09/10/2015
Greve se fortalece e no 3º dia 10.369 locais de trabalho ficam fechados
Com total descaso dos bancos e sem uma proposta decente, que contemple reposição da inflação e aumento real, a greve dos bancários em todo o Brasil ganha grande dimensão. Neste terceiro dia de paralisações, a greve que ganhou volume nos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal, contou com 10.369 locais de trabalho entre agências e centros administrativos fechados durante todo o dia.
Com um aumento de 1.606 agências com atividades paralisadas, o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, ressaltou que a greve dos bancários demonstra o grande descontentamento da categoria. "Chegamos praticamente à metade dos locais de trabalho aderidos à greve. Ela é crescente e, a cada dia, alimentada por uma insatisfação que vai se transformando em indignação. Os banqueiros podem reajustar o nosso salário, este é o pensamento dos bancários. Prolongar esta greve não é uma atitude de quem diz respeitar a sociedade brasileira, nem de quem quer valorizar os seus empregados", ponderou.
Intimidação
Nesse curto período de greve, o desrespeito dos bancos com seus funcionários é vergonhoso. A capa da Folha Bancária de São Paulo desta quinta-feira (8) estampa o contingenciamento no Centro Administrativo Tatuapé, com bancários forçados a chegar de madrugada e dormir no local de trabalho. O caso ilustra o que ocorre em diversas instituições financeiras de acordo com denúncias que chegam diariamente aos Sindicato de todo o País. Tanta intimidação não freia o movimento grevista da categoria, pelo contrário, só fortalece.
Nenhuma sinalização
Até o momento a Fenaban não se dispôs a apresentar nenhuma proposta justa para os trabalhadores. O setor que mais lucra no país ofereceu reajuste ilusório de 5,5%, o que representa perda de 4% diante da inflação, e um abono de R$ 2,5 mil que nem é este valor mesmo já que sobre ele incide imposto de renda e INSS. E é pago uma vez só, ou seja, não tem efeito nos cálculos do FGTS, 13º salário ou da aposentadoria.
Confira as reivindicações dos bancários:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Fonte: contraf-CUT
Com um aumento de 1.606 agências com atividades paralisadas, o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, ressaltou que a greve dos bancários demonstra o grande descontentamento da categoria. "Chegamos praticamente à metade dos locais de trabalho aderidos à greve. Ela é crescente e, a cada dia, alimentada por uma insatisfação que vai se transformando em indignação. Os banqueiros podem reajustar o nosso salário, este é o pensamento dos bancários. Prolongar esta greve não é uma atitude de quem diz respeitar a sociedade brasileira, nem de quem quer valorizar os seus empregados", ponderou.
Intimidação
Nesse curto período de greve, o desrespeito dos bancos com seus funcionários é vergonhoso. A capa da Folha Bancária de São Paulo desta quinta-feira (8) estampa o contingenciamento no Centro Administrativo Tatuapé, com bancários forçados a chegar de madrugada e dormir no local de trabalho. O caso ilustra o que ocorre em diversas instituições financeiras de acordo com denúncias que chegam diariamente aos Sindicato de todo o País. Tanta intimidação não freia o movimento grevista da categoria, pelo contrário, só fortalece.
Nenhuma sinalização
Até o momento a Fenaban não se dispôs a apresentar nenhuma proposta justa para os trabalhadores. O setor que mais lucra no país ofereceu reajuste ilusório de 5,5%, o que representa perda de 4% diante da inflação, e um abono de R$ 2,5 mil que nem é este valor mesmo já que sobre ele incide imposto de renda e INSS. E é pago uma vez só, ou seja, não tem efeito nos cálculos do FGTS, 13º salário ou da aposentadoria.
Confira as reivindicações dos bancários:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Fonte: contraf-CUT
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