CUT debate violência contra as mulheres em seminário
A Central Única dos Trabalhadores (CUT-SP), a Secretaria da Mulher Trabalhadora e a Escola Sindical São Paulo realizaram nesta quinta 2, no Sindicato, o seminário Mulher, Mídia e Violência – A Formação Sindical e o Olhar para o Combate à Violência contra a Mulher.
No evento foi debatido o balanço dos quatro anos da Lei Maria da Penha, a situação da mulher perante os padrões de beleza impostos pela mídia e as diversas formas de violência. Participaram a promotora de Justiça Eliane Vendramini, o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, a secretária da Mulher Trabalhadora e coordenadora da Escola Sindical São Paulo, Sônia Auxiliadora, o representante da LO Suécia, Bengt Lindgren, a psicanalista e escritora, Maria Rita Bicalho Kehl, e a psicóloga Rachel Moreno.
Elaine Vendranini fez um balanço sobre a situação da Lei Maria da Penha e relatou que a cada dia a mulher sofre mais violência, em decorrência do machismo. “A relação do gênero tem de ser igual. Os casais quando estão juntos precisam respeitar o limite e a opinião do outro. Ou se não estão dando mais certo, precisam estar separados, mas de uma forma amigável. E não deixando prevalecer o privilégio de ser homem”, comenta a promotora, acrescentando que a realidade ideal de tratamento e respeito à mulher está longe de acontecer. “Trabalho no Fórum de São Bernardo do Campo com mais 24 promotores. E recebemos, em média, três pedidos de medida protetivas de urgência para mulher por dia. É um número alto, mas imagino que muitas vítimas não têm informação ou acesso as delegacias. É preciso orientar melhor a mulher a respeito de seus direitos e exigí-los”, defende.
O papel da mídia - A psicóloga Rachel Moreno falou que a violência contra a mulher existe e sempre existirá em qualquer lugar e situação. E que a mídia, é quem determina o que a mulher tem de seguir ou ser. Seja por meio da publicidade, dos jornais ou da TV. “Se a mulher não se encaixa nesses padrões acaba sendo alvo da violência. Tornando-se um assunto que servirá de espetáculo da notícia e será explorado ao máximo até cair no esquecimento”, relata citando os casos de violência como o seqüestro seguido de morte de Eloá, o caso Bruno e Elisa Samúdio e até mesmo de Geisy Arruda, exposta a uma violência de imagem por usar um vestido curto em uma faculdade.
A escritora Maria Rita Bicalho Kehl também defendeu essa ideia e acrescentou que hoje a mídia está mudando e tentando diminuir essa colaboração por ser sensível a pressão da sociedade. E ela está se vendo obrigada a adaptar ao comportamento das famílias. “À medida que as mulheres ganham status como os homens, seja na carreira profissional ou no lar, elas provocam alterações radicais na sociedade e é esta mudança que precisa ser defendida para que a mulher tenha seu merecido respeito”, finaliza.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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