Fenaban decepciona a categoria bancária. Greve nacional deve ter início no dia 18.
Fenaban decepciona a categoria bancária. Greve nacional deve ter início no dia 18.
Bancos mantém a proposta de 6% considerada insuficiente pelos bancários. As assembleias começam no dia 12.
Os bancos frustraram as expectativas dos bancários e não apresentaram nenhuma nova proposta na rodada de negociação realizada com o Comando Nacional no dia 4 de setembro, em São Paulo. Por esse motivo, o Comando definiu calendário de mobilização que aponta para a realização de assembleias no dia 12 para deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 18, com assembleias organizativas no dia 17.
A rodada durou menos de meia hora. Contrariando as expectativas de que colocariam novos avanços na mesa de negociação, os bancos mantiveram a proposta de 6% de reajuste (aproximadamente 0,7% de aumento real) feita no dia 28 de agosto.
Além de não trazer nova proposta, os bancos descumpriram o compromisso anunciado nas negociações anteriores de montar um projeto-piloto em Recife para testar equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros.
Intransigentes, banqueiros empurram funcionários para a greve
"Negando a ampliação e garantia dos direitos dos funcionários, os bancos empurram os bancários para a greve. Os banqueiros não alteraram sua postura intransigente nem após a divulgação da pesquisa do Dieese que revela que 97% das categorias fecharam acordos com reajustes acima da inflação . O sistema financeiro é o mais dinâmico e rentável da economia, portanto tem condições de atender à reivindicação de aumento real de 5% dos bancários", afirma Paulo Franco, presidente do Sindicato.
Enquanto os trabalhadores recebem os piores salários, executivos têm remuneração milionária.
Para o presidente da Contraf-CUT, a postura dos bancos para com os trabalhadores contrasta com a benevolência em relação a seus altos executivos. Dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelam que a remuneração média dos diretores estatutários de quatro dos maiores bancos (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander) em 2012 será 9,7% superior à do ano passado, o que significa um aumento real de 4,17%.
A remuneração total dos diretores dos quatro bancos, que inclui as parcelas fixas, variáveis e ganhos com ações, soma este ano R$ 920,7 milhões, contra R$ 839 milhões em 2011. Cada diretor estatutário do BB embolsará este ano mais de R$ 1 milhão, os do Bradesco receberão R$ 4,43 milhões e os do Santander R$ 6,2 milhões. E no Itaú saltou de R$ 7,4 milhões em 2011 para R$ 8,3 milhões este ano.
“No Brasil estão concentrados os maiores lucros das instituições financeiras e as maiores remunerações dos executivos. Já os salários dos bancários brasileiros infelizmente estão entre os menores", afirma Paulo Franco.
Bancários querem continuar negociando com a Fenaban
A Contraf-CUT, conforme orientação do Comando, está manifestando disposição para o diálogo com a Fenaban, na tentativa de resolver o acordo na mesa de negociação. Também está encaminhando ofícios aos bancos públicos, cobrando apresentação de propostas para as reivindicações específicas dos trabalhadores, e aos bancos privados, para reiterar a exigência de negociações sobre garantias de emprego.
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