Contraf chama mobilização contra abertura de agências da Caixa neste sábado
A Caixa Econômica Federal comunicou a Contraf-CUT, na última sexta-feira (4), que manterá decisão de abrir as 500 principais agências em todo o Brasil neste sábado (12). O banco decidiu manter a decisão, mesmo após a Contraf-CUT ter questionado o anúncio da abertura. "Esta é uma decisão ilegal e inadmissível. Não vamos ficar quietos", afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT.
No mesmo dia do anúncio, o Comando Nacional dos Bancários, reunido na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, repudiou a iniciativa da Caixa e orientou os sindicatos de todo o país a denunciar a medida junto às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) e demais órgãos competentes.
A Contraf-CUT já tinha se reunido no dia 26 de abril com o diretor de Recursos Humanos da Caixa, Nelson Antônio de Souza, em Brasília, quando manifestou posição contrária à abertura das agências. Na ocasião, a Caixa alegou que, com a política de redução dos juros, a abertura nesse dia seria mais uma oportunidade para a sociedade conhecer a nova política de crédito da instituição e receber orientações sobre aplicações financeiras.
Apesar de o movimento sindical apoiar a queda dos juros, a abertura de agências da Caixa num sábado não se justifica. "Se o banco entende que os empregados atuais não são suficientes para dar conta das demandas criadas pela redução das taxas de juros, deve contratar novos trabalhadores, e não aumentar a sobrecarga de trabalho, piorando o atendimento aos clientes", defende o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
De acordo com o diretor do Sindicato Antônio Júlio Gonçalves, o Tony, que reuniu-se com dirigentes sindicais de todo o país na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no último dia 24, trata-se de uma ação de marketing realizada por meio da exploração dos bancários. “A Caixa pensa que está lidando com gado e não com seres humanos. Se o objetivo é atender melhor a população, que contratem mais funcionários e não os forcem a trabalhar de graça!” afirma.
Fonte: Contraf-CUT
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