21/09/2015
Trabalhadores cobram proposta global do Banco do Brasil
A Comissão de Empresa dos Funcionários cobrou que a direção do Banco do Brasil apresente sua proposta global para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A reivindicação foi feita ao término da quinta rodada de negociação específica da Campanha Nacional Unificada, ocorrida nesta sexta 18 e que debateu carreira, centrais de atendimento e os segmentos Estilo e Private.
João Fukunaga, integrante da comissão de empresa, destacou que todos os temas da pauta entregue ao BB em 11 de agosto já foram abordados. “Nosso pleito é fruto de amplo debate nacional e atende às necessidades do funcionalismo no que se refere à melhoria das condições de trabalho, saúde do trabalhador, segurança, Cassi, Previ e valorização profissional. Temos a convicção de que o banco tem condições de atender todas elas.”
Na reunião desta sexta 18 os representantes do banco se limitaram a ouvir as argumentações dos sindicalistas sem nada apresentar de concreto. Eles ficaram de analisar, por exemplo, as reivindicações de incluir o escriturário na carreira por mérito, formalizar em acordo a retirada da “trava” para que funcionários da central de atendimento (CABB) e do Serviço de Apoio ao Cliente (SAC) possam concorrer a vagas em outros setores, aprimorar o sistema TAO (Talentos e Oportunidades) para evitar “apadrinhamentos” e conceder o vale-cultura a todos os funcionários independentemente do salário.
Também ficaram de avaliar pleitos como a volta do pagamento de substituição em todos os casos de ausência do superior hierárquico e de VCP (Verba de Caráter Pessoal) aos funcionários de setores que passarem por reestruturação, além de ampliar a quantidade de trabalhadores nas áreas Estilo e Private.
Plano de Carreira e Remuneração
No debate relativo à melhoria do Plano de Carreira e Remuneração (PCR) os dirigentes cobraram a adoção do salário mínimo do Dieese como piso, e que o interstício entre os cargos passe de 3% para 6%. “A valorização no PCR dá perspectiva profissional e o trabalhador fica menos dependente de uma comissão para ter remuneração melhor. E, é claro, tem de haver critérios claros e objetivos para que a pessoa seja promovida.”
Os negociadores do BB não se pronunciaram sobre a reivindicação.
Mais empregados
Outra exigência foi o aumento no quadro de funcionários que, inclusive, motivou Dia Nacional de Luta também nesta sexta 18. “Queremos a reposição de todos os mais de cinco mil colegas que aderiram ao PAI (Plano de Apoio a Aposentadoria) e a contratação de mais pessoas. A sobrecarga de trabalho é imensa e o BB está colocando em risco a saúde de milhares de funcionários”, enfatizou João Fukunaga, acrescentando que também não houve resposta à reivindicação.
Ainda não há previsão de data para a próxima negociação com o Banco do Brasil.
Substituição de comissionados
Os representantes dos funcionários fizeram uma discussão sobre novos avanços na substituição dos comissionados, apontando para o banco a necessidade de voltar a substituição como uma forma de melhorar a formação profissional, evitar os desvios de função e, ainda, tornar mais transparentes e efetivos os processos de nomeação, uma vez contemplados no histórico funcional os dias da efetiva substituição em outro cargo.
Nomeação e pagametno da gratificação de caixa
Os Sindicatos e Federações cobraram do BB a nomeação dos caixas executivos que vem exercendo a função de forma consecutiva em várias agências e plataformas do PSO.
Esta é uma cobrança constante dos caixas substitutos, que sempre estão exercendo a função, mas não são nomeados. Isto causa um prejuízo ao funcionário no recebimento das férias, 13º e adiantamentos.
Outra reivindicação feita é a de que todo o funcionário que abrir terminal de caixa recebe a gratificação de caixa na folha de pagamento.
Vários gerentes de serviço do PSO e de agências, além de outros funcionários estão sempre ajudando nos serviços de caixas, mas sem ganhar a gratificação, assumindo riscos de diferença no caixa.
Foi reivindicado o pagamento do auxílio refeição para o trabalho extraordinário aos fins de semana e feriados, na forma de adiantamento ou ressarcimento posterior no ticket refeição.
Processos seletivos e concorrência
Foi cobrado do BB a melhoria nos processos seletivos dentro da empresa, dando mais transparência às nomeações. Foi solicitado a participação das Gepes em processos seletivos em unidades maiores e também que toda vaga aberta tenha prazo definido para inscrição e data de escolha, evitando os pedidos de retirada das concorrências e nomeações de funcionários que não estavam inscritos anteriormente.
