27/08/2026
Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial
Pela primeira vez, desde o início da Campanha Nacional da categoria bancária, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste sem arrocho nos salários e demais verbas, porém ainda sem aumento real. O reajuste proposto avançou para a reposição total da inflação (100% do INPC, estimado em torno de 4%, para o período de 12 meses encerrado em 31 de agosto).
O índice seria aplicado para todas as cláusulas econômicas (salários e demais verbas), menos nos vales alimentação (VA) e refeição (VR), que seriam reajustados pelo IPCA, da seguinte forma:
- VA: reajuste conforme inflação para “alimentação em domicílio”, medida pelo IPCA, com estimativa de 2,99% para a data-base da categoria; Com esse reajuste, a perda real no VA seria de 1,1% em relação ao INPC.
- VR: Reajuste salarial conforme a inflação da “refeição fora do domicílio”, medida pelo IPCA, com estimativa de 4,39% para a data-base da categoria.
O índice seria aplicado para todas as cláusulas econômicas (salários e demais verbas), menos nos vales alimentação (VA) e refeição (VR), que seriam reajustados pelo IPCA, da seguinte forma:
- VA: reajuste conforme inflação para “alimentação em domicílio”, medida pelo IPCA, com estimativa de 2,99% para a data-base da categoria; Com esse reajuste, a perda real no VA seria de 1,1% em relação ao INPC.
- VR: Reajuste salarial conforme a inflação da “refeição fora do domicílio”, medida pelo IPCA, com estimativa de 4,39% para a data-base da categoria.

“Somos mais de 400 mil bancários de todo o país, de bancos públicos e privados, e as negociações são complexas. A Fenaban fica argumentando que cada 1% de reajuste significa acréscimo de R$ 1 bilhão nos custos salariais. Mas esse cálculo não justifica impor arrocho salarial, porque do outro lado os lucros seguem altos”, reforçou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários.
Mais avanços
O Comando também avançou em relação à PLR. No lugar da proposta anterior de congelamento, a Fenaban apresentou a correção do INPC, nos tetos e nas parcelas fixas da PLR. “Mas é insuficiente para as nossas reivindicações: queremos a valorização da PLR, com melhoria na parcela adicional, de modo que os bancos distribuam um percentual maior dos seus resultados para toda a categoria", pontuou Juvandia Moreira.
“Impedimos, ainda, o congelamento de verbas e a retirada de direitos, que os bancos tentaram por várias rodadas, como por exemplo, da gratificação de caixa, alegando que a função de caixa está em extinção”, destacou a dirigente. “E, hoje, além de derrubar as propostas de arrocho, avançamos nas negociações sobre indenização adicional e recolocação no mercado de trabalho, dos bancários demitidos devido ao fechamento de agências”, completou.
Outros avanços do Comando Nacional ao longo das rodadas anteriores foram negociações na RN-1; na proteção dos trabalhadores em relação à gestão ética da tecnologia (monitoramento digital não invasivo); no direito à desconexão; e nas cláusulas de combate ao assédio.
O Comando e a Fenaban voltam a negociar nesta sexta-feira (28), comprometimento dos bancos de trazerem uma nova proposta de reajuste. “Vamos seguir lutando por aumento real”, pontuou Juvandia.
A também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, reforçou: “Vencemos o intuito dos bancos de impor um arrocho salarial, apesar da sua estratégia de postergar as negociações para uma data cada vez mais próxima da nossa data-base, se valendo do fim da ultratividade, aprovada na reforma trabalhista. Vencemos essa estratégia graças a nossa mobilização, a participação da categoria nas plenárias, na paralisação do dia 20, nossa unidade nacional e nossa capacidade de negociação. Porém, o índice ainda não é suficiente para valorizar os trabalhadores de um dos setores mais lucrativos da economia. Rejeitamos a proposta e reforçamos, mais uma vez, que a categoria espera valorização real para salários, VA, VR e PLR”, enfatizou.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese