Reunião debate afastamentos por acidente
Representantes dos empregados e da direção da Caixa Federal têm agendada uma renião para segunda 8 e terça-feira 9, de agosto, a fim de discutir afastamentos por acidente de trabalho.
O debate foi acordado no encontro do Grupo de Trabalho de Saúde do Trabalhador realizado no dia 25 de julho. Na ocasião, os representantes do banco apresentaram, como havia sido combinado, a nova versão do normativo de saúde do trabalhador RH 052, que trata dos afastamentos por acidente de trabalho. O documento, ainda não publicado, inclui alterações consensuadas no debate em reuniões do GT.
"É um avanço, mas ainda faltam os pontos normativos não consensuados. O banco se comprometeu a avaliar tais pontos para a próxima reunião. As negociações continuam", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Pauta - Um dos pontos não consensuados diz respeito ao custeio do tratamento de saúde após aposentadoria decorrente de acidente de trabalho. "Defendemos que continue sendo feito integralmente pela Caixa, para que o trabalhador aposentado não arque com a coparticipação, em razão de uma enfermidade causada pela empresa e também que estes custos não impactem no plano de Saúde. A Caixa nos pediu que o debate fosse adiado para que a questão seja submetida à avaliação interna do banco", disse Plínio.
Outro normativo da saúde do trabalhador, debatido na reunião, foi o RH 025, que trata de afastamentos por doenças comuns. "Hoje o que ocorre nas agências é que os trabalhadores são obrigados a apresentar atestado médio em quatro dias. O bom senso diz que o quanto antes ocorrer a entrega é melhor. Mas há casos em que não é possível o trabalhador entregar neste prazo. Um exemplo mais ou menos frequente é quando o bancário sofre de depressão ou síndrome do pânico e não consegue ir até à unidade", explica Plínio.
Segundo o dirigente sindical, não há nenhum dispositivo legal que determine esse prazo. "Não podemos permitir que se transforme em regra absoluta e que o bancário seja penalizado por isso", defende. Os representantes do banco pediram que o assunto seja tratado na próxima reunião.
A Caixa apresentou ainda relatório de receitas e despesas do Saúde Caixa referente ao primeiro semestre de 2011, que aponta para um superávit anual da mesma ordem dos anos anteriores, ou seja, algo entre R$ 25 e R$ 30 milhões.
Na pauta estavam incluídos também os seguintes assuntos que não chegaram a entrar em debate: Saúde Caixa (Conselho de Usuários); Saúde Caixa (Estrutura das Filiais de Gestão de Pessoas); e Comitês de Acompanhamento da Rede Credenciada.
Informações da Fenae - 04/08/2011
MAIS NOTÍCIAS
- Mudanças na Caixa às vésperas das negociações acendem alerta e geram cobrança por respeito aos empregados
- Ampliação da representatividade fortalece organização dos trabalhadores do ramo financeiro
- COE cobra do Santander esclarecimentos sobre o “Conduta Certo”
- A direita e o centrão querem adiar o fim da 6x1 e criar benefícios fiscais para os empresários!
- CUSC cobra transparência e reunião urgente para debater problemas no Saúde Caixa
- Consulta Nacional mobiliza a categoria bancária em todo o país
- O que é jornada de trabalho, por que é preciso reduzi-la e acabar com a escala 6x1
- Fim da escala 6x1 sem redução salarial beneficiará metade dos trabalhadores do país
- Empregados da Caixa em SP debatem pautas e elegem representantes para o Conecef
- STF confirma constitucionalidade da Lei da Igualdade Salarial e reforça obrigação de transparência das empresas
- Comando Nacional propõe “Pacto pela saúde dos bancários"
- Lucro contábil da Caixa é de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026
- Comando Nacional irá à mesa com Fenaban para exigir ambiente de trabalho saudável