Os funcionários apontaram ao banco que a transparência nos processos de seleção é uma reivindicação muito importante para os funcionários, uma vez que a credibilidade das seleções internas fica em risco sem a devida transparência.
Foi solicitado ao banco a informação de quantas pessoas foram nomeadas fora dos vinte primeiros, naqueles casos chamados de exceções, sem ser na mesma unidade.
Outra cobrança foi quanto ao registro da seleção em que o funcionário esteja participando e também a obrigatoriedade de feedbacks em todos os processos seletivos.
Novamente os funcionários cobraram do banco o funcionamento do Sistema de Remoção Automática - SACR em todos os locais. Devido as praças com locais excedentes e as reestruturações em andamento, os sistemas não tem atendido ao seu objetivo, provocando um descumprimento do acordo coletivo.
Melhoria no plano de função
Os funcionários cobraram do BB melhoria do plano de funções e a negociação com as entidades de alterações na estrutura dos cargos.
Outra questão é que não seja feita nenhuma alteração sobre a jornada de trabalho sem negociação com os funcionários.
Foi reiterado o pedido de uma negociação sobre assistentes dos segmentos estilo e private e a criação do cargo de pregoeiro, além de uma negociação sobre os funcionários de cargos de nível superior, cuja carreira está ameaçada por uma ação do ministério público contra o banco.
Os bancários também reivindicam do banco, a análise e resposta sobre os diversos artigos da minuta que contemplam melhorias nos cargos e funções de várias unidades e setores específicos, como CABB e SAC.
Organização dos trabalhadores
Os sindicatos denunciaram ao BB os relatos de retaliação e ameaças a funcionários feitos especialmente por superintendentes regionais e estaduais quanto a ações judiciais e greve. O Banco respondeu oficialmente que não é política ou orientação da empresa e que vai acolher e apurar as denúncias.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários, os debates aprofundados da pauta de remuneração, plano de carreira e processos seletivos mostram que os funcionários querem melhoria nas condições de trabalho e também na sua remuneração. A ampliação das substituições é fundamental para a formação do funcionário e o banco sabe disso.
"Precisamos dar transparência aos processos seletivos pois os funcionários não tem acreditado nas seleções. A respostas do banco a nossas reivindicações só virão com mobilização. Precisamos ficar atentos ao calendário e participar das atividades dos sindicatos como forma de pressionar uma proposta específica do BB" destaca.
Os sindicatos cobraram do BB que seja apresentada uma proposta das reivindicações específicas no dia 25, após a reunião com a Fenaban.
João Fukunaga, integrante da comissão de empresa, destacou que todos os temas da pauta entregue ao BB em 11 de agosto já foram abordados. “Nosso pleito é fruto de amplo debate nacional e atende às necessidades do funcionalismo no que se refere à melhoria das condições de trabalho, saúde do trabalhador, segurança, Cassi, Previ e valorização profissional. Temos a convicção de que o banco tem condições de atender todas elas.”
Na reunião desta sexta 18 os representantes do banco se limitaram a ouvir as argumentações dos sindicalistas sem nada apresentar de concreto. Eles ficaram de analisar, por exemplo, as reivindicações de incluir o escriturário na carreira por mérito, formalizar em acordo a retirada da “trava” para que funcionários da central de atendimento (CABB) e do Serviço de Apoio ao Cliente (SAC) possam concorrer a vagas em outros setores, aprimorar o sistema TAO (Talentos e Oportunidades) para evitar “apadrinhamentos” e conceder o vale-cultura a todos os funcionários independentemente do salário.
Também ficaram de avaliar pleitos como a volta do pagamento de substituição em todos os casos de ausência do superior hierárquico e de VCP (Verba de Caráter Pessoal) aos funcionários de setores que passarem por reestruturação, além de ampliar a quantidade de trabalhadores nas áreas Estilo e Private.
Plano de Carreira e Remuneração
No debate relativo à melhoria do Plano de Carreira e Remuneração (PCR) os dirigentes cobraram a adoção do salário mínimo do Dieese como piso, e que o interstício entre os cargos passe de 3% para 6%. “A valorização no PCR dá perspectiva profissional e o trabalhador fica menos dependente de uma comissão para ter remuneração melhor. E, é claro, tem de haver critérios claros e objetivos para que a pessoa seja promovida.”
Os negociadores do BB não se pronunciaram sobre a reivindicação.
