07/10/2015
Desaforo: Bancos preveem aumento de até 81% para diretores
Enquanto a federação dos bancos traz para a mesa de negociação com os bancários uma proposta de perda de 4% para salários, PLR e vales dos seus empregados, as instituições listadas na BM&FBovespa – detentoras de mais de 60% dos ativos do sistema financeiro brasileiro – preveem aumentar a remuneração fixa de seus diretores executivos, em 2015, muito acima da inflação.
Há casos em que o reajuste desses já supersalários chega a 81%. Apenas uma fatia do que esses funcionários devem receber, pois não inclui bônus e outros pagamentos variáveis.
O levantamento foi feito pelo portal iG a partir das informações que essas empresas prestaram ao mercado, e compara as previsões de remuneração fixa – salário ou pró-labore, benefícios diretos e indiretos participação em comitês e outros valores fixos, em que algumas instituições incluem o INSS patronal, de 22,5% - para 2014 e 2015.
Das 25 que prestaram informações, 20 projetam uma remuneração fixa média por diretor maior que em 2014 e, em 16 desses, o aumento supera a inflação de 9,65% estimada pelo mercado para este ano, segundo boletim Focus, do BC.
“Enquanto são tão gananciosos com os bancários, são extremamente generosos com os executivos dos bancos”, critica Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários – que negocia com a federação dos bancos a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.
A dirigente estava nas ruas do centro de São Paulo na terça 6 no primeiro dia de greve nacional da categoria. “Ou seja, os bancários têm mais é que fazer greve mesmo e muito forte como resposta a todo esse desrespeito.”
Boladas
O maior reajuste é do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal: elevou em 81% as previsões, de R$ 577,8 mil para R$ 1,044 milhão – montantes que incluem o INSS patronal.
Entre os bancos privados, o maior percentual de reajuste é do BTG, que previu gastar R$ 5,33 milhões com a remuneração fixa de cada um de seus diretores em 2015, 41% acima dos R$ 3,78 milhões estimados para 2014 (as quantias também levam em conta o INSS patronal). Embora expressivos, o valor deste ano não chega nem à metade dos R$ 13 milhões que cada executivo levou para casa em 2013.
O Itaú destinará a cada executivo cerca de R$ 1,196 milhão em 2015 a título de remunerações fixas, ou R$ 984 mil líquidos de INSS patronal.
O Santander prevê aumento de 9,7% nessas remunerações fixas e estima gastar em R$ 2,575 milhões com o supersalário de cada um dos diretores estatuários em 2015, ante os R$ 2,347 milhões de 2014.
Os aumento reais negados aos bancários também foram previstos para os supersalários de diretores da Alfa Holding, Banco da Amazônia, Banese, Banrisul, Indusval, Mercantil de Investimentos, Mercantil do Brasil, Nordeste do Brasil, Banco Pan, Banco Pine, Consórcio Alfa e Paraná Banco, de acordo com o levantamento do iG.
O Banco do Brasil, líder em número de agências (5,6 mil), projeta aumento de 1% na remuneração fixa média de seus 37 diretores, para pouco mais de R$ 1 milhão (sempre considerando o INSS). Além da instituição, Banestes, Daycoval e ABC preevem gastos maiores, mas com índices inferiores a 9,65%.
O Bradesco foi o único dos cinco maiores a propor redução nominal na remuneração fixa média por diretor. A queda é de 2%, para cerca de R$ 1,25 milhão cada um.
Há casos em que o reajuste desses já supersalários chega a 81%. Apenas uma fatia do que esses funcionários devem receber, pois não inclui bônus e outros pagamentos variáveis.
O levantamento foi feito pelo portal iG a partir das informações que essas empresas prestaram ao mercado, e compara as previsões de remuneração fixa – salário ou pró-labore, benefícios diretos e indiretos participação em comitês e outros valores fixos, em que algumas instituições incluem o INSS patronal, de 22,5% - para 2014 e 2015.
Das 25 que prestaram informações, 20 projetam uma remuneração fixa média por diretor maior que em 2014 e, em 16 desses, o aumento supera a inflação de 9,65% estimada pelo mercado para este ano, segundo boletim Focus, do BC.
“Enquanto são tão gananciosos com os bancários, são extremamente generosos com os executivos dos bancos”, critica Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários – que negocia com a federação dos bancos a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.
A dirigente estava nas ruas do centro de São Paulo na terça 6 no primeiro dia de greve nacional da categoria. “Ou seja, os bancários têm mais é que fazer greve mesmo e muito forte como resposta a todo esse desrespeito.”
Boladas
O maior reajuste é do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal: elevou em 81% as previsões, de R$ 577,8 mil para R$ 1,044 milhão – montantes que incluem o INSS patronal.
Entre os bancos privados, o maior percentual de reajuste é do BTG, que previu gastar R$ 5,33 milhões com a remuneração fixa de cada um de seus diretores em 2015, 41% acima dos R$ 3,78 milhões estimados para 2014 (as quantias também levam em conta o INSS patronal). Embora expressivos, o valor deste ano não chega nem à metade dos R$ 13 milhões que cada executivo levou para casa em 2013.
O Itaú destinará a cada executivo cerca de R$ 1,196 milhão em 2015 a título de remunerações fixas, ou R$ 984 mil líquidos de INSS patronal.
O Santander prevê aumento de 9,7% nessas remunerações fixas e estima gastar em R$ 2,575 milhões com o supersalário de cada um dos diretores estatuários em 2015, ante os R$ 2,347 milhões de 2014.
Os aumento reais negados aos bancários também foram previstos para os supersalários de diretores da Alfa Holding, Banco da Amazônia, Banese, Banrisul, Indusval, Mercantil de Investimentos, Mercantil do Brasil, Nordeste do Brasil, Banco Pan, Banco Pine, Consórcio Alfa e Paraná Banco, de acordo com o levantamento do iG.
O Banco do Brasil, líder em número de agências (5,6 mil), projeta aumento de 1% na remuneração fixa média de seus 37 diretores, para pouco mais de R$ 1 milhão (sempre considerando o INSS). Além da instituição, Banestes, Daycoval e ABC preevem gastos maiores, mas com índices inferiores a 9,65%.
O Bradesco foi o único dos cinco maiores a propor redução nominal na remuneração fixa média por diretor. A queda é de 2%, para cerca de R$ 1,25 milhão cada um.
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