Santander: Banco espanhol explora brasileiros
A exploração continua nas agências do Santander. Segundo a Contraf-CUT, o banco espanhol é o que mais demite e o que mais maltrata seus trabalhadores, aplicando práticas antissindicais no Brasil e nas Américas, cometendo o assédio moral em desenfreada busca por metas absurdas. E ainda: o Santander debocha dos aposentados do antigo Banespa, dedicando-se ao calote, remetendo seus lucros para enriquecer altos executivos e resolver a crise na Espanha.
"O Brasil é hoje responsável sozinho por mais de 25% do lucro mundial do Santander. No primeiro trimestre deste ano, o banco lucrou aqui R$ 2,071 bilhões, o que permite reconhecer e saldar as dívidas do banco com os trabalhadores da ativa e aposentados, como o aporte de recursos para serviço passado do plano II do Banesprev, a correção das aposentadorias do pessoal pré-75 do ex-Banespa e o restabelecimento das condições vigentes anteriormente aos funcionários do ex-Real, que eram participantes até 31 de maio de 2009 do ex-HolandaPrevi, hoje SantanderPrevi", destaca Paulo Salvador, diretor da Contraf-CUT.
Casos graves nas regionais de Bauru e Jaboticabal
O que acontece em todo o país também tem seus reflexos por aqui no interior de São Paulo. Por exemplo, nas agências regionais de Bauru e de Jaboticabal do Banco Santander há muitas reclamações. Além da falta de funcionários e do abuso para o alcance de metas absurdas, é de causar espanto a maneira com a qual os gerentes regionais tratam os trabalhadores, caracterizando o assédio moral.
Nas teleconferências, o tratamento dispensado pelos “gestores mor” aos gestores dos PVs (leia-se gerentes de agências) é lamentável. Falta respeito ao profissional e até mesmo ao ser humano. Em uma agência havia no mural uma ameaça explícita dizendo que os relacionados gerentes estavam na "alça de mira" e "no caderninho", alertando para que todos tomassem cuidados senão “iriam dançar”.
Os trabalhadores querem que o Santander assine um acordo global que respeite os direitos fundamentais da categoria como organização, sindicalização e diálogo social, independentemente do país em que atua.
Por Lis Castilho/Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região com Contraf-CUT e Seeb São Paulo
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