25/08/2026
Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
A negociação específica entre os funcionários do Banco do Brasil e a direção da instituição, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026, chegou à sétima rodada sem respostas para as principais reivindicações da categoria. Desde o início das discussões, em 8 de julho, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), tem levado à mesa uma pauta que reúne defesa do emprego, valorização profissional, melhores condições de trabalho, saúde, igualdade e fortalecimento do caráter público do banco.
1ª mesa
Na primeira mesa, o foco foi a defesa do emprego e da rede de atendimento. Os trabalhadores reivindicaram a abertura de concursos públicos para recompor o quadro de funcionários, diante da sobrecarga nas agências e da redução do atendimento presencial. Também foram cobradas a manutenção de mecanismos de segurança, a incorporação das comissões, o combate ao acúmulo e desvio de funções e a equiparação dos direitos de funcionários oriundos de bancos incorporados, especialmente em relação à Cassi e à Previ. A discussão também incluiu a defesa da escala 4×3 e medidas voltadas aos trabalhadores com dependentes PCDs (Pessoas com Deficiência).
2ª mesa
A segunda rodada, realizada em 17 de julho, tratou de inclusão, igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento. Entre as propostas apresentadas pelos trabalhadores estavam a ampliação dos direitos das pessoas com deficiência, medidas para aumentar a presença de mulheres na área de Tecnologia, proteção às vítimas de violência doméstica, licença parental e equiparação da união estável ao casamento para fins de benefícios. A categoria também reivindicou uma linha de crédito específica para funcionários endividados, com condições capazes de adequar as parcelas à capacidade de pagamento. Na área de monitoramento, foi defendido o fim do controle individual do tempo de atendimento e a construção de indicadores mais justos e compatíveis com a realidade do trabalho.
3ª mesa
Na terceira mesa, em 23 de julho, a saúde dos trabalhadores ganhou destaque. A representação sindical denunciou o avanço do adoecimento relacionado às condições de trabalho, às metas consideradas abusivas e à sobrecarga. A categoria voltou a cobrar a realização de concurso público e, principalmente, uma solução definitiva para a sustentabilidade da Cassi, incluindo maior participação do banco no custeio e a inclusão dos funcionários oriundos de instituições incorporadas. Também foram discutidos os problemas enfrentados pelos trabalhadores do PSO, com acúmulo e desvio de funções.
4ª mesa
A quarta rodada, em 31 de julho, foi dedicada principalmente à carreira, remuneração e condições de trabalho. A CEBB reivindicou o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, revisão dos critérios de progressão, valorização do mérito e atualização dos vencimentos. Também foram cobrados reajustes dos adicionais de função, pagamento integral das substituições desde o primeiro dia, fim da lateralidade e incorporação das comissões após dez anos de exercício. A ampliação do teletrabalho e a recomposição das equipes nas agências também estiveram na pauta.
5ª mesa
A partir da quinta rodada, realizada em 5 de agosto, a expectativa dos trabalhadores era de que o banco começasse a apresentar devolutivas. A representação sindical voltou a destacar como prioridades a Cassi, a revisão da gestão por metas, a isonomia para funcionários egressos, melhorias na Previ e o aperfeiçoamento do PCS/PCR. O banco reconheceu a urgência da situação financeira da Cassi, mas não apresentou uma solução definitiva. Em relação aos funcionários egressos, informou que os estudos sobre modelos de custeio ainda estavam em andamento. Para as metas, anunciou o programa Revisa, voltado à possibilidade de revisão dos indicadores pelas unidades.
Na mesma rodada, os trabalhadores voltaram a denunciar a falta de funcionários, as filas nas agências e a sobrecarga provocada pela redução dos quadros. Também cobraram a revisão do PCS e do piso salarial, apontando problemas na estrutura remuneratória que limitam o crescimento efetivo dos salários.
6ª mesa
Na sexta mesa, em 14 de agosto, o Banco do Brasil novamente não apresentou proposta econômica, deixando a discussão dos reajustes para a mesa única entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Para as demais demandas, o banco se comprometeu a apresentar devolutivas posteriormente.
7ª mesa
A sétima rodada, realizada em 19 de agosto, trouxe alguns avanços pontuais, mas não alterou o quadro geral da negociação. O BB propôs incluir no Acordo Coletivo de Trabalho políticas de ações afirmativas para mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos. Também apresentou a proposta de garantir seis meses de estabilidade na função comissionada para bancárias vítimas de violência doméstica após o retorno ao trabalho e de reduzir a jornada de mulheres em situação de lactação induzida, com extensão para casais homoafetivos em que ambas sejam funcionárias do banco.
Apesar desses pontos, permaneceram sem resposta diversas reivindicações consideradas centrais pela categoria, entre elas a valorização do piso e da carreira, o aperfeiçoamento do PCS/PCR, a recomposição do quadro por meio de concursos, o combate à sobrecarga e às metas abusivas, além de uma solução para a sustentabilidade da Cassi e para a isonomia dos funcionários egressos.
