Bancários de SP definem reivindicações para 12ª Conferência Nacional
Manutenção da política de aumento real de salário, valorização do piso da categoria e da PLR e melhores condições de trabalho, com fim das metas abusivas e do assédio moral. Esta é a síntese das propostas aprovadas pelo 12ª Conferência Estadual dos Bancários, realizada no sábado (17), em São Paulo.
Com 311 delegados, a 12ª Conferência da FETEC-CUT/SP aprovou reajuste salarial de reposição da inflação medida no período de 5,71% mais aumento real de 5%. Para a PLR, os dirigentes cutistas propõem pagamento de três salários mais parcela fixa de R$ 4.000,00.
A defesa do emprego e respeito à jornada de seis horas também constam das prioridades listadas pelos representantes da FETEC-CUT/SP e sindicatos filiados, juntamente com a luta por fim das discriminações nos bancos e por maior igualdade de oportunidades.
Na avaliação dos delegados presentes, as lutas dos bancários se aliam às lutas do conjunto da sociedade, o que requer a continuidade do projeto democrático-popular no nível federal, bem como a busca pela implementação do mesmo projeto no estado de SP, representados pelos candidatos de esquerda, Dilma Rousselff para a presidência da República, e Aloísio Mercadante, para o governo do estado de SP, apresentando a eles a plataforma dos trabalhadores aprovada pela CUT.
Na avaliação do presidente da FETEC-CUT/SP, Luiz César de Freitas, o Alemão, a conferência foi, mais uma vez, um sucesso. “Esta é uma etapa muito importante da Campanha Nacional. É o momento em que todas as reivindicações dos bancários são referendadas. E nós vimos que a vontade do trabalhador não é apenas a de um salário melhor, mas também de melhores condições de trabalho”, finaliza Alemão.
Veja as principais reivindicações aprovadas
• Reajuste Salarial – 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5,71%
• PLR – 3 salários mais R$ 4mil
• Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88)
• Vales Alimentação e Refeição – Salário Mínimo Nacional (R$ 510)
• PCCS – Para todos os bancários
• Auxílio - educação – pagamento para graduação e pós.
• Emprego – Ampliação das contratações, combate às terceirizações, aprovação da convenção 158 da OIT
• Cumprimento da jornada de 6 horas
• Fim das metas abusivas
• Fim do assédio moral e da violência organizacional
• Mais segurança nas agências e departamentos
Clara Quintela e Lucimar Cruz Beraldo
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