Bancários e vigilantes buscam no MPT segurança no transporte de valores
Transporte de valores é tema principal das reuniões no Ministério Público do Trabalho.
Na quarta mediação na Procuradoria-Geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), ocorrida na quarta-feira, dia 12, em Brasília, a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) entregaram um oficio conjunto com propostas para garantir segurança nas operações que envolvem transporte de valores. O documento foi encaminhado ao procurador-geral Otávio Brito Lopes, com cópia para a Febraban e a Associação Brasileira de Transporte de Valores (ABTV).
As medidas apontadas pelos bancários e vigilantes, que servem de sugestões para eventual Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), serão agora avaliadas pelos representantes da Febraban e ABTV, com prazo até o dia 18 de junho. O MPT assumiu o compromisso de encaminhar posteriormente uma proposta de redação para as entidades, feita com base nas manifestações das partes.
Três grandes temas estão em discussão: abastecimento de caixas eletrônicos, estacionamentos próprios para carros-fortes e transporte ilegal de valores por bancários. A Contraf-CUT e a CNTV formularam iniciativas para proteger a vida dos trabalhadores e clientes e prevenir assaltos e seqüestros. Também foi discutido um canal de comunicação com a Febraban, com o objetivo de encaminhar denúncias de irregularidades para a busca de soluções dentro de prazos estabelecidos.
"Queremos procedimentos seguros para o abastecimento de caixas eletrônicos, sem a presença de usuários, na parte posterior das máquinas, sem contagem de numerário no local", destaca o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. "Também buscamos espaços exclusivos e seguros para o estacionamento de carros-fortes", defende.
"Reiteramos a necessidade de coibir a prática ilegal de vários bancos que utilizam bancários para o transporte de numerário. Conforme a legislação e as normas da Polícia Federal, essa tarefa compete exclusivamente a empresas de transporte de valores, através de vigilantes treinados", ressalta o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis, destaca que a ABTV afirmou na reunião ter condições de prestar serviços aos bancos em todo o país e que estudaria soluções para as localidades com dificuldade de acesso. "A próxima reunião acontece no segundo semestre e esperamos chegar a um entendimento no MPT para que nossas propostas sejam implantadas de forma a resolver a questão do transporte de valores", diz o dirigente.
Representação
O MPT foi representado pelo chefe de gabinete do procurador-geral, Ricardo Britto Pereira, e pelo assessor especial do procurador-geral, Clóvis Curado.
Pelos trabalhadores, além de Boaventura, Ademir e Daniel, também participaram o diretor de Assuntos de Transporte de Valores da CNTV, Carlos José das Neves, o assessor jurídico da CNTV, Jonas Duarte, e o assessor de Assuntos Parlamentares da CNTV, Nelson José dos Santos.
Pela Febraban, estiveram presentes o diretor técnico Wilson Gutierrez, o coordenador da Comissão de Numerário, Laerte Paulo Viana, o coordenador adjunto da Comissão de Numerário, Dario Ferreira Neto, e o assessor de Relações Trabalhistas e Sindicais, Nicolno Eugênio da Silva.
Pela ABTV, compareceram o presidente Marcos Emanuel Torres de Paiva, o diretor Eduardo Domingos Brandão e o conselheiro fiscal Marcos Eduardo Tótoro.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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