26/05/2026
NR-1 entra em vigor nesta terça-feira (26): conheça as novas regras sobre saúde mental no trabalho
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho, abriu uma nova frente de debate sobre saúde mental nas empresas e reforçou a necessidade de participação efetiva dos trabalhadores na construção das políticas de prevenção ao adoecimento. No setor bancário, marcado por metas abusivas, sobrecarga e forte pressão por resultados, o tema ganha ainda mais relevância.
A nova NR-1 estabelece que todas as empresas devem implementar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), incluindo a identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais, inclusive os psicossociais, como estresse, assédio moral, ambiente tóxico e excesso de cobrança. A norma também prevê que os trabalhadores participem de todas as etapas do processo, desde a identificação dos problemas até a construção das soluções.
Para o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, no entanto, a participação dos trabalhadores não pode ser apenas protocolar. A entidade tem cobrado das instituições financeiras mecanismos reais de escuta e acompanhamento, além da presença do movimento sindical nos processos de construção e fiscalização do PGR.
Participação efetiva
O movimento sindical questiona a forma como os bancos pretendem atender à exigência de participação dos empregados nos processos previstos pela norma. Embora a responsabilidade pelo mapeamento dos riscos seja das empresas, a nova regulamentação determina que esse processo ocorra com participação efetiva dos trabalhadores, o que levanta dúvidas sobre como essa participação será garantida na prática.
Para o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam), é inadequado que os bancos tratem a identificação dos riscos psicossociais apenas por meio de questionários internos. Ela critica o fato de essas ferramentas frequentemente investigarem aspectos individuais e privados dos bancários, em vez de analisarem de forma ampla o ambiente de trabalho, a pressão cotidiana e os problemas estruturais que impactam diretamente a saúde mental dos empregados.
Diante desse cenário, o Sindicato defende a criação de uma Comissão Permanente de acompanhamento do PGR, com participação dos representantes dos bancos, do SESMT (Segurança e Medicina do Trabalho), da CIPA (Comissão de Prevenção de Acidentes e Assédio), dos trabalhadores e das entidades sindicais. A proposta busca garantir que o programa não seja apenas um documento formal, mas uma ferramenta concreta de proteção à saúde dos trabalhadores do ramo financeiro.
“Levamos essa pauta para a mesa de negociação porque entendemos que os trabalhadores precisam ter participação real na construção e no acompanhamento das políticas de gestão de riscos dos bancos. Defendemos a criação de um grupo de trabalho com acesso do Sindicato às discussões e consultas realizadas de forma isenta, para que os empregados possam se manifestar sem medo de qualquer tipo de retaliação”, ressalta Sadam.
Pacto pela saúde
O tema da saúde mental também esteve no centro da mesa de negociação entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Sindicato, por meio do Comando Nacional dos Bancários, realizada no dia 15 de maio. Na reunião, o Sindicato reforçou a cobrança para que os bancos assumam compromisso concreto com a saúde da categoria e avancem em medidas efetivas para enfrentar o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais.
Durante a negociação, os representantes dos trabalhadores alertaram para o aumento expressivo dos afastamentos relacionados à saúde mental no setor financeiro e defenderam a construção de um pacto permanente pela saúde dos bancários, com acompanhamento contínuo das condições de trabalho e adoção de ações efetivas de prevenção. O movimento sindical também cobrou o combate às metas abusivas, à hipervigilância, à sobrecarga de trabalho e às práticas de assédio organizacional, fatores apontados como centrais para o adoecimento da categoria.
A nova NR-1 estabelece que todas as empresas devem implementar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), incluindo a identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais, inclusive os psicossociais, como estresse, assédio moral, ambiente tóxico e excesso de cobrança. A norma também prevê que os trabalhadores participem de todas as etapas do processo, desde a identificação dos problemas até a construção das soluções.
Para o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, no entanto, a participação dos trabalhadores não pode ser apenas protocolar. A entidade tem cobrado das instituições financeiras mecanismos reais de escuta e acompanhamento, além da presença do movimento sindical nos processos de construção e fiscalização do PGR.
Participação efetiva
O movimento sindical questiona a forma como os bancos pretendem atender à exigência de participação dos empregados nos processos previstos pela norma. Embora a responsabilidade pelo mapeamento dos riscos seja das empresas, a nova regulamentação determina que esse processo ocorra com participação efetiva dos trabalhadores, o que levanta dúvidas sobre como essa participação será garantida na prática.
Para o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam), é inadequado que os bancos tratem a identificação dos riscos psicossociais apenas por meio de questionários internos. Ela critica o fato de essas ferramentas frequentemente investigarem aspectos individuais e privados dos bancários, em vez de analisarem de forma ampla o ambiente de trabalho, a pressão cotidiana e os problemas estruturais que impactam diretamente a saúde mental dos empregados.
Diante desse cenário, o Sindicato defende a criação de uma Comissão Permanente de acompanhamento do PGR, com participação dos representantes dos bancos, do SESMT (Segurança e Medicina do Trabalho), da CIPA (Comissão de Prevenção de Acidentes e Assédio), dos trabalhadores e das entidades sindicais. A proposta busca garantir que o programa não seja apenas um documento formal, mas uma ferramenta concreta de proteção à saúde dos trabalhadores do ramo financeiro.
“Levamos essa pauta para a mesa de negociação porque entendemos que os trabalhadores precisam ter participação real na construção e no acompanhamento das políticas de gestão de riscos dos bancos. Defendemos a criação de um grupo de trabalho com acesso do Sindicato às discussões e consultas realizadas de forma isenta, para que os empregados possam se manifestar sem medo de qualquer tipo de retaliação”, ressalta Sadam.
Pacto pela saúde
O tema da saúde mental também esteve no centro da mesa de negociação entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Sindicato, por meio do Comando Nacional dos Bancários, realizada no dia 15 de maio. Na reunião, o Sindicato reforçou a cobrança para que os bancos assumam compromisso concreto com a saúde da categoria e avancem em medidas efetivas para enfrentar o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais.
Durante a negociação, os representantes dos trabalhadores alertaram para o aumento expressivo dos afastamentos relacionados à saúde mental no setor financeiro e defenderam a construção de um pacto permanente pela saúde dos bancários, com acompanhamento contínuo das condições de trabalho e adoção de ações efetivas de prevenção. O movimento sindical também cobrou o combate às metas abusivas, à hipervigilância, à sobrecarga de trabalho e às práticas de assédio organizacional, fatores apontados como centrais para o adoecimento da categoria.
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