Presidente da CUT/SP visita Sindicato
O presidente da CUT/SP esteve na região de Catanduva na última semana e passou pelo Sindicato dos Bancários na quarta-feira, 25, onde se reuniu com os sindicalistas da categoria. Na entrevista a seguir, Adi discorre sobre importantes questões relacionadas ao mundo do trabalho.
Passou a vigorar, a partir do dia 10 de julho, nova condição para que os trabalhadores tenham acesso ao seguro-desemprego. O trabalhador que solicitar o seguro pela terceira vez no período de dez anos deve matricular-se em um curso de qualificação profissional ou de formação; caso contrário, não será contemplado com o benefício.
Qual é o seu posicionamento sobre esse tema?
Adi dos Santos Lima – A CUT cobra que haja responsabilidade por parte do governo, por parte dos empresários e por parte dos trabalhadores. Nós não defendemos que os trabalhadores sobrevivam dessas parcelas.
Em primeiro lugar, não queremos que o trabalhador seja demitido. Caso seja, que volte logo para o mercado de trabalho.
A ideia do curso é válida, mas também é importante acabar com a rotatividade dentro das empresas.
E sobre a lei do aviso prévio, que estabelece um aumento para até 90 dias de aviso prévio em caso de demissão?
Adi dos Santos Lima - A medida de estender o aviso prévio precisa estar casada com a qualificação profissional.
Na minha opinião, é preciso não engessar os 90 dias de aviso prévio. Se os 30 dias forem suficientes para que o trabalhador retorne ao mercado de trabalho, ele não deve ficar preso no antigo emprego.
Como deve se dar, em sua opinião, a promoção do desenvolvimento sustentável no Brasil?
Adi dos Santos Lima - A sustentabilidade tem que estar vinculada com o modelo de desenvolvimento que nós queremos. Tem que haver equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente, uma sustentabilidade voltada para a preservação da vida.
Estamos em ano eleitoral. O que a classe trabalhadora deve levar em conta para escolher seus futuros representantes?
Adi dos Santos Lima – O modelo de desenvolvimento que os candidatos defendem. Não é possível votar em quem defende políticas públicas mínimas ou um estado mínimo, pois isso fragiliza o tecido social e torna precários os salários e condições de vida.
Quais foram, a seu ver, as conquistas recentes mais importantes para o mundo do trabalho?
Adi dos Santos Lima – O crédito consignado, a política de valorização do salário mínimo e os fóruns de negociação tripartite.
Quais são os próximos desafios?
Adi dos Santos Lima -Retomar a agenda de negociações sobre a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, fim da terceirização, fim do fator previdenciário e reforma sindical.
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