. Já as despesas com pessoal somaram R$ 41,6 bilhões, ou seja, a receita com tarifas cobriu integralmente a folha de pagamentos e ainda sobraram quase R$ 10 bilhões. E o lucro ficou intacto.
"Todos esses números mostram que os bancos são grandes beneficiários da manutenção de elevadas taxas. Os juros têm efeitos extremamente danosos para a sociedade e para a economia, inibem o consumo e os investimentos. A tese de que a inflação será controlada com juros estratosféricos não tem base técnica. É uma construção político-ideológica, que visa apenas manter uma casta rentista, com grandes prejuízos ao país", conclui Roberto von der Osten.
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