26/07/2022
OMS declara emergência global para a varíola dos macacos. Saiba como se proteger
Após semanas de debates entre cientistas sobre o crescente aumento do número de casos em todo o mundo, a varíola dos macacos, doença também chamada de Monkeypox, foi declarada como estado de emergência global pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A decisão que ocorreu no último sábado (23) resultará em orientações aos países para que realizem ações de enfrentamento ao surto.
O estado de emergência da OMS é o nível mais alto de alerta. Ao anunciar a medida, o diretor-geral da organização afirmou que com as ferramentas disponíveis atualmente, será possível controlar a disseminação do vírus. No início do mês, em 6 de julho, a OMS havia contabilizado cerca de seis mil casos em 58 país. Já na última quinta-feira (21), o número havia saltado para 15.510 casos confirmados em 72 países.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados no último sábado (23), são 696 casos confirmados, um aumento 14% em relação a dois dias anteriores, (21/07), quando eram 607 casos. O epicentro da doença é o estado de São Paulo com 506 casos, seguido do Rio de Janeiro, com 102 casos, e Minas Gerais, com 33.
Na sequência vêm Goiás (14), Distrito Federal (13), Paraná (11), Bahia (3), Pernambuco (3), Ceará (2), Rio Grande do Sul (2), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Mato Grosso do Sul (1) em Santa Catarina (1).
Vacina
Após desmontar a chamada ‘sala de situação’, espécie de comitê para monitoramento do surto, que havia sido criada em maio deste ano, o ministério da Saúde, por meio de nota, informou que “todas as medidas hoje anunciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já são realizadas pelo Brasil desde o início de julho de forma a realizar uma vigilância oportuna da doença”.
De acordo com o ministério, as negociações para a aquisição de vacinas contra a monkeypox estão sendo realizadas por meio de organismos internacionais com o fabricante do imunizante, a Bavarian Nordic. A recomendação da OMS é de que sejam imunizadas as pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional diante da exposição ao vírus.
Transmissão
De letalidade baixa, o vírus hMPXV, sigla para Human Monkeypox Virus, causa uma sintomas mais leves do que a varíola “smallpox”, erradicada do Brasil nos anos 1980.
Embora o vírus não se espalhe pelo ar em longas distância, a varíola dos macacos pode ser transmitida via oral, por meio de secreções respiratórias, como acontece com a Covid-19.
É transmitida também por contato físico ou próximo a pessoas contaminadas. Toques, abraços, beijos e relações sexuais são formas de contatos em que a transmissão é possível.
O período de incubação é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a OMS.
Segundo informações do Instituto Butantan, há duas cepas endêmicas do Monkeypox em circulação no planeta. Uma delas é da África Ocidental, com taxa de letalidade de 1% a 3%, é a única identificada nos mais de 15 mil casos até agora.
A outra cepa de Monkeypox também endêmica em alguns países africanos, originária do Congo, é considerada mais perigosa com taxa de letalidade de até 10%, de acordo com a OMS.
Os países onde essa varíola é considerada endêmica são Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificado apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa e Sudão do Sul.
Sintomas
Os primeiros sinais são febre, dores de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço, além de linfonodos inchados – as famosas ‘ínguas’, que no caso da monekeypox são lesões que podem transmitir o vírus.
As lesões aumentam com o passar dos dias atingido os pés, o peito, o rosto, regiões genitais e na boca.
Não há tratamento específico para a doença. Especialistas indicam o cuidado e observação das lesões que tendem a sumir com o passar dos dias. No entanto, para pessoas imunossuprimidas (imunidade afetada por patologias como HIV/AIDS, leucemia, câncer, entre outros), há risco de agravamento da mokeypox.
Prevenção
Para evitar o risco de contaminação é necessário manter distância de pessoas doentes até que todas as lesões tenham cicatrizado.
Evitar também o contato com materiais (roupas, talheres, lençóis ou qualquer objeto) que possa ter sido usado pelo infectado.
