BC registra juros de 41,6% ao ano para famílias
Apesar de o Banco Central (BC) registrar entre agosto e setembro queda de 0,5 ponto percentual do juro médio cobrado pelos bancos das famílias, ele ainda é 3,6 vezes maior do que a taxa básica oficial do país, a Selic.
O levantamento do BC apontou que o valor médio cobrado pelos bancos em setembro foi de 39,4% ao ano contra 10,75% da Selic para o mesmo período. Para pessoa jurídica, a taxa média foi de 29% ao ano, 2,7 vezes maior do que o juro básico brasileiro.
A taxa média de juros do crédito pessoal, incluídas as operações consignadas em folha, recuou 0,4 ponto percentual, para 41,6% ao ano. Os juros para a compra de veículos caíram 0,1 ponto percentual, para 23,3% ao ano. Já a taxa cobrada pelo uso do cheque especial apresentou alta de 1,6 ponto percentual, para 167,2% ao ano.
A inadimplência, como são considerados os atrasos superiores a 90 dias, caiu tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Mas o recuo para as empresas foi menor – de 0,1 ponto percentual, para 3,5%, enquanto para as famílias foi de 0,2 ponto percentual, para 6%.
Já o spread – diferença entre o custo de captação do dinheiro pelo banco e a taxa cobrada dos clientes – subiu 0,1 ponto percentual para as empresas e ficou em 18,4 pontos percentuais. No caso das pessoas físicas, houve redução de 0,6 ponto percentual, para 28 pontos percentuais.
O prazo médio de financiamento para as empresas caiu dois dias corridos, para 384. No caso das famílias, houve aumento de sete dias corridos, para 541.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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