25/09/2024
Representantes dos usuários do Saúde Caixa voltam a cobrar do banco dados para avaliar aumento de custos do plano de saúde
Os representantes dos usuários do Saúde Caixa voltaram a cobrar do banco os dados primários do plano de saúde dos empregados e aposentados do banco público. Em reunião, realizada na última semana, os dados apresentados pelo banco foram considerados insuficientes para analisar as despesas assistenciais.
“É fundamental que sejam apresentados os dados primários, para que a gente possa fazer uma avaliação de onde estão sendo feitos estes gastos. Os conselheiros eleitos não veem motivo para que a Caixa não apresente os dados primários para o conselho”, justifica o conselheiro eleito Chico Pugliesi.
As representações dos trabalhadores e aposentados do banco têm recebido muitas reclamações sobre superfaturamento de serviços. Segundo Pugliesi, as informações que a Caixa levou para reunião apontam para um aumento elevado dos materiais e medicamentos hospitalares. Cita que, em alguns casos, verifica-se aumento superior a 200% no período de 12 meses.
“O que tem sido apresentado são sempre dados contábeis e incompletos, sem cruzamento de fato com a questão médica e humana. Precisamos saber o que gera o adoecimento e precisamos saber como são os gastos em determinados CIDs (Classificação Internacional de Doenças)”, complementou Pugliesi.
"É necessário que se tenha total transparência se os valores cobrados estão corretos. E é importante também que os usuários fiquem atentos, confiram os demonstrativos de utilização do Saúde Caixa e, caso não reconheçam alguma cobrança, deverão abrir reclamação no site do plano de saúde", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Outra questão preocupante em relação aos números é o déficit apontado pela Caixa. Sem detalhar as informações, o banco informou aos conselheiros que as receitas foram na ordem de R$ 2.288,6 milhões e as despesas R$ 2.600,2 milhões, o que representa um déficit de R$ 311 milhões. A reserva técnica informada pela empresa é de R$ 108, 9 milhões.
Os representantes dos usuários no Conselho reforçam que como as informações que vem sendo repassadas pela Caixa não são atuariais, não podem validar como precisas. “Como podemos saber se o déficit é real se não temos a informação do montante da folha e se chegou mesmo ao teto de 6,5%”, questionam.
Atualmente, segundo os números apresentados, o Saúde Caixa conta com 277.023 beneficiários. A quantidade de atendimentos até agosto deste ano foi de 2.968.396. As despesas assistenciais em agosto realizadas foram na ordem de R$ 373.950 milhões.
Os representantes da Caixa apresentaram também informações sobre a arrecadação no primeiro semestre de 2024 e credenciamento estratégico do plano de saúde.
Gipes
Os conselheiros eleitos voltaram a cobrar a criação de uma área específica nas Gipes (Gestão de Pessoas) para tratar das questões relativas ao Saúde Caixa. A retomada destas estruturas regionais, em agosto, foi uma conquista dos trabalhadores, firmada no acordo específico do plano de saúde. “É fundamental integrar o atendimento do Saúde Caixa às Gipes”, reforça Chico Pugliesi.
RH 223
A Caixa informou sobre mudanças no RH 223. Algumas das novidades dizem respeito aos serviços voltados aos portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista), como ajustes no fluxo de Escola Especializada ou Inclusiva (PCD). Com isso, a autorização inicial passará a ter vigência da série cursada até a conclusão do ensino médio, desde que não ocorra mudança de escola. As autorizações para as terapias contínuas passaram a ter a validade de 1 ano.
“É fundamental que sejam apresentados os dados primários, para que a gente possa fazer uma avaliação de onde estão sendo feitos estes gastos. Os conselheiros eleitos não veem motivo para que a Caixa não apresente os dados primários para o conselho”, justifica o conselheiro eleito Chico Pugliesi.
As representações dos trabalhadores e aposentados do banco têm recebido muitas reclamações sobre superfaturamento de serviços. Segundo Pugliesi, as informações que a Caixa levou para reunião apontam para um aumento elevado dos materiais e medicamentos hospitalares. Cita que, em alguns casos, verifica-se aumento superior a 200% no período de 12 meses.
“O que tem sido apresentado são sempre dados contábeis e incompletos, sem cruzamento de fato com a questão médica e humana. Precisamos saber o que gera o adoecimento e precisamos saber como são os gastos em determinados CIDs (Classificação Internacional de Doenças)”, complementou Pugliesi.
"É necessário que se tenha total transparência se os valores cobrados estão corretos. E é importante também que os usuários fiquem atentos, confiram os demonstrativos de utilização do Saúde Caixa e, caso não reconheçam alguma cobrança, deverão abrir reclamação no site do plano de saúde", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Outra questão preocupante em relação aos números é o déficit apontado pela Caixa. Sem detalhar as informações, o banco informou aos conselheiros que as receitas foram na ordem de R$ 2.288,6 milhões e as despesas R$ 2.600,2 milhões, o que representa um déficit de R$ 311 milhões. A reserva técnica informada pela empresa é de R$ 108, 9 milhões.
Os representantes dos usuários no Conselho reforçam que como as informações que vem sendo repassadas pela Caixa não são atuariais, não podem validar como precisas. “Como podemos saber se o déficit é real se não temos a informação do montante da folha e se chegou mesmo ao teto de 6,5%”, questionam.
Atualmente, segundo os números apresentados, o Saúde Caixa conta com 277.023 beneficiários. A quantidade de atendimentos até agosto deste ano foi de 2.968.396. As despesas assistenciais em agosto realizadas foram na ordem de R$ 373.950 milhões.
Os representantes da Caixa apresentaram também informações sobre a arrecadação no primeiro semestre de 2024 e credenciamento estratégico do plano de saúde.
Gipes
Os conselheiros eleitos voltaram a cobrar a criação de uma área específica nas Gipes (Gestão de Pessoas) para tratar das questões relativas ao Saúde Caixa. A retomada destas estruturas regionais, em agosto, foi uma conquista dos trabalhadores, firmada no acordo específico do plano de saúde. “É fundamental integrar o atendimento do Saúde Caixa às Gipes”, reforça Chico Pugliesi.
RH 223
A Caixa informou sobre mudanças no RH 223. Algumas das novidades dizem respeito aos serviços voltados aos portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista), como ajustes no fluxo de Escola Especializada ou Inclusiva (PCD). Com isso, a autorização inicial passará a ter vigência da série cursada até a conclusão do ensino médio, desde que não ocorra mudança de escola. As autorizações para as terapias contínuas passaram a ter a validade de 1 ano.
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