Presidente da Câmara admite rever reajuste
O atual presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-RS), admite alteração no valor do salário mínimo fixado pelo governo Lula em R$ 540 durante a votação da medida provisória (MP) pelos parlamentares. A notícia foi divulgada nesta terça-feira (4) pelo jornal O Estado de São Paulo.
A proposta deverá ser votada em março, quando a MP passará a trancar a pauta dos trabalhos do plenário. Maia espera um debate acalorado na Câmara durante a votação, a exemplo do que ocorreu em 2010.
"Vamos precisar de muita calma e tranquilidade para produzir uma equação para não inviabilizar as contas públicas e, ao mesmo tempo, ter um reajuste que dialogue com a sociedade brasileira", disse o deputado. A oposição anunciou que vai defender um mínimo de R$ 600, valor proposto pelo candidato derrotado à presidência da República José Serra (PSDB).
Maia é o candidato indicado pelo PT à presidência da Câmara para os próximos dois anos. Caso seja eleito pelos novos deputados no dia 1º de fevereiro, cabe a ele indicar o relator da MP e conduzir a votação do mínimo na Casa.
"Na Câmara, o debate pode sempre produzir alterações nos projetos enviados. É legítimo e faz parte do debate político que se faz no parlamento", afirmou Maia, reconhecendo que o valor fixado pelo governo poderá ser alterado.
As centrais sindicais prometem fazer mobilização na Câmara. A proposta dos trabalhadores é aumentar o mínimo para R$ 580, garantindo a continuidade da política de aumentos reais e recuperando o poder de compra da remuneração de 47 milhões de brasileiros.
Fonte: Contraf-CUT com O Estado de S.Paulo
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