05/02/2026
Lucro de R$ 15 bi no Santander contrasta com cortes, sobrecarga e retirada de direitos
O banco Santander encerrou 2025 com resultados bilionários. Segundo dados divulgados pelo próprio banco na quarta-feira (4), o lucro líquido gerencial alcançou R$ 15,615 bilhões, um crescimento de 12,6% em relação a 2024. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 4,086 bilhões, alta de 1,9% na comparação com o trimestre anterior, configurando o maior lucro trimestral do banco nos últimos quatro anos.
A rentabilidade também avançou. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 17,6%, com leve alta em doze meses. O desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pelo crescimento das comissões, que avançaram 4,3% no ano, com destaque para cartões, seguros e administração de recursos.
No cenário internacional, o grupo Santander registrou lucro global recorde de € 14,101 bilhões, alta de 12,1% em doze meses, segundo a matriz espanhola. A operação brasileira teve papel central nesse resultado, sendo responsável pelo segundo maior lucro do grupo, com € 2,168 bilhões, atrás apenas da Espanha. O Brasil respondeu por 15,4% do lucro global, confirmando sua importância no conglomerado.
Desde 2019, o Santander fechou 1.367 agências, uma redução de 58,7%, que passaram a ser chamadas de “lojas” nos balanços. No mesmo período, o número de clientes cresceu 22,3 milhões, alta de 47,4%. Na base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, entre 2024 e janeiro deste ano, nove unidades já tiveram as portas fechadas, deixando um rastro de desemprego, precarização e abandono.
“Os números apresentados pelo Santander mostram um banco extremamente lucrativo, que cresce ano após ano e ocupa posição de destaque dentro do grupo internacional. No entanto, esse resultado bilionário não se traduz em valorização para seus funcionários. Pelo contrário: o que vemos é uma política permanente de cortes, reestruturações e fechamento de unidades, que desmonta o atendimento presencial e empurra os trabalhadores para um ritmo cada vez mais exaustivo, com menos equipes e mais cobrança por metas”, denuncia Júlio César Trigo, diretor do Sindicato.
O dirigente também denuncia a transferência de bancários para empresas do próprio grupo, com CNPJs diferentes, como a F1RST. Essa prática, adotada há anos, tem como objetivo retirar trabalhadores da categoria bancária, reduzindo direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho e promovendo rebaixamento salarial.
“Esse modelo prejudica diretamente os bancários, que convivem com sobrecarga, adoecimento e insegurança constante, mas também atinge em cheio os clientes e a população. Além do fechamento de agências e da redução de equipes, o banco tem ampliado a terceirização e a substituição de trabalhadores bancários por mão de obra mais barata e com menos direitos, o que precariza ainda mais o atendimento e enfraquece a categoria. O resultado aparece no dia a dia: filas maiores, dificuldade de acesso aos serviços, piora na qualidade do atendimento e abandono das cidades menores, onde a retirada de unidades representa a perda de um serviço essencial. É uma lógica que coloca o lucro acima das pessoas e transfere o custo dessa política para trabalhadores, consumidores e toda a sociedade”, reforça Trigo.
A rentabilidade também avançou. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 17,6%, com leve alta em doze meses. O desempenho foi impulsionado, entre outros fatores, pelo crescimento das comissões, que avançaram 4,3% no ano, com destaque para cartões, seguros e administração de recursos.
No cenário internacional, o grupo Santander registrou lucro global recorde de € 14,101 bilhões, alta de 12,1% em doze meses, segundo a matriz espanhola. A operação brasileira teve papel central nesse resultado, sendo responsável pelo segundo maior lucro do grupo, com € 2,168 bilhões, atrás apenas da Espanha. O Brasil respondeu por 15,4% do lucro global, confirmando sua importância no conglomerado.
Desde 2019, o Santander fechou 1.367 agências, uma redução de 58,7%, que passaram a ser chamadas de “lojas” nos balanços. No mesmo período, o número de clientes cresceu 22,3 milhões, alta de 47,4%. Na base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, entre 2024 e janeiro deste ano, nove unidades já tiveram as portas fechadas, deixando um rastro de desemprego, precarização e abandono.
“Os números apresentados pelo Santander mostram um banco extremamente lucrativo, que cresce ano após ano e ocupa posição de destaque dentro do grupo internacional. No entanto, esse resultado bilionário não se traduz em valorização para seus funcionários. Pelo contrário: o que vemos é uma política permanente de cortes, reestruturações e fechamento de unidades, que desmonta o atendimento presencial e empurra os trabalhadores para um ritmo cada vez mais exaustivo, com menos equipes e mais cobrança por metas”, denuncia Júlio César Trigo, diretor do Sindicato.
O dirigente também denuncia a transferência de bancários para empresas do próprio grupo, com CNPJs diferentes, como a F1RST. Essa prática, adotada há anos, tem como objetivo retirar trabalhadores da categoria bancária, reduzindo direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho e promovendo rebaixamento salarial.
“Esse modelo prejudica diretamente os bancários, que convivem com sobrecarga, adoecimento e insegurança constante, mas também atinge em cheio os clientes e a população. Além do fechamento de agências e da redução de equipes, o banco tem ampliado a terceirização e a substituição de trabalhadores bancários por mão de obra mais barata e com menos direitos, o que precariza ainda mais o atendimento e enfraquece a categoria. O resultado aparece no dia a dia: filas maiores, dificuldade de acesso aos serviços, piora na qualidade do atendimento e abandono das cidades menores, onde a retirada de unidades representa a perda de um serviço essencial. É uma lógica que coloca o lucro acima das pessoas e transfere o custo dessa política para trabalhadores, consumidores e toda a sociedade”, reforça Trigo.
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