Empregados da CEF fazem mobilização por respeito
Em Dia Nacional de Luta, trabalhadores protestam em todo o país para pressionar direção da empresa a atender reivindicações. Nesta quarta-feira tem negociação.
Garantia da função e sem redução salarial no processo de reestruturação, isonomia para os novos empregados, jornada de seis horas para todos os empregados sem redução salarial e um Plano de Cargos Comissionados (PCC) digno. Essas são as principais reivindicações dos empregados da Caixa Econômica Federal, que realizaram Dia Nacional de Luta na terça-feira 29.
Diretores do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região estiveram visitando as agências e, com material específico, reuniram-se com os funcionários debatendo os problemas enfrentados e a intransigência da direção da CEF nas negociações, principalmente na questão da reestruturação que o banco quer implementar.
> Leia carta aberta aos empregados da Caixa
O protesto é uma decisão da 26ª Conferência Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef). “Estamos cobrando mais respeito da direção da empresa. Estamos indignados com a falta de informações sobre o processo de reestruturação e sobre a forma como ele afetará nosso futuro. A postura de descaso da Caixa está levando os trabalhadores a ampliar a mobilização”, diz o dirigente sindical Antonio Julio Gonçalves Neto (Tony).
“É imprescindível que os empregados fortaleçam a mobilização para mostrarmos nossa insatisfação para a direção do banco”, salienta Tony.
Negociação – Depois da cobrança das entidades sindicais, o PCC, que a Caixa chama de Plano de Funções Gratificadas (PFG), será o tema principal da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco nesta quarta-feira 30, em Brasília.
Para o novo PCC, os dirigentes sindicais defendem que todos os empregados permaneçam com função, a melhoria da metodologia de ascensão, a regularização da jornada de seis horas para todos sem redução salarial e a valorização dos pisos e funções de modo a reduzir gradativamente o Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) até a sua extinção.
Os empregados defendem ainda que os habilitados pelo PSI ou pelo Bancop sejam chamados de acordo com a classificação, retirando o poder do gestor de fazer as nomeações (normativo RH 060). “Uma forte mobilização no Dia Nacional de Luta vai ajudar nas negociações”, destaca Kardec.
Na negociação os dirigentes sindicais vão cobrar também explicações sobre a reestruturação, em especial a situação dos empregados que trabalham na retaguarda (RETPV).
Na quinta-feira (01/07), ocorrerá na FETEC SP reunião dos dirigentes sindicais empregados da Caixa Econômica Federal e representantes dos sindicatos filiados da federação cutista para avaliação do processo de negociação e organização do Coletivo Estadual.
Fonte: SEEB S Paulo
MAIS NOTÍCIAS
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR