30/10/2023
Após demitir dezenas, Itaú surpreende com "oferta" de consultoria paga para demitidos
Na última semana, compartilhamos uma matéria divulgada pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, que denunciava a demissão de 36 bancários do Itaú, da Superintendência de Operações Legais. A este processo doloroso para cada um destes trabalhadores foi acrescentado um evento, no mínimo, estranho.
Junto com o que o banco chama de ‘kit desligamento’, o passo a passo para o trabalhador demitido realizar sua homologação, devolver o notebook, entre outros pontos, houve a indicação de uma empresa para assessorar os demitidos na tentativa de realocação no mercado de trabalho por meio de vídeo chamadas com aconselhamento sobre carreira, elaboração de currículo, entre outras questões.
Porém, o que parecia um benefício proporcionado pelo Itaú aos trabalhadores, logo se transformou em desconfiança, pois uma funcionária desta assessoria contatou os demitidos e conduziu a conversa como se a consultoria fosse parte do processo de desligamento, mas no final do contato pediu para que realizassem um pix como pagamento pelo serviço.
Diante desta situação, o Sindicato procurou o banco para esclarecimentos e o RH confirmou que se trata de uma empresa real e que a consultoria realmente é paga, mas que os bancários podem utilizar a verba de requalificação profissional, garantida na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), para este fim.
O movimento sindical considera uma insensibilidade do banco cobrar pela consultoria após sequer ter dado chance aos trabalhadores de se realocarem, e, que embora a verba de requalificação possa ser usada para esta finalidade, os bancários deveriam saber de forma transparente de que se tratava de um serviço opcional.
O RH do Itaú se comprometeu a reorientar a consultoria para que a oferta do serviço fique mais clara.
"Mais uma vez o Itaú 'inova' para pior, agora com uma 'oferta' de consultoria paga para demitidos, pouco tempo depois do conceito de 'demissão humanizada'. Reforçamos que, com os resultados que apresenta, nada justifica continuar eliminando postos de trabalho. Ao invés de demitir e cobrar por orientação para realocação destes trabalhadores no mercado de trabalho, o banco deveria assumir a responsabilidade de realocar estes trabalhadores na própria empresa. Isso sim é colocar em prática o discurso de respeito e humanidade tão difundido em suas propagandas milionárias", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Sérgio Luís de Castro Ribeiro (Chimbica).
Junto com o que o banco chama de ‘kit desligamento’, o passo a passo para o trabalhador demitido realizar sua homologação, devolver o notebook, entre outros pontos, houve a indicação de uma empresa para assessorar os demitidos na tentativa de realocação no mercado de trabalho por meio de vídeo chamadas com aconselhamento sobre carreira, elaboração de currículo, entre outras questões.
Porém, o que parecia um benefício proporcionado pelo Itaú aos trabalhadores, logo se transformou em desconfiança, pois uma funcionária desta assessoria contatou os demitidos e conduziu a conversa como se a consultoria fosse parte do processo de desligamento, mas no final do contato pediu para que realizassem um pix como pagamento pelo serviço.
Diante desta situação, o Sindicato procurou o banco para esclarecimentos e o RH confirmou que se trata de uma empresa real e que a consultoria realmente é paga, mas que os bancários podem utilizar a verba de requalificação profissional, garantida na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), para este fim.
O movimento sindical considera uma insensibilidade do banco cobrar pela consultoria após sequer ter dado chance aos trabalhadores de se realocarem, e, que embora a verba de requalificação possa ser usada para esta finalidade, os bancários deveriam saber de forma transparente de que se tratava de um serviço opcional.
O RH do Itaú se comprometeu a reorientar a consultoria para que a oferta do serviço fique mais clara.
"Mais uma vez o Itaú 'inova' para pior, agora com uma 'oferta' de consultoria paga para demitidos, pouco tempo depois do conceito de 'demissão humanizada'. Reforçamos que, com os resultados que apresenta, nada justifica continuar eliminando postos de trabalho. Ao invés de demitir e cobrar por orientação para realocação destes trabalhadores no mercado de trabalho, o banco deveria assumir a responsabilidade de realocar estes trabalhadores na própria empresa. Isso sim é colocar em prática o discurso de respeito e humanidade tão difundido em suas propagandas milionárias", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Sérgio Luís de Castro Ribeiro (Chimbica).
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE e Caixa debatem melhorias no canal de atendimento às vítimas de violência doméstica
- Após cobrança das entidades sindicais, Caixa agenda reunião para discutir o Super Caixa
- Fenae promove live para debater balanço da Funcef com candidatos do 2º turno
- Reorganização sindical e comunicação estratégica marcam último painel do sábado (28) no 7º Congresso da Contraf-CUT
- 7º Congresso Contraf-CUT aprova planos de luta para o próximo período
- Análise de conjuntura nacional e internacional marca abertura do segundo dia do 7º Congresso da Contraf-CUT
- Eleições Funcef: três candidaturas apoiadas pelo Sindicato disputam segundo turno
- 7º Congresso da Contraf-CUT debate os desafios para a manutenção de direitos dos trabalhadores
- Mesmos serviços, mesmo direitos: categoria debate saídas contra avanço da precarização trabalhista no setor financeiro
- Sindicato participa de audiência na Alesp e reforça mobilização pelo fim da escala 6×1
- 7º Congresso da Contraf-CUT homenageia história de luta da categoria bancária
- 7º Congresso da Contraf-CUT debaterá sobre mudanças no sistema financeiro
- ONU reconhece escravização de africanos como maior crime contra a humanidade e reforça debate sobre reparação histórica
- Bradesco impõe acordo individual de compensação de horas
- Funcef: Aprovada proposta que acaba com contribuições extraordinárias sobre 13º e reduz equacionamento