Bancos na contramão da geração de empregos
São Paulo - O setor de serviços foi o carro chefe da geração de empregos durante o primeiro semestre. O Ministério do Trabalho e Emprego contabilizou 564 mil novos empregos nesse grupo, dos 1,41 milhão criados durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de junho.
Justamente seu subgrupo mais rico, as instituições financeiras, com ganhos líquidos (somando apenas os cinco maiores bancos) no primeiro trimestre de 12 bilhões, devolveram à sociedade apenas 16 mil novos postos de trabalho.
Ou seja, enquanto os outros cinco subgrupos que compõem o setor (comércio e administração de imóveis, transportes e comunicações, serviços médicos e odontológicos, ensino e serviços de alojamento, alimentação, reposição e manutenção) geraram 547.857, correspondente a 97% do total do setor, os bancos surfaram na boa onda econômica colaborando com a geração de 3% dos empregos.
Em comparação aos números semestrais do Caged, o resultado é ainda pior: pouco mais de 1%, para ser justo, exatos 1,15%.
“Os bancos têm obtido resultados excepcionais ano após ano, mas não transformam isso em ganhos sociais, em uma consistente geração de empregos. Pelo contrário, a precarização e terceirização do trabalho estão entre as reclamações da categoria”, observa a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
Marcelo Santos, com informações do MTE - 21/07/2011
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