Bancários querem reunião com Banco do Brasil para discutir incorporação
Condições precárias de trabalho, assistência médica, previdência privada, gratificação variável e VCPI são alguns dos assuntos que aguardam uma solução.
Que a incorporação da Nossa Caixa ao Banco do Brasil ainda tem pendências importantes para serem resolvidas, ninguém duvida. As condições de trabalho, que já não era das melhores, pioraram. Os funcionários do banco extinto estão tendo dificuldades de adaptação ao novo sistema, o movimento das agências aumentou consideravelmente e a todo momento eles são cobrados pelos clientes. Todos esses fatos têm contribuído para o aumento de stress e adoecimento.
Nas últimas negociações ocorridas em Brasília, temas ligados à incorporação não foram abordados com orientação do próprio Banco do Brasil, para que os mesmos fossem tratados juntos a GEPES São Paulo. Porém, o que se constatou é que essa foi uma manobra do banco para ganhar tempo, já que essa área não tem autonomia para decidir esses assuntos.
Por causa disso, a representação sindical cutista elegeu quatro temas centrais, que deverão entrar em pauta no próximo período:
- Assistência médica - as negociações precisam contemplar os funcionários da ativa, aposentados, bem como seus dependentes preferenciais e não-preferenciais atualmente atendidos pelo Economus;
- Previdência complementar – transparência nas negociações, que devem passar efetivamente pelas representações dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas;
- VCPI – a representação cutista tem buscado insistentemente o reconhecimento por parte do banco com relação a necessidade de aplicação do interstício de 3% sobre essa verba e não apenas sobre o VP, como é o entendimento atual do Banco do Brasil, uma vez que isso acarretaria uma perda salarial com o passar do tempo.
- Gratificação variável, que é um direito adquirido por todos os funcionários da extinta Nossa Caixa, quando em negociação intensa na década de 1990, em busca de isonomia, o valor pago aos funcionários com direito a licença premio foi substituído por gratificação extensiva a todos os funcionários do banco. O compromisso de indenização foi firmado em mesa de negociação em setembro de 2009, mas até o momento não houve consenso com relação aos valores. Os bancários querem uma indenização de 10 anos, mas, em dezembro de 2009, o banco ofereceu apenas 3 anos, o que está muito abaixo da média de tempo a ser trabalhado desses funcionários.
“Estamos buscando uma reunião específica para tratar desses assuntos e terminar com essas pendências”, afirma Adriana Pizarro, diretora da FETEC-CUT/SP.
“Paralelamente, também estamos lidando com as dificuldades enfrentadas no dia-a-dia. Para isso, é fundamental que recebamos denúncias e demandas dos trabalhadores para orientar nossa estratégia”.
Fonte: Fetec/CUT-SP
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