04/10/2011
Bancários contam como fogem à pressão e fazem a greve
|
Bancos tentam intimidar trabalhadores com ameaças e obrigando ingresso ainda de madrugada nos locais de trabalho
|
Os bancários mantiveram-se mobilizados no início da segunda semana da greve nacional. Nesta segunda 3, o movimento chegou ao sétimo dia mesmo com a forte pressão dos bancos para tentar forçar seus funcionários a trabalhar.
Indignado com as ameaças sofridas de um superior durante o fim de semana, o bancário do Itaú Personnalité conta que foi obrigado a entrar mais cedo para compensar os dias parados na semana passada. “Mas eu e um grupo de 12 funcionários nos encontramos na porta da agência e resolvemos não entrar”, conta.
No Centro Administrativo Brigadeiro do Itaú, os cerca de 1.300 funcionários conseguiram manter o local parado pelo terceiro dia consecutivo, mesmo a empresa obrigando a chegar de madrugada para tentar furar o esquema de greve. Por volta de 5h da manhã já havia uma fila de táxis para levar os bancários para dentro do prédio. O Sindicato foi alertado e ficou ao lado dos trabalhadores que se mobilizaram para manter o prédio fechado.
Solidariedade – Trabalhando há cinco meses no Itaú, um funcionário diz que está em greve também por causa dos seus amigos. “Tenho muitos colegas que dedicaram anos de suas vidas ao banco e quando teve a fusão, muitos foram demitidos e outros tiveram salários e cargos rebaixados. Os banqueiros não respeitam nada e nem ninguém.”
Adesão – Já na Rua Augusta, os bancários faziam questão de ajudar a fechar as agências que ainda não estavam paradas. Uma bancária do Santander afirmou que não acho justo o banco mandar uma ordem e para obrigar a trabalhar. “Eles precisam se conscientizar de que os funcionários têm de ser valorizados, já que somos nós que fazemos a empresa ter lucro. Será que não temos direito de ganhar um pouco a mais por isso?”, indignou-se.
Outra expressou sua decepção com o Itaú. “Só não saio por que tenho filhos e estou me capacitando na faculdade se não, nem colocaria mais os meus pés aqui. Como pode um dos bancos que mais lucrou não dar reajuste decente para seus empregados e ficar cobrando e estipulando metas e mais metas.”
O médico aposentado Baltazar de Melo Gabeira utilizava o caixa eletrônico do Banco do Brasil da Rua Augusta e deu seu depoimento de apoio aos trabalhadores. “Os patrões poderiam olhar para os funcionários e pagar um salário decente. Eu não sou prejudicado porque quase não dependo do banco, mas penso nas pessoas que acabam ficando refém dessa instituição financeira.”
Fonte: SEEB S Paulo - Elenice Santos
Indignado com as ameaças sofridas de um superior durante o fim de semana, o bancário do Itaú Personnalité conta que foi obrigado a entrar mais cedo para compensar os dias parados na semana passada. “Mas eu e um grupo de 12 funcionários nos encontramos na porta da agência e resolvemos não entrar”, conta.
No Centro Administrativo Brigadeiro do Itaú, os cerca de 1.300 funcionários conseguiram manter o local parado pelo terceiro dia consecutivo, mesmo a empresa obrigando a chegar de madrugada para tentar furar o esquema de greve. Por volta de 5h da manhã já havia uma fila de táxis para levar os bancários para dentro do prédio. O Sindicato foi alertado e ficou ao lado dos trabalhadores que se mobilizaram para manter o prédio fechado.
Solidariedade – Trabalhando há cinco meses no Itaú, um funcionário diz que está em greve também por causa dos seus amigos. “Tenho muitos colegas que dedicaram anos de suas vidas ao banco e quando teve a fusão, muitos foram demitidos e outros tiveram salários e cargos rebaixados. Os banqueiros não respeitam nada e nem ninguém.”
Adesão – Já na Rua Augusta, os bancários faziam questão de ajudar a fechar as agências que ainda não estavam paradas. Uma bancária do Santander afirmou que não acho justo o banco mandar uma ordem e para obrigar a trabalhar. “Eles precisam se conscientizar de que os funcionários têm de ser valorizados, já que somos nós que fazemos a empresa ter lucro. Será que não temos direito de ganhar um pouco a mais por isso?”, indignou-se.
Outra expressou sua decepção com o Itaú. “Só não saio por que tenho filhos e estou me capacitando na faculdade se não, nem colocaria mais os meus pés aqui. Como pode um dos bancos que mais lucrou não dar reajuste decente para seus empregados e ficar cobrando e estipulando metas e mais metas.”
O médico aposentado Baltazar de Melo Gabeira utilizava o caixa eletrônico do Banco do Brasil da Rua Augusta e deu seu depoimento de apoio aos trabalhadores. “Os patrões poderiam olhar para os funcionários e pagar um salário decente. Eu não sou prejudicado porque quase não dependo do banco, mas penso nas pessoas que acabam ficando refém dessa instituição financeira.”
Fonte: SEEB S Paulo - Elenice Santos
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Campanha Dia das Crianças Solidário: Sindicato é ponto de coleta para doação de brinquedos e doces. Colabore!
- Em visita ao Sindicato, deputado Marcolino apresenta projeto pela manutenção das agências e debate desafios da categoria
- Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais em quarta rodada de negociação
- COE e Santander retomam negociação específica nesta quarta-feira (12)
- CEE/Caixa orienta empregados a não responderem consulta sobre migração de função antes da negociação
- BB não faz proposta e quer jogar a culpa nos próprios funcionários
- Em defesa dos empregos e das agências, Sindicato mobiliza bancários e denuncia desmonte do Bradesco
- Chapa Representação de Verdade vence eleição da SantanderPrevi
- Banco Mercantil registra lucro recorde de R$ 548,4 milhões no semestre, mas fecha postos de trabalho
- Fim do recesso parlamentar exige mobilização em defesa dos direitos dos trabalhadores
- Sindicato participa do lançamento do Comitê Popular de Lutas de Catanduva e região
- NR-1: bancários cobram participação efetiva na prevenção e gerenciamento de riscos psicossociais
- Itaú lucra alto no semestre, mas segue extinguindo empregos e fechando agências
- Bradesco lucra R$ 13,861 bi no semestre, mas segue demitindo e fechando agências
- CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1