Após protesto, Itaú voltou a negociar com Sindicato
Os representantes dos trabalhadores e da direção do Itaú Unibanco voltaram a se reunir para discutir a situação dos funcionários que estão inseguros com as dispensas feitas pelo banco.
A negociação ocorreu por mais de três horas na tarde desta quinta 7, um dia após os protestos no Ceic e no Patriarca e que integraram a Mobilização Nacional pelo Trabalho Decente, organizado pela Central Única dos Trabalhadores.
Na reunião, o banco afirmou que “não há demissões em massa e que a saída de trabalhadores ocorre dentro de um turn over considerado normal”. Além disso, que o número de funcionários cresceu de cerca de 82 mil para 85 mil no primeiro semestre deste ano. “Isso comprova que as nossas denúncias estavam corretas: o banco vem fazendo uma troca de bancários para economizar com salários. O Sindicato não considera normal nenhuma demissão. Seus lucros astronômicos permitem que o emprego de todos seja garantido”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, que participou da negociação.
Realocações – Durante a reunião, o banco apresentou os números do centro de realocação do período entre 13 de maio e 7 de julho. Foram 812 funcionários realocados e outras 453 solicitações estão sendo analisadas. Entre os realocados, 443 foram para agências e plataformas, 177 para o Ceic, 62 estão no Confab, e outros 62 estão no Centro Administrativo Tatuapé (CAT), entre outras concentrações. “Reivindicamos que essas pessoas sejam treinadas e tenham assegurado um período de adaptação sem que haja cobrança de metas. E que esses trabalhadores sejam acompanhados pelo movimento sindical. O banco assegurou que o período de adaptação e o treinamento estão sendo providenciados”, destaca Juvandia, orientando os bancários que tiverem problemas a entrar em contato com o Sindicato.
Gerentes operacionais – Os representantes do banco confirmaram que os gerentes operacionais estão abrindo caixas, mas que essa medida só é tomada nos dias de pico.
Os dirigentes sindicais, no entanto, estão constatando em suas visitas às unidades do Itaú que a situação está recorrente, com o gerente tendo de abrir o caixa diariamente. Além disso, os bancários que exercem a função de caixa estão sobrecarregados, sem tempo de intervalo para descanso. “Não aceitamos essa situação e cobramos que o banco coloque mais funcionários nas agências. Isso é mais uma evidência de que tem muita vaga a ser preenchida e nada justifica as demissões”, ressalta a presidenta do Sindicato.
A dirigente lembra, ainda, que a falta de informações do banco e mesmo as declarações desencontradas de integrantes da alta direção da instituição financeira só aumentam a instabilidade entre os funcionários. “Isso precisa mudar. As pessoas têm de ter tranquilidade para trabalhar”, acrescenta Juvandia.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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