25/02/2025
Jornal Estadão comprova uso de fake news contra a Previ
Um vídeo que está circulando nas redes sociais com informações falsas sobre o Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Previ, foi analisado pela editoria Estadão Verifica, do Jornal O Estado de S.Paulo, que comprovou que a peça é fake news (notícia falsa).
No material enganoso, o apresentador Paulo Echebarria, do canal Mundial Telenotícias, diz que a Previ perdeu R$ 40 bilhões entre o final do governo de Jair Bolsonaro (PL) e os dois primeiros anos do atual governo Lula. Além disso, que o fundo teria registrado lucro de R$ 21 bilhões no primeiro e, agora, no governo petista, perda de R$ 19 bilhões.
"O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Na realidade, a Previ registrou superávit de R$ 4,7 bilhões em 2022, final do mandato de Bolsonaro. O dado mais recente, divulgado durante a gestão de Lula, de novembro de 2024, mostra que o superávit agora é de R$ 528 milhões", observou o noticiário.
O valor citado na reportagem, de R$ 528 milhões, refere-se ao superávit acumulado, entre janeiro e novembro, só no Plano 1, não incluindo os resultados do Previ Futuro, que, até novembro de 2024, acumulava ganhos de 2,29% naquele ano, com R$ 34,2 bilhões em ativos.
O Estadão disse ainda que procurou o canal Mundial Telenotícias para questionar os dados apresentados no vídeo, mas até a publicação do texto não obteve respostas.
Em nota sobre a fake news, a Previ pontuou que desde que o Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou uma auditoria, no início de fevereiro, para analisar um período específico, de janeiro a novembro de 2024, quando o Plano 1 teve déficit, vem lidando com uma série de informações divulgadas na mídia e redes sociais.
"Não existe rombo na Previ e os associados não correm risco de pagamento de contribuições extraordinárias", disse a entidade. "O déficit mencionado pelo TCU, no valor de R$ 14 bilhões, é um recorte referente a um período muito específico – de janeiro a novembro de 2024 – em que houve grande oscilação do mercado financeiro. Foi um ano desafiador, que impactou diretamente os investimentos da Previ. Mesmo assim, os investimentos do Plano 1 tiveram desempenho positivo", completou.
Em entrevista ao portal Capital Aberto, a diretora eleita de Planejamento da Previ, Paula Goto, ressaltou que, mesmo diante do cenário de 2024, o Plano 1 manteve-se em equilíbrio, por causa do histórico de gestão que lhe permitiu ter um significativo colchão de reserva. "Nos últimos 20 anos, a carteira de investimentos do Plano 1 acumulou uma rentabilidade 273% acima da meta atuarial. A rentabilidade do plano também supera o CDI e o Ibovespa no acumulado dos últimos 15 anos. No fim das contas, mesmo diante de um ano tão desafiador, o Plano 1 apenas consumiu parte do 'colchão de reserva' acumulado até 2023, chegando aos tais R$ 14 bilhões de déficit no exercício, até novembro de 2024. Porém, com um resultado acumulado ainda de um superávit de R$ 528 milhões, o que mostra que ele se encontra em equilíbrio para continuar honrando com seus compromissos de longo prazo", pontuou.
A quem interessam as fake news
A funcionária do BB e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, comentou com preocupação o volume de fake news que estão surgindo. "O que temos notado é que estão jogando a Previ para dentro de uma disputa política que não é nossa, com isso, colocando em risco o patrimônio das trabalhadoras e trabalhadores do BB. No caso desta fake news, divulgada por um canal bastante desconhecido e que não quis se pronunciar ao Estadão, isso fica claro. Entretanto, a Previ é uma entidade privada, que não está ligada a partido algum, pertence aos funcionários do BB e é gerenciada por funcionários do BB, sendo parte eleita pelos próprios associados", observou.
Em entrevista ao canal do YouTube, TVGGN, do jornalista Luis Nassif, o ex-diretor de Administração da Previ e funcionário aposentado do BB, Francisco Alexandre, ressaltou que a entidade está preparada para auditorias, que já são realizadas, periodicamente, por mecanismos internos e externos. Ele também lembrou que o fundo foi investigado por comissões parlamentares de inquéritos (CPI), do Congresso, junto com outros fundos de pensão, e saiu "incólume" de todas elas. "Não tenho dúvidas que nessa iniciativa do TCU, que é mais uma outra [auditoria], a Previ vai demonstrar que lá tem gestão", completou.
Em outro trecho da entrevista, Francisco Alexandre, ressaltou a importância de os associados se manterem atentos às tentativas de afastá-los da gestão dos planos de investimento do fundo. "A Previ tem [cerca de] 250 bilhões de patrimônio. E já teve movimentos, no passado, para terceirizar a gestão. E eu sou daqueles que dizem: nós viemos de um banco que tem 210 anos, somos profissionais desse banco, a gente administra recursos de terceiros, administra finanças, faz negócios financeiros. Não faz sentido que na Previ nós não tenhamos os empregados na gestão desses recursos", explicou.
"Se eu terceirizar, numa hipótese grosseira, 50% da carteira, o problema não está no ticket que você pague [ao gestor terceirizado] mas na taxa de administração, que pode ser de 1% ou 0,8%, com isso estamos falando de um [ganho] de quase R$ 1 bilhão/ano, para administrar essa carteira. E, mais que isso, quando a carteira gera acima do patamar do contrato, 20% é de quem faz a gestão da carteira. E, na Previ, a gente faz tudo isso e [o ganho todo] fica para o participante", pontuou.
