Bendine e Maria Fernanda serão mantidos no BB e Caixa, diz Valor Econômico
O Jornal Valor Econômico publicou reportagem nesta segunda-feira, dia 3, informando que a presidente Dilma Rousseff irá manter os presidentes dos dois principais bancos públicos brasileiros - Aldemir Bendine no Banco do Brasil e Maria Fernanda Ramos Coelho na Caixa Econômica Federal -, repetindo a decisão tomada em relação ao BNDES, onde permanece Luciano Coutinho.
Segundo o principal jornal econômico do país, Dilma estuda promover mudanças no comando dos bancos regionais. A avaliação é que ela quer nomes com perfil mais técnico que político na presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia. Os governadores do Nordeste pretendem se reunir para apresentar um nome de consenso para Dilma.
O Valor também aponta que Dilma decidiu não promover mudanças na Caixa e no BB. Principalmente na Caixa, onde a gestão de Maria Fernanda Ramos Coelho já rendeu vários elogios da presidente. Além do fato de ser mulher, Dilma tem dito a interlocutores que a atuação de Maria Fernanda no cargo superou as expectativas e que a Caixa está "totalmente comprometida com as políticas de governo". Semana passada, a Caixa atingiu a meta de um milhão de casas contratadas no programa Minha Casa Minha Vida, um dos pilares da campanha de Dilma à Presidência.
Bendine também está fortalecido no cargo. Ele que, assim como Maria Fernanda em relação à Caixa, é funcionário de carreira do Banco do Brasil, começou como menor aprendiz e chegou ao mais alto posto no banco em um momento delicado: a crise financeira internacional. Bendine conseguiu capitalizar-se politicamente ao comandar a expansão do crédito em um momento de pouca liquidez mundial. Em vários discursos, o ex-presidente Lula ressaltou o papel dos bancos públicos no enfrentamento da crise. Dilma concorda com essa avaliação.
Entretanto, segundo a reportagem, a permanência dos dois presidentes não elimina a possibilidade de mudanças pontuais nas demais diretorias de cada banco. Mas, especialistas ouvidos pelo Valor acreditam que elas funcionariam como acomodações naturais, sem dependência às negociações políticas e alguma insatisfação quanto aos resultados.
Bancos regionais
Ainda segundo o jornal, as mudanças mais profundas virão nos bancos regionais. Segundo o Valor, como Dilma tem um perfil de gestora, ela pretende profissionalizar as instituições de fomento regional.
Durante as negociações para a composição do Ministério, comentou-se entre aliados que o Banco do Nordeste entraria na cota do PSB. Mas o partido saiu menor do que esperava na composição ministerial e as conversas não evoluíram.
Os governadores Cid Gomes (CE) e Eduardo Campos (PE) pretendem reunir os demais governadores da região para buscar, então, um nome de consenso. O perfil técnico exigido por Dilma será respeitado, mas eles não querem um executivo alheio à influência política dos caciques locais.
Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico
MAIS NOTÍCIAS
- Mudanças na Caixa às vésperas das negociações acendem alerta e geram cobrança por respeito aos empregados
- Ampliação da representatividade fortalece organização dos trabalhadores do ramo financeiro
- Torneio de Futebol 1º de Maio acontece amanhã, dia 23/05 no Clube dos Bancários
- COE cobra do Santander esclarecimentos sobre o “Conduta Certo”
- A direita e o centrão querem adiar o fim da 6x1 e criar benefícios fiscais para os empresários!
- CUSC cobra transparência e reunião urgente para debater problemas no Saúde Caixa
- Consulta Nacional mobiliza a categoria bancária em todo o país
- O que é jornada de trabalho, por que é preciso reduzi-la e acabar com a escala 6x1
- Fim da escala 6x1 sem redução salarial beneficiará metade dos trabalhadores do país
- Empregados da Caixa em SP debatem pautas e elegem representantes para o Conecef
- STF confirma constitucionalidade da Lei da Igualdade Salarial e reforça obrigação de transparência das empresas
- Comando Nacional propõe “Pacto pela saúde dos bancários"
- Lucro contábil da Caixa é de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026