06/10/2026

Nova CCT amplia combate ao assédio e fortalece proteção dos bancários

A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, assinada em 9 de setembro pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), traz avanços importantes no combate ao assédio moral, sexual e a outras formas de violência no ambiente de trabalho. Com vigência até 31 de agosto de 2028, o acordo amplia os mecanismos de prevenção e denúncia e fortalece a proteção dos trabalhadores.

A conquista foi resultado de uma Campanha Nacional marcada por uma longa negociação. Foram 13 rodadas entre representantes dos trabalhadores e dos bancos. Ao longo das tratativas, a Fenaban apresentou propostas que dividiam a categoria, retiravam direitos e prejudicavam os bancários. Todas elas foram rejeitadas em mesa pelo Comando Nacional dos Bancários até que fosse construído o acordo final, que reúne avanços econômicos e sociais.

Entre as medidas conquistadas está a ampliação do canal de combate ao assédio moral e sexual, mecanismo que já havia sido conquistado na Campanha Nacional de 2022 e aprimorado na Campanha de 2024. A partir da nova CCT, o canal também poderá receber denúncias de atos de assédio, racismo, violência e outras situações abusivas praticadas por clientes contra funcionários.

A mudança é importante porque reconhece que a violência no trabalho não ocorre apenas nas relações entre trabalhadores e gestores ou colegas. Bancários também podem estar sujeitos a constrangimentos, ameaças, ofensas, assédio e outras formas de violência praticadas por clientes durante o atendimento.

Além de acolher, apurar e tratar as ocorrências, os bancos deverão apresentar às entidades sindicais as estatísticas relacionadas às denúncias, ampliando a transparência e permitindo que o movimento sindical acompanhe a frequência dessas situações e cobre medidas de prevenção e enfrentamento.

A ampliação dos mecanismos de proteção previstos na nova CCT demonstra, na prática, a importância da negociação coletiva para transformar demandas dos trabalhadores em direitos e instrumentos efetivos de proteção. 

“Cada avanço conquistado na CCT é resultado da mobilização e da capacidade de negociação da categoria. Agora, além de ampliar os canais de denúncia, conseguimos garantir que as situações envolvendo clientes também sejam registradas e acompanhadas. E, dessa forma, fortalecer a proteção dos bancários e deixar claro que situações de violência, ameaça ou assédio não podem ser naturalizadas. A proteção da categoria e o combate ao assédio, ao racismo e à todas as formas de violência no trabalho precisam estar presentes em todas as situações que possam comprometer a segurança, a saúde e a dignidade dos bancários”, destaca Roberto Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Fonte: Seeb/SP, com edição de Seeb Catanduva

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