No material enganoso, o apresentador Paulo Echebarria, do canal Mundial Telenotícias, diz que a Previ perdeu R$ 40 bilhões entre o final do governo de Jair Bolsonaro (PL) e os dois primeiros anos do atual governo Lula. Além disso, que o fundo teria registrado lucro de R$ 21 bilhões no primeiro e, agora, no governo petista, perda de R$ 19 bilhões.
"O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Na realidade, a Previ registrou superávit de R$ 4,7 bilhões em 2022, final do mandato de Bolsonaro. O dado mais recente, divulgado durante a gestão de Lula, de novembro de 2024, mostra que o superávit agora é de R$ 528 milhões", observou o noticiário.
O valor citado na reportagem, de R$ 528 milhões, refere-se ao superávit acumulado, entre janeiro e novembro, só no Plano 1, não incluindo os resultados do Previ Futuro, que, até novembro de 2024, acumulava ganhos de 2,29% naquele ano, com R$ 34,2 bilhões em ativos.
O Estadão disse ainda que procurou o canal Mundial Telenotícias para questionar os dados apresentados no vídeo, mas até a publicação do texto não obteve respostas.
Em nota sobre a fake news, a Previ pontuou que desde que o Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou uma auditoria, no início de fevereiro, para analisar um período específico, de janeiro a novembro de 2024, quando o Plano 1 teve déficit, vem lidando com uma série de informações divulgadas na mídia e redes sociais.
"Não existe rombo na Previ e os associados não correm risco de pagamento de contribuições extraordinárias", disse a entidade. "O déficit mencionado pelo TCU, no valor de R$ 14 bilhões, é um recorte referente a um período muito específico – de janeiro a novembro de 2024 – em que houve grande oscilação do mercado financeiro. Foi um ano desafiador, que impactou diretamente os investimentos da Previ. Mesmo assim, os investimentos do Plano 1 tiveram desempenho positivo", completou.
Em entrevista ao portal Capital Aberto, a diretora eleita de Planejamento da Previ, Paula Goto, ressaltou que, mesmo diante do cenário de 2024, o Plano 1 manteve-se em equilíbrio, por causa do histórico de gestão que lhe permitiu ter um significativo colchão de reserva. "Nos últimos 20 anos, a carteira de investimentos do Plano 1 acumulou uma rentabilidade 273% acima da meta atuarial. A rentabilidade do plano também supera o CDI e o Ibovespa no acumulado dos últimos 15 anos. No fim das contas, mesmo diante de um ano tão desafiador, o Plano 1 apenas consumiu parte do 'colchão de reserva' acumulado até 2023, chegando aos tais R$ 14 bilhões de déficit no exercício, até novembro de 2024. Porém, com um resultado acumulado ainda de um superávit de R$ 528 milhões, o que mostra que ele se encontra em equilíbrio para continuar honrando com seus compromissos de longo prazo", pontuou.
A quem interessam as fake news
A funcionária do BB e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, comentou com preocupação o volume de fake news que estão surgindo. "O que temos notado é que estão jogando a Previ para dentro de uma disputa política que não é nossa, com isso, colocando em risco o patrimônio das trabalhadoras e trabalhadores do BB. No caso desta fake news, divulgada por um canal bastante desconhecido e que não quis se pronunciar ao Estadão, isso fica claro. Entretanto, a Previ é uma entidade privada, que não está ligada a partido algum, pertence aos funcionários do BB e é gerenciada por funcionários do BB, sendo parte eleita pelos próprios associados", observou.
Em entrevista ao canal do YouTube, TVGGN, do jornalista Luis Nassif, o ex-diretor de Administração da Previ e funcionário aposentado do BB, Francisco Alexandre, ressaltou que a entidade está preparada para auditorias, que já são realizadas, periodicamente, por mecanismos internos e externos. Ele também lembrou que o fundo foi investigado por comissões parlamentares de inquéritos (CPI), do Congresso, junto com outros fundos de pensão, e saiu "incólume" de todas elas. "Não tenho dúvidas que nessa iniciativa do TCU, que é mais uma outra [auditoria], a Previ vai demonstrar que lá tem gestão", completou.
Em outro trecho da entrevista, Francisco Alexandre, ressaltou a importância de os associados se manterem atentos às tentativas de afastá-los da gestão dos planos de investimento do fundo. "A Previ tem [cerca de] 250 bilhões de patrimônio. E já teve movimentos, no passado, para terceirizar a gestão. E eu sou daqueles que dizem: nós viemos de um banco que tem 210 anos, somos profissionais desse banco, a gente administra recursos de terceiros, administra finanças, faz negócios financeiros. Não faz sentido que na Previ nós não tenhamos os empregados na gestão desses recursos", explicou.
"Se eu terceirizar, numa hipótese grosseira, 50% da carteira, o problema não está no ticket que você pague [ao gestor terceirizado] mas na taxa de administração, que pode ser de 1% ou 0,8%, com isso estamos falando de um [ganho] de quase R$ 1 bilhão/ano, para administrar essa carteira. E, mais que isso, quando a carteira gera acima do patamar do contrato, 20% é de quem faz a gestão da carteira. E, na Previ, a gente faz tudo isso e [o ganho todo] fica para o participante", pontuou.
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