19/10/2015
Duas semanas de greve e a culpa é dos banqueiros
A greve dos bancários completa duas semanas nesta segunda-feira 19 sem qualquer contato dos bancos para retomar as negociações. O movimento é cada vez mais forte. Na sexta-feira 16, em todos os 26 estados e no Distrito Federal, pararam 12.277 agências e 44 centros administrativos. Na região de Catanduva, são 70 unidades com atividades paralisadas.
O Comando Nacional dos Bancários, que se reúne semanalmente em São Paulo, já avisou à federação dos bancos (Fenaban) que aguarda uma proposta digna de ser apresentada aos trabalhadores.
“Os bancos não fazem nova proposta há mais de 20 dias. Ao invés de valorizar os principais responsáveis pelos seus lucros bilionários, tentam impedir o direito de greve dos trabalhadores”, critica Juvandia Moreira, coordenadora do Comando.
Mas não estão conseguindo. A paralisação deste ano já é uma das mais fortes desde 2004. “Os bancários sabem do seu valor, da importância que têm, da contribuição que dão para os exorbitantes resultados do setor. Não vão sair da greve sem um reajuste digno e a certeza de que as condições de trabalho vão melhorar”, reforça a dirigente, lembrando da importância da participação de cada um.
“Braços cruzados significam prejuízo para os bancos. É a única linguagem que eles entendem. Temos paralisado setores estratégicos, mas quanto mais conseguirmos fechar, mais força teremos, maior será a pressão para que eles retomem as negociações”, convoca.
O reajuste proposto pela Fenaban impõe perdas de 4%, não só para os salários, mas também para a Participação nos Lucros e Resultados, para o piso, vales e auxílios. A proposta trouxe de volta para a mesa, ainda, a lógica do abono.
O Comando Nacional dos Bancários foi bem claro com a Fenaban: abono não substitui reajuste. Os R$ 2.500 propostos não se incorporam aos salários, nem incidem sobre FGTS, férias e 13º salário.
De acordo com Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, a greve de 2015 pode entrar para a história. "Nosso objetivo não é só mostrar para a categoria o desrespeito dos patrões. É também mostrar para toda a população que, apesar dos altos lucros e das taxas e dos juros exorbitantes, eles não estão preocupados com seus clientes. Exploração não tem perdão!"
O Comando Nacional dos Bancários, que se reúne semanalmente em São Paulo, já avisou à federação dos bancos (Fenaban) que aguarda uma proposta digna de ser apresentada aos trabalhadores.
“Os bancos não fazem nova proposta há mais de 20 dias. Ao invés de valorizar os principais responsáveis pelos seus lucros bilionários, tentam impedir o direito de greve dos trabalhadores”, critica Juvandia Moreira, coordenadora do Comando.
Mas não estão conseguindo. A paralisação deste ano já é uma das mais fortes desde 2004. “Os bancários sabem do seu valor, da importância que têm, da contribuição que dão para os exorbitantes resultados do setor. Não vão sair da greve sem um reajuste digno e a certeza de que as condições de trabalho vão melhorar”, reforça a dirigente, lembrando da importância da participação de cada um.
“Braços cruzados significam prejuízo para os bancos. É a única linguagem que eles entendem. Temos paralisado setores estratégicos, mas quanto mais conseguirmos fechar, mais força teremos, maior será a pressão para que eles retomem as negociações”, convoca.
O reajuste proposto pela Fenaban impõe perdas de 4%, não só para os salários, mas também para a Participação nos Lucros e Resultados, para o piso, vales e auxílios. A proposta trouxe de volta para a mesa, ainda, a lógica do abono.
O Comando Nacional dos Bancários foi bem claro com a Fenaban: abono não substitui reajuste. Os R$ 2.500 propostos não se incorporam aos salários, nem incidem sobre FGTS, férias e 13º salário.
De acordo com Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, a greve de 2015 pode entrar para a história. "Nosso objetivo não é só mostrar para a categoria o desrespeito dos patrões. É também mostrar para toda a população que, apesar dos altos lucros e das taxas e dos juros exorbitantes, eles não estão preocupados com seus clientes. Exploração não tem perdão!"
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