Assim como contra a Covid-19, o uso de máscaras e álcool-gel é fundamental, além de higienizar as mãos com água e sabão frequentemente.
O estado de emergência da OMS é o nível mais alto de alerta. Ao anunciar a medida, o diretor-geral da organização afirmou que com as ferramentas disponíveis atualmente, será possível controlar a disseminação do vírus. No início do mês, em 6 de julho, a OMS havia contabilizado cerca de seis mil casos em 58 país. Já na última quinta-feira (21), o número havia saltado para 15.510 casos confirmados em 72 países.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados no último sábado (23), são 696 casos confirmados, um aumento 14% em relação a dois dias anteriores, (21/07), quando eram 607 casos. O epicentro da doença é o estado de São Paulo com 506 casos, seguido do Rio de Janeiro, com 102 casos, e Minas Gerais, com 33.
Na sequência vêm Goiás (14), Distrito Federal (13), Paraná (11), Bahia (3), Pernambuco (3), Ceará (2), Rio Grande do Sul (2), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Mato Grosso do Sul (1) em Santa Catarina (1).
Vacina
Após desmontar a chamada ‘sala de situação’, espécie de comitê para monitoramento do surto, que havia sido criada em maio deste ano, o ministério da Saúde, por meio de nota, informou que “todas as medidas hoje anunciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já são realizadas pelo Brasil desde o início de julho de forma a realizar uma vigilância oportuna da doença”.
De acordo com o ministério, as negociações para a aquisição de vacinas contra a monkeypox estão sendo realizadas por meio de organismos internacionais com o fabricante do imunizante, a Bavarian Nordic. A recomendação da OMS é de que sejam imunizadas as pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional diante da exposição ao vírus.
Transmissão
De letalidade baixa, o vírus hMPXV, sigla para Human Monkeypox Virus, causa uma sintomas mais leves do que a varíola “smallpox”, erradicada do Brasil nos anos 1980.
Embora o vírus não se espalhe pelo ar em longas distância, a varíola dos macacos pode ser transmitida via oral, por meio de secreções respiratórias, como acontece com a Covid-19.
É transmitida também por contato físico ou próximo a pessoas contaminadas. Toques, abraços, beijos e relações sexuais são formas de contatos em que a transmissão é possível.
O período de incubação é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a OMS.
Segundo informações do Instituto Butantan, há duas cepas endêmicas do Monkeypox em circulação no planeta. Uma delas é da África Ocidental, com taxa de letalidade de 1% a 3%, é a única identificada nos mais de 15 mil casos até agora.
A outra cepa de Monkeypox também endêmica em alguns países africanos, originária do Congo, é considerada mais perigosa com taxa de letalidade de até 10%, de acordo com a OMS.
Os países onde essa varíola é considerada endêmica são Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificado apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa e Sudão do Sul.
Sintomas
Os primeiros sinais são febre, dores de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço, além de linfonodos inchados – as famosas ‘ínguas’, que no caso da monekeypox são lesões que podem transmitir o vírus.
As lesões aumentam com o passar dos dias atingido os pés, o peito, o rosto, regiões genitais e na boca.
Não há tratamento específico para a doença. Especialistas indicam o cuidado e observação das lesões que tendem a sumir com o passar dos dias. No entanto, para pessoas imunossuprimidas (imunidade afetada por patologias como HIV/AIDS, leucemia, câncer, entre outros), há risco de agravamento da mokeypox.
Prevenção
Para evitar o risco de contaminação é necessário manter distância de pessoas doentes até que todas as lesões tenham cicatrizado.
Evitar também o contato com materiais (roupas, talheres, lençóis ou qualquer objeto) que possa ter sido usado pelo infectado.
Assim como contra a Covid-19, o uso de máscaras e álcool-gel é fundamental, além de higienizar as mãos com água e sabão frequentemente.
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