Banco do Brasil: Problemas aumentam na plataforma de suporte
Direção do banco admite que não há agência, nem horário fixos para trabalhar.
Agora é um “posicionamento oficial”. Se alguém busca informações no Banco do Brasil sobre o tipo de trabalho que é realizado na PSO (Plataforma de Suporte Operacional), descobre que no setor não há horário fixo e nem agência fixa para trabalhar. “Ou seja, os funcionários ficam sujeitos a rotatividade e sem condições de planejar suas vidas, pois seus locais de trabalho e suas jornadas podem ser alterados a qualquer momento. E o banco nem se preocupa mais em esconder esse absurdo”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Claudio Rocha.
As reclamações dos Sindicatos relacionadas à PSO são antigas e incluem número insuficiente de funcionários, acúmulo de funções, falta de segurança e não efetivação de caixas. “O banco já havia se comprometido a parar com a triste figura do caixa itinerante e não efetivo, mas não cumpriu. A verdade é que a PSO não está dando certo. A rede de agências varejo resiste em ceder funcionários para a PSO, pois faltam funcionários e o processo de contratações do BB está muito lento. E aqueles vindos da extinta Nossa Caixa, consideram as condições de trabalho deploráveis”, afirma.
A situação de falta de pessoal é tão grave que é comum os funcionários serem expostos a xingamentos e maus-tratos por parte de clientes insatisfeitos. “Em vez de resolver, o banco complica mais ao tocar o processo de incorporação no afogadilho, criando sérios problemas nos locais de trabalho. Vamos nos reunir com o chefe do CSO São Paulo na próxima semana para tratar do assunto”, relata Claudio Rocha.
Fonte: SEEB S. Paulo - Danilo Pretti Di Giorgi
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