09/02/2023
Nova gestão promove mudanças na Caixa
A Caixa anunciou, na última terça-feira (7), mudanças em sua política de gestão de pessoas, incentivo à cultura, governança corporativa, de tecnologia, sustentabilidade e sociais (benefícios do governo federal). A maior parte das mudanças é voltada às empregadas e empregados e para a melhoria do relacionamento com entidades de representação sindical e associativas.
“As medidas anunciadas pela nova gestão estão relacionadas a reivindicações que fazíamos às gestões anteriores já há muito tempo”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
Mas, para o empregado da Caixa e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro, a nova gestão ainda tem muito o que consertar. “Gestões anteriores promoveram um verdadeiro desmonte nas formas de relacionamento com os empregados e com as entidades de representação, sem contar nos inúmeros cortes de direitos e no afastamento da Caixa de seu perfil social, de atendimento às pessoas que são excluídas pelos bancos privados e de execução dos programas de benefício do governo”, afirmou. “As entidades e os trabalhadores têm muito a contribuir para a solução destes problemas e também para que a Caixa volte a cumprir seu papel social. E queremos ser chamados para dar esta contribuição”, completou.
Mudanças anunciadas
O banco anunciou que adotará uma estratégia de gestão de pessoas, “com foco na humanização das relações de trabalho e fortalecimento do relacionamento com os empregados”. Mas, entre as medidas anunciadas, o processo seletivo para escolha da diretoria da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) foi criticado pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto.
Para Takemoto, o processo seletivo é uma maneira justa de escolher os ocupantes do cargo, mas os critérios e pré-requisitos exigidos não são democráticos. “Nos últimos cinco anos quem exercia tais atividades eram pessoas alinhadas aos governos Temer (MDB) ou Bolsonaro (PL), notadamente ameaçadores e perseguidores dos direitos trabalhistas e que atendiam aos interesses do mercado financeiro”, disse, ao criticar o requisito que exige comprovação de experiência profissional de três anos, apurada nos últimos cinco anos, em atividades exercidas em áreas específicas. “É inadmissível que a Caixa imponha esses critérios para escolher os dirigentes da Funcef”, acrescentou.
O presidente da Fenae também criticou a permissão para que qualquer profissional de mercado, de qualquer instituição, concorra aos cargos. “Na Funcef, toda a direção, sejam eleitos e indicados, devem ser empregados da Caixa, uma vez que a Funcef é dos trabalhadores do banco. É inaceitável que pessoas de fora, sem compromisso com os recursos dos participantes, administrem seu patrimônio”, salientou.
A manutenção da fusão da diretoria de Investimentos com a de Participação, prevista no estatuto da Funcef, foi outro motivo de crítica pelo presidente da Fenae, que considera que a alteração foi feita “de maneira arbitrária” pela direção da Caixa, da Funcef e do governo Bolsonaro. “A redução das diretorias enfraquece a representação dos participantes na Funcef. Não podemos aceitar a normalização das alterações que colocam em risco toda a estrutura de governança e os direitos dos participantes da Funcef”, afirmou.
“As medidas anunciadas pela nova gestão estão relacionadas a reivindicações que fazíamos às gestões anteriores já há muito tempo”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
Mas, para o empregado da Caixa e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro, a nova gestão ainda tem muito o que consertar. “Gestões anteriores promoveram um verdadeiro desmonte nas formas de relacionamento com os empregados e com as entidades de representação, sem contar nos inúmeros cortes de direitos e no afastamento da Caixa de seu perfil social, de atendimento às pessoas que são excluídas pelos bancos privados e de execução dos programas de benefício do governo”, afirmou. “As entidades e os trabalhadores têm muito a contribuir para a solução destes problemas e também para que a Caixa volte a cumprir seu papel social. E queremos ser chamados para dar esta contribuição”, completou.
Mudanças anunciadas
O banco anunciou que adotará uma estratégia de gestão de pessoas, “com foco na humanização das relações de trabalho e fortalecimento do relacionamento com os empregados”. Mas, entre as medidas anunciadas, o processo seletivo para escolha da diretoria da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) foi criticado pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto.
Para Takemoto, o processo seletivo é uma maneira justa de escolher os ocupantes do cargo, mas os critérios e pré-requisitos exigidos não são democráticos. “Nos últimos cinco anos quem exercia tais atividades eram pessoas alinhadas aos governos Temer (MDB) ou Bolsonaro (PL), notadamente ameaçadores e perseguidores dos direitos trabalhistas e que atendiam aos interesses do mercado financeiro”, disse, ao criticar o requisito que exige comprovação de experiência profissional de três anos, apurada nos últimos cinco anos, em atividades exercidas em áreas específicas. “É inadmissível que a Caixa imponha esses critérios para escolher os dirigentes da Funcef”, acrescentou.
O presidente da Fenae também criticou a permissão para que qualquer profissional de mercado, de qualquer instituição, concorra aos cargos. “Na Funcef, toda a direção, sejam eleitos e indicados, devem ser empregados da Caixa, uma vez que a Funcef é dos trabalhadores do banco. É inaceitável que pessoas de fora, sem compromisso com os recursos dos participantes, administrem seu patrimônio”, salientou.
A manutenção da fusão da diretoria de Investimentos com a de Participação, prevista no estatuto da Funcef, foi outro motivo de crítica pelo presidente da Fenae, que considera que a alteração foi feita “de maneira arbitrária” pela direção da Caixa, da Funcef e do governo Bolsonaro. “A redução das diretorias enfraquece a representação dos participantes na Funcef. Não podemos aceitar a normalização das alterações que colocam em risco toda a estrutura de governança e os direitos dos participantes da Funcef”, afirmou.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Apoiada pelo Sindicato, Chapa 1 – Nossa Luta vence eleição da Apcef/SP
- Sindicato percorre agências com candidato ao Economus e reforça mobilização para eleição
- Projeto do governo Lula propõe redução da jornada de trabalho e reforça debate sobre fim da escala 6x1
- Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027
- Movimento sindical propõe e Fenaban aceita negociar cláusulas sobre gestão ética de tecnologia na relação de trabalho
- Governo Federal recebe reivindicações da CUT e demais centrais sindicais, incluindo redução da jornada de trabalho sem redução salarial
- É nesta quinta-feira (16)! Veja como votar nas eleições da Apcef/SP
- O que é a PLR Social da Caixa e porque os trabalhadores cobram na Justiça o pagamento integral do benefício
- Nova diretoria da Contraf-CUT toma posse de mandato 2026/2027
- Contraf-CUT lança cartilha sobre organização sindical diante das transformações do sistema financeiro
- Aviso resumido sobre eleições para a diretoria do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região
- Comissão Eleitoral abre inscrições de chapas para eleição do Sindicato. Confira o edital!
- Alô, associado! Venha curtir o feriado municipal em Catanduva no Clube dos Bancários
- Após cobrança do movimento sindical, Caixa acata demandas e ajusta pagamentos do SuperCaixa
- Governo Lula sanciona lei que garante até 3 folgas por ano para exames médicos