07/03/2025
GT do Itaú discute melhorias nos processos da junta médica
Na tarde desta quinta-feira (6), membros do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú, da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e da direção do banco se reuniram para debater melhorias nos processos da junta médica.
O Itaú iniciou, em novembro de 2024, um projeto piloto para a formação da junta médica, conforme previsto na cláusula 29 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O objetivo da junta é avaliar a continuidade da complementação salarial por até 24 meses para bancários afastados pelo INSS há mais de 12 meses. No entanto, a junta médica não tem o poder de suspender nem interferir no afastamento concedido pela perícia do INSS.
Sindicatos que acompanham processos de bancários que já passaram pela junta médica relataram diversos problemas. Diante disso, foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho da Junta Médica para buscar soluções. O coletivo é composto pelas coordenadoras da COE Itaú, Valeska Pincovai e Maria Izabel Menezes; pelas coordenadoras do GT de Saúde Itaú, Rosângela Lorenzetti e Luciana Duarte; e por representantes dos sindicatos de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
Durante a reunião, o GT apresentou uma proposta de fluxo de trabalho para o funcionamento das juntas médicas. Entre as principais sugestões, destacam-se:
O Itaú iniciou, em novembro de 2024, um projeto piloto para a formação da junta médica, conforme previsto na cláusula 29 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O objetivo da junta é avaliar a continuidade da complementação salarial por até 24 meses para bancários afastados pelo INSS há mais de 12 meses. No entanto, a junta médica não tem o poder de suspender nem interferir no afastamento concedido pela perícia do INSS.
Sindicatos que acompanham processos de bancários que já passaram pela junta médica relataram diversos problemas. Diante disso, foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho da Junta Médica para buscar soluções. O coletivo é composto pelas coordenadoras da COE Itaú, Valeska Pincovai e Maria Izabel Menezes; pelas coordenadoras do GT de Saúde Itaú, Rosângela Lorenzetti e Luciana Duarte; e por representantes dos sindicatos de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
Durante a reunião, o GT apresentou uma proposta de fluxo de trabalho para o funcionamento das juntas médicas. Entre as principais sugestões, destacam-se:
- O banco deve realizar um contato telefônico prévio com o bancário para explicar o processo antes do envio do telegrama oficial.
- O prazo de 20 dias para a realização da junta médica deve começar a contar a partir do primeiro dia útil após o recebimento da comunicação formal.
- O sindicato e o bancário devem ser notificados com pelo menos 21 dias de antecedência.
O banco ouviu as sugestões, esclareceu dúvidas e se comprometeu a trazer, na próxima reunião – agendada para 14 de março –, suas considerações e eventuais complementações à proposta, com o objetivo de definir um direcionamento único.
Os participantes também discutiram aspectos operacionais do processo, como prazos, comunicação, honorários médicos e o suporte operacional e psicológico aos bancários, sempre com foco na humanização do procedimento e na melhoria da gestão da empresa prestadora de serviços.
A reunião foi concluída com a apresentação, por parte do banco, de dados sobre as juntas médicas já realizadas. Além disso, ficou acordado que, no próximo encontro, será discutida a versão final da proposta do GT, e que o banco deverá apresentar indicadores atualizados e estratificados por sindicato sobre as juntas médicas concluídas.
“Banco prioriza metas abusivas em vez da saúde dos bancários”
Para Rosângela Lorenzetti, coordenadora do GT de Saúde Itaú, a postura do banco é preocupante. "É lamentável que, mais uma vez, o banco, em vez de priorizar a saúde dos bancários e bancárias e modificar sua gestão baseada em metas abusivas e produtividade inalcançável – fatores comprovadamente adoecedores –, direcione seus esforços para encerrar um benefício (complementação salarial) justamente quando os trabalhadores estão mais fragilizados pelo adoecimento."
Os participantes também discutiram aspectos operacionais do processo, como prazos, comunicação, honorários médicos e o suporte operacional e psicológico aos bancários, sempre com foco na humanização do procedimento e na melhoria da gestão da empresa prestadora de serviços.
A reunião foi concluída com a apresentação, por parte do banco, de dados sobre as juntas médicas já realizadas. Além disso, ficou acordado que, no próximo encontro, será discutida a versão final da proposta do GT, e que o banco deverá apresentar indicadores atualizados e estratificados por sindicato sobre as juntas médicas concluídas.
“Banco prioriza metas abusivas em vez da saúde dos bancários”
Para Rosângela Lorenzetti, coordenadora do GT de Saúde Itaú, a postura do banco é preocupante. "É lamentável que, mais uma vez, o banco, em vez de priorizar a saúde dos bancários e bancárias e modificar sua gestão baseada em metas abusivas e produtividade inalcançável – fatores comprovadamente adoecedores –, direcione seus esforços para encerrar um benefício (complementação salarial) justamente quando os trabalhadores estão mais fragilizados pelo adoecimento."
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