Bancários param agências em São Paulo contra anpliação de horário
Os bancários pararam na segunda-feira (27) 29 agências do Itaú, em São Paulo, devido a truculência do banco em ampliar unilateralmente o horário de atendimento ao público de agências a partir das 9h e fechamento às 19h sem negociar com o movimento sindical. A maior parte das unidades está localizada em shoppings e corredores mais movimentados da cidade.
Nos shoppings, o horário foi ampliado para ainda mais tarde, com fechamento às 20h. O objetivo do banco é chegar a 1,5 mil agências com horários ampliados em todo o país.
"Não concordamos com a ampliação do horário de expediente. Não existe demanda da sociedade para fazer essa mudança. Mais uma vez, o Itaú foca o crescimento do lucro, sem atentar para o aumento do ritmo de trabalho que a medida ocasiona e coloca em risco a vida de seus funcionários e clientes, uma vez que à noite existe mais insegurança. Isso mostra a falta de compromisso cada vez maior do Itaú com os trabalhadores e a sociedade", critica o funcionário do banco e presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
Questões como falta de segurança, retirada de direitos e jornada de trabalho estão entre as principais preocupações dos bancários que nem sequer foram consultados pela direção do banco para se manifestar sobre a mudança.
O funcionário do Itaú e diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis, destaca o fato de que a alteração na jornada de trabalho deve passar por consulta junto aos trabalhadores, que possuem compromissos e vida pessoal. "As mudanças foram impostas. O banco precisa respeitar a vida pessoal do bancário, que mantém sua rotina de acordo com a jornada de trabalho que tem no banco. Portanto, os novos horários podem ser incompatíveis e o Itaú precisa respeitar."
O diretor da Fetec-SP um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves, solicita que as demais regiões do país identifiquem essa situação em suas bases e também organizem atividades. "O banco precisa respeitar o movimento sindical e chamar os representantes dos trabalhadores para discutir o assunto antes de colocar em prática medidas prejudiciais à categoria", afirma Jair.
Segundo ele, os bancários estão discutindo na mesa de negociação da Campanha 2012 com a Fenaban a ampliação do horário de expediente para das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, o que difere totalmente do que foi baixado pelo banco aos funcionários.
O banco lucrou no primeiro semestre de 2012 o montante de R$ 7,12 bilhões e, mesmo assim, fechou mais de 9.014 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses. "Está na hora de o Itaú entrar no campo do desenvolvimento econômico e jogar bola para gerar empregos e contribuir com a inclusão social de milhões de brasileiros", conclui Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
MAIS NOTÍCIAS
- BB não faz proposta e quer jogar a culpa nos próprios funcionários
- Em defesa dos empregos e das agências, Sindicato mobiliza bancários e denuncia desmonte do Bradesco
- Chapa Representação de Verdade vence eleição da SantanderPrevi
- Banco Mercantil registra lucro recorde de R$ 548,4 milhões no semestre, mas fecha postos de trabalho
- Sindicato participa do lançamento do Comitê Popular de Lutas de Catanduva e região
- Fim do recesso parlamentar exige mobilização em defesa dos direitos dos trabalhadores
- NR-1: bancários cobram participação efetiva na prevenção e gerenciamento de riscos psicossociais
- Bradesco lucra R$ 13,861 bi no semestre, mas segue demitindo e fechando agências
- Itaú lucra alto no semestre, mas segue extinguindo empregos e fechando agências
- CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1
- Financiários definem prioridades para a Campanha Nacional 2026
- Banco Central reduz Selic para 14% ao ano, mas juros seguem elevados e favorecendo apenas o mercado financeiro
- BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores
- Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade
- Mobilização ganha força nas agências e recado aos bancos é claro: a categoria exige valorização!