Mais empregados
Outra exigência foi o aumento no quadro de funcionários que, inclusive, motivou Dia Nacional de Luta também nesta sexta 18. “Queremos a reposição de todos os mais de cinco mil colegas que aderiram ao PAI (Plano de Apoio a Aposentadoria) e a contratação de mais pessoas. A sobrecarga de trabalho é imensa e o BB está colocando em risco a saúde de milhares de funcionários”, enfatizou João Fukunaga, acrescentando que também não houve resposta à reivindicação.
Ainda não há previsão de data para a próxima negociação com o Banco do Brasil.
Substituição de comissionados
Os representantes dos funcionários fizeram uma discussão sobre novos avanços na substituição dos comissionados, apontando para o banco a necessidade de voltar a substituição como uma forma de melhorar a formação profissional, evitar os desvios de função e, ainda, tornar mais transparentes e efetivos os processos de nomeação, uma vez contemplados no histórico funcional os dias da efetiva substituição em outro cargo.
Nomeação e pagametno da gratificação de caixa
Os Sindicatos e Federações cobraram do BB a nomeação dos caixas executivos que vem exercendo a função de forma consecutiva em várias agências e plataformas do PSO.
Esta é uma cobrança constante dos caixas substitutos, que sempre estão exercendo a função, mas não são nomeados. Isto causa um prejuízo ao funcionário no recebimento das férias, 13º e adiantamentos.
Outra reivindicação feita é a de que todo o funcionário que abrir terminal de caixa recebe a gratificação de caixa na folha de pagamento.
Vários gerentes de serviço do PSO e de agências, além de outros funcionários estão sempre ajudando nos serviços de caixas, mas sem ganhar a gratificação, assumindo riscos de diferença no caixa.
Foi reivindicado o pagamento do auxílio refeição para o trabalho extraordinário aos fins de semana e feriados, na forma de adiantamento ou ressarcimento posterior no ticket refeição.
Processos seletivos e concorrência
Foi cobrado do BB a melhoria nos processos seletivos dentro da empresa, dando mais transparência às nomeações. Foi solicitado a participação das Gepes em processos seletivos em unidades maiores e também que toda vaga aberta tenha prazo definido para inscrição e data de escolha, evitando os pedidos de retirada das concorrências e nomeações de funcionários que não estavam inscritos anteriormente.
Os funcionários apontaram ao banco que a transparência nos processos de seleção é uma reivindicação muito importante para os funcionários, uma vez que a credibilidade das seleções internas fica em risco sem a devida transparência.
Foi solicitado ao banco a informação de quantas pessoas foram nomeadas fora dos vinte primeiros, naqueles casos chamados de exceções, sem ser na mesma unidade.
Outra cobrança foi quanto ao registro da seleção em que o funcionário esteja participando e também a obrigatoriedade de feedbacks em todos os processos seletivos.
Novamente os funcionários cobraram do banco o funcionamento do Sistema de Remoção Automática - SACR em todos os locais. Devido as praças com locais excedentes e as reestruturações em andamento, os sistemas não tem atendido ao seu objetivo, provocando um descumprimento do acordo coletivo.
Melhoria no plano de função
Os funcionários cobraram do BB melhoria do plano de funções e a negociação com as entidades de alterações na estrutura dos cargos.
Outra questão é que não seja feita nenhuma alteração sobre a jornada de trabalho sem negociação com os funcionários.
Foi reiterado o pedido de uma negociação sobre assistentes dos segmentos estilo e private e a criação do cargo de pregoeiro, além de uma negociação sobre os funcionários de cargos de nível superior, cuja carreira está ameaçada por uma ação do ministério público contra o banco.
Os bancários também reivindicam do banco, a análise e resposta sobre os diversos artigos da minuta que contemplam melhorias nos cargos e funções de várias unidades e setores específicos, como CABB e SAC.
Organização dos trabalhadores
Os sindicatos denunciaram ao BB os relatos de retaliação e ameaças a funcionários feitos especialmente por superintendentes regionais e estaduais quanto a ações judiciais e greve. O Banco respondeu oficialmente que não é política ou orientação da empresa e que vai acolher e apurar as denúncias.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários, os debates aprofundados da pauta de remuneração, plano de carreira e processos seletivos mostram que os funcionários querem melhoria nas condições de trabalho e também na sua remuneração. A ampliação das substituições é fundamental para a formação do funcionário e o banco sabe disso.
"Precisamos dar transparência aos processos seletivos pois os funcionários não tem acreditado nas seleções. A respostas do banco a nossas reivindicações só virão com mobilização. Precisamos ficar atentos ao calendário e participar das atividades dos sindicatos como forma de pressionar uma proposta específica do BB" destaca.
Os sindicatos cobraram do BB que seja apresentada uma proposta das reivindicações específicas no dia 25, após a reunião com a Fenaban.
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