Ao longo das sete mesas, portanto, a negociação avançou na apresentação e detalhamento das reivindicações dos trabalhadores, mas ainda não alcançou o nível de respostas esperado. A CEBB permanece em plantão permanente e cobra do Banco do Brasil propostas concretas capazes de valorizar seus funcionários, melhorar as condições de trabalho e fortalecer o papel público da instituição.
1ª mesa
Na primeira mesa, o foco foi a defesa do emprego e da rede de atendimento. Os trabalhadores reivindicaram a abertura de concursos públicos para recompor o quadro de funcionários, diante da sobrecarga nas agências e da redução do atendimento presencial. Também foram cobradas a manutenção de mecanismos de segurança, a incorporação das comissões, o combate ao acúmulo e desvio de funções e a equiparação dos direitos de funcionários oriundos de bancos incorporados, especialmente em relação à Cassi e à Previ. A discussão também incluiu a defesa da escala 4×3 e medidas voltadas aos trabalhadores com dependentes PCDs (Pessoas com Deficiência).
2ª mesa
A segunda rodada, realizada em 17 de julho, tratou de inclusão, igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento. Entre as propostas apresentadas pelos trabalhadores estavam a ampliação dos direitos das pessoas com deficiência, medidas para aumentar a presença de mulheres na área de Tecnologia, proteção às vítimas de violência doméstica, licença parental e equiparação da união estável ao casamento para fins de benefícios. A categoria também reivindicou uma linha de crédito específica para funcionários endividados, com condições capazes de adequar as parcelas à capacidade de pagamento. Na área de monitoramento, foi defendido o fim do controle individual do tempo de atendimento e a construção de indicadores mais justos e compatíveis com a realidade do trabalho.
3ª mesa
Na terceira mesa, em 23 de julho, a saúde dos trabalhadores ganhou destaque. A representação sindical denunciou o avanço do adoecimento relacionado às condições de trabalho, às metas consideradas abusivas e à sobrecarga. A categoria voltou a cobrar a realização de concurso público e, principalmente, uma solução definitiva para a sustentabilidade da Cassi, incluindo maior participação do banco no custeio e a inclusão dos funcionários oriundos de instituições incorporadas. Também foram discutidos os problemas enfrentados pelos trabalhadores do PSO, com acúmulo e desvio de funções.
4ª mesa
A quarta rodada, em 31 de julho, foi dedicada principalmente à carreira, remuneração e condições de trabalho. A CEBB reivindicou o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, revisão dos critérios de progressão, valorização do mérito e atualização dos vencimentos. Também foram cobrados reajustes dos adicionais de função, pagamento integral das substituições desde o primeiro dia, fim da lateralidade e incorporação das comissões após dez anos de exercício. A ampliação do teletrabalho e a recomposição das equipes nas agências também estiveram na pauta.
5ª mesa
A partir da quinta rodada, realizada em 5 de agosto, a expectativa dos trabalhadores era de que o banco começasse a apresentar devolutivas. A representação sindical voltou a destacar como prioridades a Cassi, a revisão da gestão por metas, a isonomia para funcionários egressos, melhorias na Previ e o aperfeiçoamento do PCS/PCR. O banco reconheceu a urgência da situação financeira da Cassi, mas não apresentou uma solução definitiva. Em relação aos funcionários egressos, informou que os estudos sobre modelos de custeio ainda estavam em andamento. Para as metas, anunciou o programa Revisa, voltado à possibilidade de revisão dos indicadores pelas unidades.
Na mesma rodada, os trabalhadores voltaram a denunciar a falta de funcionários, as filas nas agências e a sobrecarga provocada pela redução dos quadros. Também cobraram a revisão do PCS e do piso salarial, apontando problemas na estrutura remuneratória que limitam o crescimento efetivo dos salários.
6ª mesa
Na sexta mesa, em 14 de agosto, o Banco do Brasil novamente não apresentou proposta econômica, deixando a discussão dos reajustes para a mesa única entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Para as demais demandas, o banco se comprometeu a apresentar devolutivas posteriormente.
7ª mesa
A sétima rodada, realizada em 19 de agosto, trouxe alguns avanços pontuais, mas não alterou o quadro geral da negociação. O BB propôs incluir no Acordo Coletivo de Trabalho políticas de ações afirmativas para mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos. Também apresentou a proposta de garantir seis meses de estabilidade na função comissionada para bancárias vítimas de violência doméstica após o retorno ao trabalho e de reduzir a jornada de mulheres em situação de lactação induzida, com extensão para casais homoafetivos em que ambas sejam funcionárias do banco.
Apesar desses pontos, permaneceram sem resposta diversas reivindicações consideradas centrais pela categoria, entre elas a valorização do piso e da carreira, o aperfeiçoamento do PCS/PCR, a recomposição do quadro por meio de concursos, o combate à sobrecarga e às metas abusivas, além de uma solução para a sustentabilidade da Cassi e para a isonomia dos funcionários egressos.
Ao longo das sete mesas, portanto, a negociação avançou na apresentação e detalhamento das reivindicações dos trabalhadores, mas ainda não alcançou o nível de respostas esperado. A CEBB permanece em plantão permanente e cobra do Banco do Brasil propostas concretas capazes de valorizar seus funcionários, melhorar as condições de trabalho e fortalecer o papel público da instituição.
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