01/02/2022
97% dos brasileiros discordam com o fim da exclusividade do Penhor da Caixa
Em uma enquete aberta no site da Câmara dos Deputados, sobre o Projeto de Lei 4188/2021, que dispõe sobre a exclusão do monopólio da Caixa Econômica Federal em relação aos penhores civis, 97% dos votantes discordam totalmente, 1% discorda na maior parte e apenas 2% concordam com o texto do projeto. A consulta está sendo realizada desde 9 de dezembro de 2021. Clique aqui e dê também a sua opinião.
De autoria do poder executivo, em novembro do ano passado, o governo apresentou, em regime de urgência, o PL 4188/2021, que acaba com a exclusividade da operação de penhor da Caixa, com o objetivo de enfraquecer o papel social do banco público, que tem sido regra recorrente no cenário político atual. Confira a ementa abaixo.
Para o movimento sindical, é fundamental resgatar a história do penhor da Caixa diante de mais um terrível ataque à estatal. "A Caixa foi criada em 12 de janeiro de 1861 pelo Imperador Dom Pedro II, com o propósito de incentivar a poupança e conceder empréstimos sob penhor, com a garantia do governo imperial. Esta característica diferenciava a instituição de outras da época, que agiam no mercado sem dar segurança aos depositantes ou que cobravam juros excessivos dos devedores. Deste modo, a Caixa rapidamente passou a ser procurada pelas camadas sociais mais populares, incluindo os escravos, que podiam economizar para suas cartas de alforria. Nesse sentido, o penhor é uma operação que desde sempre se coaduna com o papel social da Caixa, de oferecer crédito mais barato para quem mais necessita ou quer um empréstimo, mas não quer se desfazer de pertences familiares", explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
O monopólio da operação feito pela Caixa ocorreu por conta de abusos cometidos pelas casas de penhor. Segundo os representantes dos empregados do banco público, o penhor da Caixa é motivo de orgulho para a sociedade brasileira. Não podemos deixar a história ser esquecida. Mais uma vez, deparamos com a recorrente prática de desvirtuar o papel social do banco do povo brasileiro.
A representante dos empregados no CA, Rita Serrano, afirma que esta é mais uma manobra que visa favorecer a iniciativa privada em detrimento dos interesses da população brasileira. “Ao passar para empresas privadas, o objetivo será ampliar os lucros, à custa de taxas de juros maiores. Perdem os clientes e a própria Caixa”, diz.
A representante no CA da Caixa, alerta que o momento é de união e mobilização contra este Projeto de Lei que desrespeita não só a história dos empregados do banco público, mas também do país. “Nosso objetivo é articular para derrotar mais esse disparate. A operação é bem-sucedida na Caixa. O banco tem profissionais gabaritados, os avaliadores de penhor, que garantem preço justo pelas peças, ausência de burocracia e juros menores. Por isso, não podemos deixar passar para empresas privadas, cujo objetivo será ampliar os lucros, à custa da especulação e da exploração”, adverte Rita.
Ementa
Dispõe sobre o serviço de gestão especializada de garantias, o aprimoramento das regras de garantias, o resgate antecipado de Letra Financeira, a transferência de valores das contas únicas e específicas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a exclusão do monopólio da Caixa Econômica Federal em relação aos penhores civis, a alteração da composição do Conselho Nacional de Seguros Privados.
Autor
Poder Executivo
Situação
Aguardando o parecer do relator nas Comissões: Constituição e Justiça e de Cidadania; Educação; Finanças e Tributação.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bradesco lucra R$ 13,861 bi no semestre, mas segue demitindo e fechando agências
- Itaú lucra alto no semestre, mas segue extinguindo empregos e fechando agências
- Banco Central reduz Selic para 14% ao ano, mas juros seguem elevados e favorecendo apenas o mercado financeiro
- Financiários definem prioridades para a Campanha Nacional 2026
- CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1
- Mobilização ganha força nas agências e recado aos bancos é claro: a categoria exige valorização!
- Santander tenta intimidar Previc na Justiça para se eximir de obrigações com o Banesprev
- Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade
- Economus: Diálogo com conselheiros resulta em propostas de melhorias no processo de autorização para exames
- Conferência Nacional dos Financiários começa com debate sobre perfil da categoria, saúde e prioridades da Campanha Nacional 2026
- BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores
- Super Caixa precisa ser negociado e reconhecer o trabalho de todo o quadro de pessoal do banco
- Após pressão sindical, Itaú confirma vigilantes em todos os Espaços Itaú de Negócios até outubro
- CEBB cobra avanços para funcionários do Banco do Brasil em negociação nesta quarta-feira (5)
- Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários entra em fase decisiva