Família de bancário do Bradesco será indenizada
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) restabeleceu sentença que obriga o Bradesco a pagar indenização à família de bancário morto em acidente de carro quando transportava valores para o banco. A decisão da Quarta Turma do TST considerou que ao desempenhar a tarefa de transportar valores, em carro próprio e sem treinamento adequado, o trabalhador foi submetido a riscos.
Admitido no Bradesco em janeiro de 2001, o bancário faleceu em setembro de 2005, aos 28 anos, ao colidir com uma árvore após ter perdido a direção do carro em uma curva da PR 180, rodovia considerada perigosa. Era noite, chovia e ele estava a serviço do banco.
Embora não fosse sua atribuição, ele transportava documentos e malotes para o Bradesco com valores de R$ 30 mil, em média, para várias localidades da região de Cascavel (PR). Apesar dos riscos inerentes à atividade, o transporte não era acompanhado por seguranças. De acordo com a ação, o banco não informou à família sobre o acidente nem prestou qualquer assistência na liberação do corpo e no funeral.
Reconhecimento – A ação contra o Bradesco foi ajuizada pela viúva do trabalhador, que após ter tido o pedido de indenização negado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, recorreu à instância superior da Justiça Trabalhista e teve seu direito reconhecido.
Apesar de o banco ter desrespeitado dispositivo da Lei 7.102/1983 (lei de segurança bancária) – o qual determina que tarefas como vigilância e transporte de valores devem ser executadas por empresa especializada ou pessoal próprio com curso de vigilância reconhecido pelo Ministério da Justiça –, isso não implicaria o pagamento de indenização, mas apenas a aplicação de penalidades já previstas na lei.
O TST tem tido entendimento diverso, segundo ressaltou a relatora do recurso na Quarta Turma, ministra Maria de Assis Calsing. Segundo ela, em casos semelhantes, o Tribunal tem entendido que, pelo risco a que foi submetido, a Lei 7.102/83 justifica o recebimento de indenização ao empregado que desempenha tarefa de transporte de valores. Citando precedentes do TST nesse sentido, a ministra acolheu o recurso e restabeleceu a sentença de condenação do banco ao pagamento da indenização.
O Bradesco terá de pagar, por danos materiais, pensão mensal para a viúva e a filha menor de idade do casal, em valor correspondente à ultima remuneração do marido (R$ 1.897,65) até que ele completasse 70 anos de idade. Além disso, terá de indenizar a família por danos morais, em valor correspondente a 700 vezes o salário do trabalhador à época de sua morte.
Redação com informações do TST - 17/10/2011
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese