Contraf-CUT critica ampliação do horário de agências até as 20 horas
O Itaú mudará o horário de atendimento ao público de inúmeras agências a partir da próxima segunda-feira (27), com abertura a partir das 9h e fechamento até as 20h. A maior parte das unidades está localizada em shoppings e corredores mais movimentados de grandes cidades. O objetivo do banco é chegar a 1,5 mil agências com horários ampliados em todo o país.
"Não concordamos com a ampliação do horário de expediente até as 20h. Não existe demanda da sociedade para fazer essa mudança. Mais uma vez, o Itaú foca o crescimento do lucro, sem atentar para o aumento do ritmo de trabalho que a medida ocasiona e coloca em risco a vida de seus funcionários e clientes, uma vez que à noite existe mais insegurança. Isso mostra o descompromisso cada vez maior do Itaú com os trabalhadores e a sociedade", critica o funcionário do banco e presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
"Além disso, a decisão foi tomada de forma unilateral pelo banco, sem qualquer discussão com o movimento sindical", aponta. "Se o Itaú quer ampliar o horário de atendimento, ele deveria atender a reivindicação histórica dos bancários, que é o expediente ao público das 9h às 18h, com dois turnos de trabalho, como forma de estender a prestação de serviços aos clientes, gerar mais empregos e melhorar as condições de trabalho", defende Cordeiro.
"Como se não bastasse, essa medida afeta a qualidade de vida do bancário, pois a noite não deve ser usada para trabalho, mas para o descanso, o lazer e convívio com a família. Há ainda muitos bancários que estudam, fazendo cursos de graduação, pós e doutorado, buscando maior qualificação profissional", observa o dirigente da Contraf-CUT.
O banco lucrou no primeiro semestre de 2012 o montante de R$ 7,12 bilhões e, mesmo assim, fechou mais de 9.014 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses. "Está na hora de o Itaú entrar no campo do desenvolvimento econômico e jogar bola para gerar empregos e contribuir com a inclusão social de milhões de brasileiros", conclui Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT
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