10/08/2022

Após fechamento de agências no RJ, clientes do Mercantil serão atendidos por correspondente bancário

Após fechamento de agências no RJ, clientes do Mercantil serão atendidos por correspondente bancário
Apenas três dias após o encerramento das agências bancárias do Mercantil do Brasil no Estado do Rio de Janeiro, clientes e usuários da instituição financeira passaram a ser atendidos pela empresa de correspondente bancário “MG Grupo”, que inaugurou uma unidade na capital carioca. Isto mostra, claramente, que o objetivo do banco sempre foi a terceirização dos serviços, às custas da demissão de dezenas de bancários e o fim de direitos históricos conquistado por estes trabalhadores.

O endereço escolhido para a implantação da nova loja do correspondente pertenceu, recentemente, a uma ex-agência do Santander, que também está fechando dezenas de suas unidades e demitindo trabalhadores. O layout e móveis da loja são praticamente idênticos aos das agências encerradas e os equipamentos de autoatendimento são os mesmos do Mercantil. Já o salário e os direitos dos novos trabalhadores terceirizados foram limados para baixo.

Para Marco Aurélio, funcionário do Mercantil do Brasil e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, a categoria bancária e os clientes sofrem com essas mudanças patrocinadas pela insaciável sede de lucros cada vez maiores. “A atuação dos correspondentes bancários gera uma série de consequências negativas, como o achatamento salarial, demissões de bancários, criação de categorias sem ou com pouca representatividade sindical e precarização no atendimento”, afirmou.

Esse processo de terceirização praticado pelo Mercantil é uma demonstração clara de desrespeito com funcionários e clientes, que terão seus dados pessoais e informações confidenciais expostos a uma empresa terceirizada.

O movimento sindical, com intermediação do Ministério Público do Trabalho do RJ, continua a pressionar a direção do Mercantil para a garantia de direitos e propostas reparadoras aos bancários demitidos.
Fonte: Seeb BH, com edição de Seeb Catanduva

SINDICALIZE-SE

MAIS NOTÍCIAS