Sindicato exige providências
Dirigentes sindicais cobraram da gerência da Cassi-SP, em reunião na quarta 13, informações sobre as medidas que estão sendo tomadas para que os funcionários do BB, ativa e aposentados, não sejam prejudicados pela ameaça de paralisação de atendimento pelos médicos. A Associação Paulista de Medicina (APM) tem ameaçado paralisar o atendimento a dez convênios de planos de saúde e associados a convênios de autogestão, incluindo a Cassi. Segundo o gerente da unidade de SP da Cassi, David Salviano, o valor da consulta foi aumentado de R$ 42 para R$ 50, sendo indevidas as informações de que a Cassi paga R$ 20 por consulta. Ele afirmou que a Cassi ainda estava em negociação com a APM, inclusive com proposta de aumento para os valores da consulta, quando foi surpreendida pelo anúncio de paralisação. De acordo com o representante da Cassi, por lei, os médicos devem manter atendimento a emergências. Ele disse que espera também que os profissionais contratados pelos hospitais também não paralisem os atendimentos de consulta. O Sindicato promoverá reuniões com os bancários sobre a Cassi e vai continuar reivindicando que os funcionários não sejam prejudicados no embate entre as entidades de saúde autopatrocinadas e a APM. O tema é complexo, pois envolve muitos interesses de todas as partes, sejam eles médicos, a ética médica, os planos de saúde que visam somente lucro, e as entidades autopatrocinadas, constituídas por trabalhadores e que têm estrutura diferenciada dos planos de saúde como Unimed e outras. A Cassi também precisa continuar a buscar a negociação para que os associados não sejam os prejudicados. Os funcionários que enfrentarem problemas no atendimento, devem entrar em contato com o Sindicato e também devem denunciar à Cassi. Também participou da reunião a representante do Conselho de Usuários e dirigente da Fetec-CUT-SP, Inês Ogando. Saúde Caixa - Esclarecimento da Apcef/SP sobre paralisação dos médicos A Apcef/SP tem recebido diversos questionamentos a respeito da ameaça de paralisação dos médicos que atendem o Saúde Caixa, entre outras operadoras. A decisão foi tomada em assembleia organizada pela Comissão Estadual de Honorários Médicos, no fim de junho. Os médicos reivindicam recomposição do valor da consulta, entre outros itens, e afirmam terem enviado um questionamento aos planos de saúde nesse sentido. No encontro, decidiram paralisar o atendimento por 72 horas de forma escalonada por especialidade, daqueles que não responderam à proposta de reajuste. Em reunião na tarde desta terça-feira, dia 5, representantes da RSGPE/SP (antiga Gipes/SP) informaram à Apcef/SP que não receberam tal documento. "Disseram que a paralisação diz respeito, principalmente, aos atendimentos em consultórios, não atingindo hospitais, ambulatórios e clínicas. E, também, que o Saúde Caixa - por meio da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) - está negociando com a entidade representante do movimento dos médicos a fim de evitar interrupção do atendimento e tampouco prejuízo aos usuários", explicou a diretora da Apcef/SP, Ivanilde Moreira de Miranda.
Os representantes da RSGPE/SP informaram ainda que, diante de qualquer dificuldade de atendimento, os empregados devem entrar em contato imediatamente com a RSGPE local.
Andréa Ponte Souza - 08/07/2011
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