10/02/2025
Bradesco: Lucro cresce 20%, mas banco demitiu 2,2 mil em 2024
O Banco Bradesco obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 19,6 bilhões, em 2024, crescimento de 20% em relação ao resultado do ano anterior. Considerando apenas o resultado do quarto trimestre, o crescimento foi de 3,4%, tendo em vista que o lucro foi de R$ 5,4 bilhões, frente aos R$ 5,2 bilhões do trimestre imediatamente anterior.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco ficou em 11,7%, 1,7 ponto percentual (p.p.) a mais em doze meses. De acordo com o relatório do banco, a melhora na margem bruta com clientes, que cresceu 3,3%, e a redução da PDD (-10,7%), influenciaram no aumento do lucro. O documento também destaca o resultado das operações de seguros, que atingiu R$ 5,5 bilhões, com um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, impulsionado pela redução da sinistralidade.
Menos emprego e menos agências
A holding Bradesco encerrou 2024 com 84.022 funcionários (sendo 72.642 do Banco Bradesco), com fechamento de 2.200 postos de trabalho em doze meses. A base de clientes cresceu em 3,2 milhões em relação a dezembro de 2023, totalizando 109,1 milhões.
Além de reduzir o número de funcionários, o banco também reduziu sua estrutura física. Foram fechadas 390 agências, 903 postos de atendimento e 92 unidades de negócios em doze meses. Com isso, o Bradesco chegou ao final de 2024 com 2305 agências, 728 postos de atendimento e 728 unidades de negócios.
As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias cresceram 5,2% em doze meses, totalizando R$ 29,7 bilhões. Esta é uma receita secundária, irrisória frente à arrecadação obtida pelo banco com suas transações financeiras principais. Mesmo assim, apenas com estas receitas secundárias, o banco consegue cobrir toda as despesas de pessoal (R$ 24,4 bilhões), e ainda sobra 21,8% do valor arrecado.
“Um banco que tem 20% de crescimento do lucro, rentabilidade de quase 12%, com crescimento de quase 2% no ano, aumento de 3,2 milhões de clientes e mesmo assim promove redução de pessoal e de unidades de atendimento, está fazendo mais com menos. Os esforços dos funcionários, que resistem bravamente, e conseguem fazer com que o banco obtenha esses excelentes resultados, precisam ser reconhecidos”, observou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira. “Não pode ser uma política que apenas precariza as condições de trabalho e prejudica o atendimento aos clientes e não reconhece os esforços dos empregados que conseguem manter seus empregos”, completou.
"Os números evidenciam aquilo que o Sindicato vem denunciando há anos. E por isso, estamos constantemente pressionando o Bradesco e demais bancos, nas redes sociais e nas ruas, com campanhas contra demissão e pela valorização dos bancários, para que promovam um ambiente de trabalho mais saudável por meio da diminuição das metas e com a ampliação das contratações. A conta sobra para o funcionário e a população, que sofrem as consequências com a sobrecarga de trabalho, o adoecimento e filas para o atendimento. Os números, porém, comprovam que a instituição pode e deve contratar mais. Cobramos do Bradesco empatia e respeito pelos bancários, que têm redobrado os esforços para que possa que o banco consiga atingir resultados tão expressivos", ressalta o diretor do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo.
Carteira
A Carteira de Crédito Expandida do banco apresentou expansão de 11,9% em doze meses, somando R$ 981,7 bilhões em dezembro de 2024. A carteira pessoa física cresceu 13,3% no período, totalizando R$ 414,1 bilhões. Os destaques desse segmento foram o crédito pessoal (+24,8%), o imobiliário (+14,9%) e crédito rural (51,2%). O segmento pessoa jurídica apresentou crescimento de 10,9% no período, totalizando R$ 567,6 bilhões. O saldo da carteira de grandes empresas cresceu 2,5%, enquanto o das micro, pequenas e médias empresas, registrou expansão de 28% em 12 meses. A taxa de inadimplência superior a 90 dias ficou em 4% ao final de 2024, com queda de 1,2 p.p. em comparação a 2023.
Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese):
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco ficou em 11,7%, 1,7 ponto percentual (p.p.) a mais em doze meses. De acordo com o relatório do banco, a melhora na margem bruta com clientes, que cresceu 3,3%, e a redução da PDD (-10,7%), influenciaram no aumento do lucro. O documento também destaca o resultado das operações de seguros, que atingiu R$ 5,5 bilhões, com um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, impulsionado pela redução da sinistralidade.
Menos emprego e menos agências
A holding Bradesco encerrou 2024 com 84.022 funcionários (sendo 72.642 do Banco Bradesco), com fechamento de 2.200 postos de trabalho em doze meses. A base de clientes cresceu em 3,2 milhões em relação a dezembro de 2023, totalizando 109,1 milhões.
Além de reduzir o número de funcionários, o banco também reduziu sua estrutura física. Foram fechadas 390 agências, 903 postos de atendimento e 92 unidades de negócios em doze meses. Com isso, o Bradesco chegou ao final de 2024 com 2305 agências, 728 postos de atendimento e 728 unidades de negócios.
As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias cresceram 5,2% em doze meses, totalizando R$ 29,7 bilhões. Esta é uma receita secundária, irrisória frente à arrecadação obtida pelo banco com suas transações financeiras principais. Mesmo assim, apenas com estas receitas secundárias, o banco consegue cobrir toda as despesas de pessoal (R$ 24,4 bilhões), e ainda sobra 21,8% do valor arrecado.
“Um banco que tem 20% de crescimento do lucro, rentabilidade de quase 12%, com crescimento de quase 2% no ano, aumento de 3,2 milhões de clientes e mesmo assim promove redução de pessoal e de unidades de atendimento, está fazendo mais com menos. Os esforços dos funcionários, que resistem bravamente, e conseguem fazer com que o banco obtenha esses excelentes resultados, precisam ser reconhecidos”, observou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira. “Não pode ser uma política que apenas precariza as condições de trabalho e prejudica o atendimento aos clientes e não reconhece os esforços dos empregados que conseguem manter seus empregos”, completou.
"Os números evidenciam aquilo que o Sindicato vem denunciando há anos. E por isso, estamos constantemente pressionando o Bradesco e demais bancos, nas redes sociais e nas ruas, com campanhas contra demissão e pela valorização dos bancários, para que promovam um ambiente de trabalho mais saudável por meio da diminuição das metas e com a ampliação das contratações. A conta sobra para o funcionário e a população, que sofrem as consequências com a sobrecarga de trabalho, o adoecimento e filas para o atendimento. Os números, porém, comprovam que a instituição pode e deve contratar mais. Cobramos do Bradesco empatia e respeito pelos bancários, que têm redobrado os esforços para que possa que o banco consiga atingir resultados tão expressivos", ressalta o diretor do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo.
Carteira
A Carteira de Crédito Expandida do banco apresentou expansão de 11,9% em doze meses, somando R$ 981,7 bilhões em dezembro de 2024. A carteira pessoa física cresceu 13,3% no período, totalizando R$ 414,1 bilhões. Os destaques desse segmento foram o crédito pessoal (+24,8%), o imobiliário (+14,9%) e crédito rural (51,2%). O segmento pessoa jurídica apresentou crescimento de 10,9% no período, totalizando R$ 567,6 bilhões. O saldo da carteira de grandes empresas cresceu 2,5%, enquanto o das micro, pequenas e médias empresas, registrou expansão de 28% em 12 meses. A taxa de inadimplência superior a 90 dias ficou em 4% ao final de 2024, com queda de 1,2 p.p. em comparação a 2023.
Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese):
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