Dilma promete priorizar reforma tributária
A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que, se eleita, tratará a reforma tributária como uma das prioridades de seu governo. Para Dilma, a simplificação do sistema tributário é condição básica para dar maior competitividade ao setor produtivo brasileiro."Não acredito que daremos um salto de competitividade com nosso atual sistema tributário, que considero caótico, tanto pela sobreposição de tributos como pela falta de clareza", afirmou a ex-ministra da Casa Civil ao participar, na segunda-feira (5), de um almoço com representantes das principais empresas do país.
Perguntada sobre como e em quanto tempo levaria para concretizar propostas como a desoneração dos investimentos e a simplificação do sistema tributário, Dilma evitou fixar prazos e lembrou que o assunto precisará ser negociado tanto com os partidos da base aliada quanto com os da oposição. Ela ainda destacou a necessidade de se encontrar fórmulas para desonerar a folha de pagamentos das empresas sem mexer em direitos sociais e compensações para as eventuais perdas de arrecadação no primeiro momento.
"Qualquer reforma vai implicar diálogo e debates. Lógico que quanto mais rápido [for à votação no Congresso] melhor, até para aproveitarmos a legitimidade conferida por uma vitória eleitoral. Agora, se eu der prazos não estarei sendo correta, pois isso dependerá da futura composição do Congresso e de variáveis sobre as quais não temos controle".
Após afirmar que o Brasil sofreu "um apagão de investimentos" em obras de melhorias da infraestrutura nos 20 anos que antecederam o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma disse que a situação melhorou "mais de 100%" nos últimos oito anos. Ainda assim, reconheceu a necessidade de melhorar a gestão e aprimorar os investimentos públicos, sobretudo no setor aeroportuário.
Dilma também citou a necessidade de se reduzir o grau de endividamento público, a fim de permitir ao país fixar taxas de juros próximas às internacionais. "O objetivo é sempre melhorar, porque se alguém achar que está tudo feito não consegue ir adiante".
O almoço foi organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais, que conta com 652 empresas associadas que, juntas, representam 44% do Produto Interno Bruto (PIB) privado do país e que faturam, cada uma, um mínimo de R$ 200 milhões ao ano. O grupo é presidido pelo empresário João Dória Júnior, um dos organizadores do Movimento Cansei, criado em 2007 e que criticou o caos aéreo e a corrupção.
Entre as perguntas feitas por participantes, uma dizia respeito à relação do governo federal com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), historicamente ligado ao PT. "Acho que é preciso fazer uma distinção: movimento é movimento, governo é governo. Eu não sou do MST, mas acho que não podemos compactuar com ilegalidade. Invadiu edifício público e propriedade que não pode invadir, tem que haver clareza e eu acho que o governo Lula não deixou a coisa solta. Mas também não vamos reprimir o movimento quando ele estiver somente reivindicando", disse Dilma, defendendo que o governo Lula teria instituído a "paz no campo" por meio de políticas sociais que deram uma melhor condição de vida ao trabalhador rural, esvaziando parte das reivindicações do movimento.
Fonte: Agência Brasil
MAIS NOTÍCIAS
- Mudanças na Caixa às vésperas das negociações acendem alerta e geram cobrança por respeito aos empregados
- Ampliação da representatividade fortalece organização dos trabalhadores do ramo financeiro
- Torneio de Futebol 1º de Maio acontece amanhã, dia 23/05 no Clube dos Bancários
- COE cobra do Santander esclarecimentos sobre o “Conduta Certo”
- A direita e o centrão querem adiar o fim da 6x1 e criar benefícios fiscais para os empresários!
- CUSC cobra transparência e reunião urgente para debater problemas no Saúde Caixa
- Consulta Nacional mobiliza a categoria bancária em todo o país
- O que é jornada de trabalho, por que é preciso reduzi-la e acabar com a escala 6x1
- Fim da escala 6x1 sem redução salarial beneficiará metade dos trabalhadores do país
- Empregados da Caixa em SP debatem pautas e elegem representantes para o Conecef
- STF confirma constitucionalidade da Lei da Igualdade Salarial e reforça obrigação de transparência das empresas
- Comando Nacional propõe “Pacto pela saúde dos bancários"
- Lucro contábil da Caixa é de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026