17/03/2022

Sindicato reforça necessidade de cuidados contra Covid-19


O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região reforça que os bancários não devem se descuidar das medidas protetivas contra a covid-19, principalmente nos locais de trabalho. A preocupação surgiu após a desobrigação do uso de máscaras no estado de São Paulo, conforme comunicado pelo governador João Dória na quinta-feira (17).
 
A entidade alerta sobre a importância de manter cuidados diante da pandemia. "Não é o momento de relaxar no cumprimento dos protocolos nos locais de trabalho, e também nos cuidados fora do banco, como o uso de máscaras. Nós vencemos importantes batalhas com o avanço da vacinação contra a Covid-19, mas a luta não terminou. Infelizmente, temos acompanhado a chegada de novas variantes, como a Deltacron, o que nos impõe o dever de redobrar os cuidados com a nossa saúde e daqueles que nos cercam. Afrouxar as medidas neste momento pode significar um retrocesso e custar a vida", reforça o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.

O boletim do Observatório Covid-19, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), diz que o relaxamento de medidas protetivas contra a covid-19, como o uso de máscaras em locais fechados de forma irrestrita, é prematuro. Os pesquisadores afirmam que as próximas semanas serão fundamentais para entender a dinâmica de transmissão da doença e que ainda não é possível avaliar o efeito das festas e viagens no período do carnaval. Por isso, eles sugerem que o uso de máscaras deve ser mantido por duas a dez semanas após a meta de cobertura vacinal ser atingida, entre 70% e 90%. Com o surgimento da variante Ômicron e sua maior capacidade de escape dos anticorpos, o boletim afirma que as máscaras ficaram ainda mais importantes.

Já foram detectados dois casos da variante Deltacron, uma junção das variantes Delta e Ômicron, no Brasil. É fundamental continuar cuidando da saúde. Flexibilizar medidas de forma irrestrita colabora para um possível aumento e não protege de uma nova onda. O ideal é voltar ao padrão do início da pandemia. As medidas de mitigação tomadas até então para controlar a pandemia ocorreram de forma tardia, quando as ondas de contágio já haviam se instalado, e não de forma proativa, para impedir que se formassem. É preciso reverter este quadro.

O cenário atual é de descida nas curvas de casos e óbitos após o pico da variante Ômicron no Brasil. A Fiocruz alerta, porém, que a redução da incidência após o pico sempre ocorre de forma mais lenta que a subida da curva.

O boletim informa, também, que os dados registrados entre 20 de fevereiro e 5 de março mostram uma queda de 48% nos novos casos e de 33% na média móvel de mortes, na comparação com a quinzena anterior. Mesmo assim, ainda são registradas, em média, 570 vítimas de covid-19 no país por dia.

Além da queda nos casos, a Fiocruz mostra que também há uma ligeira redução no índice de positividade dos testes RT-PCR para covid-19. Devido a isso, a expectativa é que as próximas semanas mantenham a redução dos indicadores que mais preocupam a população e os serviços de saúde: a mortalidade e a internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por covid-19.

Projeto obriga retorno de gestantes vacinadas

O movimento sindical também critica o projeto de lei 2.058/2021, que determina a volta das gestantes ao trabalho presencial após a vacinação contra o coronavírus, aprovado na Câmara dos Deputados em fevereiro. 

Nos bancos deve ser mantido o uso de máscaras pelos bancários e a manutenção das colegas grávidas em home office.
Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva

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