16/10/2015
'Greve não é só para os caixas', dizem gerentes do Banco do Brasil
Gerentes de relacionamento e assistentes do Banco do Brasil que participam da greve desde o primeiro dia criaram uma frente em parceria com a direção do Sindicato para convencer colegas que ocupam a mesma função a também aderir ao movimento. Na avaliação deles, a paralisação não terá o mesmo efeito caso esses bancários continuem trabalhando. O encontro ocorreu na quinta-feira 15, na sede do Sindicato.
“Os caixas e os escriturários estão fazendo o papel deles e estão parando. O banco sentiu essa mobilização, mas a gente precisa dos assistentes e dos gerentes para poder incomodar ainda mais. Se não houver uma adesão dos gerentes de relacionamento, a categoria vai ficar fragilizada”, afirma um dos integrantes da frente que a partir desta sexta-feira percorrerá as unidades bancárias da capital paulista angariando mais adesões. Um texto explicando a importância da participação de todos será distribuído por e-mail e nas unidades bancárias.
Um dos principais receios dos funcionários que ocupam essas funções é que a adesão à greve possa prejudicá-los profissionalmente. “Criou-se um folclore que o gerente de relacionamento tem cargo de confiança, e que por isso não pode aderir à greve, mas nós não temos cargos de confiança, nós batemos ponto, não temos procuração para assinar pelo banco”, sublinha outro integrante da frente. “Estou há cinco anos no Banco do Brasil e nunca vi ninguém ser barrado em promoções por ter feito greve”, acrescenta.
“E para aqueles que estão sem coragem de parar, pelo menos que façam uma operação tartaruga. Mesmo tendo negócios, não faça os negócios. Isso impacta no resultado do banco”, orienta outro bancário que participou da reunião, lembrando que não adianta só fechar a agência. “Na verdade o banco se aproveita que não tem caixa, que não tem auxiliares, que não tem movimento dentro da agência para enclausurar ainda mais o gerente de relacionamento, para fazer negócio”, afirma.
Metas abusivas
Os integrantes da frente levantaram outra questão que aflige os gerentes de relacionamento: a exploração. “Não estamos só preocupados com o item econômico”, ressaltou outro. “A greve deste ano é contra meta abusiva. Para mim esse é o grande mote. Ninguém aguenta mais, por isso estamos aqui. Se os gerentes de relacionamento não participarem da greve, vai ficar cada vez mais complicado.”
João Fukunaga, integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ressalta as péssimas condições de trabalho no banco, o que leva a um alto índice de adoecimentos. Por essa razão a pauta específica versa e muito sobre essa questão.
“Nossa greve não é só pela remuneração, mas também por melhores condições de trabalho, principalmente relacionadas às questões de saúde, como a Cassi, que está em déficit e o banco precisa apresentar propostas sobre esses temas, principalmente relativa a caixa de assistência.”
“Os caixas e os escriturários estão fazendo o papel deles e estão parando. O banco sentiu essa mobilização, mas a gente precisa dos assistentes e dos gerentes para poder incomodar ainda mais. Se não houver uma adesão dos gerentes de relacionamento, a categoria vai ficar fragilizada”, afirma um dos integrantes da frente que a partir desta sexta-feira percorrerá as unidades bancárias da capital paulista angariando mais adesões. Um texto explicando a importância da participação de todos será distribuído por e-mail e nas unidades bancárias.
Um dos principais receios dos funcionários que ocupam essas funções é que a adesão à greve possa prejudicá-los profissionalmente. “Criou-se um folclore que o gerente de relacionamento tem cargo de confiança, e que por isso não pode aderir à greve, mas nós não temos cargos de confiança, nós batemos ponto, não temos procuração para assinar pelo banco”, sublinha outro integrante da frente. “Estou há cinco anos no Banco do Brasil e nunca vi ninguém ser barrado em promoções por ter feito greve”, acrescenta.
“E para aqueles que estão sem coragem de parar, pelo menos que façam uma operação tartaruga. Mesmo tendo negócios, não faça os negócios. Isso impacta no resultado do banco”, orienta outro bancário que participou da reunião, lembrando que não adianta só fechar a agência. “Na verdade o banco se aproveita que não tem caixa, que não tem auxiliares, que não tem movimento dentro da agência para enclausurar ainda mais o gerente de relacionamento, para fazer negócio”, afirma.
Metas abusivas
Os integrantes da frente levantaram outra questão que aflige os gerentes de relacionamento: a exploração. “Não estamos só preocupados com o item econômico”, ressaltou outro. “A greve deste ano é contra meta abusiva. Para mim esse é o grande mote. Ninguém aguenta mais, por isso estamos aqui. Se os gerentes de relacionamento não participarem da greve, vai ficar cada vez mais complicado.”
João Fukunaga, integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ressalta as péssimas condições de trabalho no banco, o que leva a um alto índice de adoecimentos. Por essa razão a pauta específica versa e muito sobre essa questão.
“Nossa greve não é só pela remuneração, mas também por melhores condições de trabalho, principalmente relacionadas às questões de saúde, como a Cassi, que está em déficit e o banco precisa apresentar propostas sobre esses temas, principalmente relativa a caixa de assistência.”
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