AGORA É GREVE: MOBILIZE-SE!
Os bancários de Catanduva, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Florianópolis, Pernambuco, Ceará, Bahia, Pará, Paraíba, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá, Sergipe, Londrina e Campinas, dentre outros, reunidos em assembleias realizadas pelos sindicatos na noite desta quarta-feira (12), rejeitaram a proposta da Fenaban e aprovaram a deflagração de greve nacional a partir da próxima terça-feira (18) por tempo indeterminado. Novas assembleias serão realizadas na segunda-feira (17) para organizar o movimento.
A decisão segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que considerou insuficiente a proposta dos bancos de reajuste de apenas 6% sobre todas as verbas salariais -, o que representa um aumento real de apenas 0,58%, menor que o índice da quase totalidade dos acordos feitos por outras categorias no primeiro semestre deste ano, que obtiveram ganhos superiores a 5% acima da inflação.
"Os bancos não valorizam o trabalho dos bancários, responsáveis por seus lucros exorbitantes. Em contrapartida, os altos executivos seguem recebendo milhões de reais por ano. Vale lembrar que os seis maiores bancos lucraram R$ 25,2 bilhões só no primeiro semestre de 2012. Porém, fizeram aos bancários uma proposta insuficiente e frustrante", critica Paulo Franco, presidente do Sindicato de Catanduva e Região.
Os bancos ainda lançaram R$ 39,15 bilhões em provisões para devedores duvidosos (PDD) no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido. "É um truque contábil para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 pontos percentuais no mesmo período e que acaba reduzindo a participação dos trabalhadores nos lucros", aponta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Por isso, os bancários reivindicam uma nova regra de PLR, equivalente a três salários mais R$ 4.961 fixos", ressalta Cordeiro.
"Além disso, os bancos nada apresentaram para gerar empregos e acabar com a rotatividade, que reduz a massa salarial da categoria, muito menos para melhorar as condições de trabalho, como o fim das metas abusivas para a venda de produtos", salienta.
Na última quarta-feira (5), o Comando Nacional enviou carta à Fenaban informando sobre o calendário de mobilização e reafirmando a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora, passados sete dias, os bancos não deram nenhuma resposta.
Clique aqui para ler a carta para a Fenaban.
"Com a deflagração da greve a partir do dia 18, os bancários de todo o país estão respondendo ao desrespeito com que os bancos vêm tratando a categoria nas mesas de negociação. Continuamos abertos ao diálogo e qualquer nova proposta será apreciada nas assembleias do dia 17, mas estamos unidos e preparados para fazer uma grande mobilização nacional, a fim de arrancar novas conquistas econômicas e sociais", conclui o presidente da Contraf-CUT.
BB e Caixa
O Comando Nacional retoma as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira (14), às 14h, em São Paulo. As novas rodadas acontecem após o envio de cartas aos dois bancos pela Contraf-CUT na última quinta-feira (6), a exemplo das correspondências encaminhadas para a Fenaban e aos quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) com o mesmo teor.
As principais reivindicações dos bancários
● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.
Fonte: Contraf-CUT
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