A Previ é dos participantes, não do Banco do Brasil
Diante do noticiário da imprensa sobre a disputa entre grupos divergentes dentro do Banco do Brasil, que envolvem a Caixa de Previdência dos Funcionários do BB (Previ), a Contraf-CUT vem a público expressar seu veemente repúdio à utilização dessa entidade exemplar construída em décadas de luta pelos trabalhadores em disputas políticas de facções.
A administração da poupança previdenciária deve ser conduzida com responsabilidade visando, sempre, à correta aplicação do patrimônio pertencente aos quase 200 mil trabalhadores ativos e aposentados do banco.
O modelo de gestão da Previ é um dos mais avançados do mundo e serve de paradigma para outros fundos de pensão. Metade dos dirigentes é indicada pelo banco e a outra metade é eleita pelos associados. Esse modelo de gestão compartilhada foi conquistado na luta pelo funcionalismo do BB, sindicatos de bancários e entidades associativas, exatamente para evitar que o banco governe a Previ sozinho.
O banco tem todo o direito de escolher a sua representação na direção do fundo de pensão, desde que ela não implique prejuízos ao patrimônio e à imagem da instituição. O banco não pode se arvorar o direito de querer controlar a Previ ou impor ao fundo de pensão decisões tomadas no âmbito da empresa patrocinadora. As decisões da Previ cabem a seus órgãos de governança, onde o banco se faz representar pelos dirigentes que indica.
O Banco do Brasil é apenas patrocinador da Previ, não seu dono. É inconcebível que tente impor decisões à Previ, interferindo na autonomia da entidade conduzir seus negócios pautada pela defesa de seus próprios interesses e o de seus associados.
Divergências de posições e conflitos de interesses sempre haverá. Os representantes dos trabalhadores estarão sempre dispostos a barrar qualquer negócio lesivo ou interferência do banco. Para isso contará sempre com o apoio da Contraf-CUT e de todo o movimento sindical.
Contraf-CUT
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